terça-feira, 12 de setembro de 2017

Lisboa


"Isto não parece Itália?" Não quis desiludir o amigo a quem dei boleia do Pátio da Galé, da apresentação da lista autárquica liderada por Fernando Medina, de cuja comissão de honra ambos fazemos parte. Mas não concordei, confesso agora.

Lisboa tem, de facto, uma estranha mediterrâneidade (pode dizer-se assim?), mas é também atlântica e até continental. É uma coisa complexa, uma cidade aberta, imensamente "plástica" - não por artificial mas por adaptável.

Fernando Medina falou em tornar Lisboa na capital europeia da tolerância. Acho bem. Eu gosto de me lembrar do país que existia, até há umas semanas atrás, em que todas as forças políticas no parlamento tinham um discurso não xenófobo, não racista. Temos de recuperar esse país saudável. Pelo voto, claro.

2 comentários:

Anónimo disse...

"Temos de recuperar esse país saudável. Pelo voto, claro."

A meu ver esta afirmaçao é um erro. Distingue dois paises, quando nao é disso que se trata. O racismo popular, "o taxista que nao gosta de pretos" nao é nada de novo. Esse, ninguém o procurou alterar nos ultimos anos. Pelo contrario, é possivel que essa classe da populacao portuguesa (que nao é bem o white trash) tenha sido um pouco menosprezada. Todos os partidos tem evidentemtente racistas e outros, PS, PCP, PSD, todos tiveram recente atencao mediatica pelo facto de alguém da sua estrutura ter tido afirmaçoes dessa natureza.

A sua frase dà ideia que o pais ja foi tomado por aqueles que "nao sao saudaveis". Ora essa frase é seguramente falsa. O racismo em Portugal esta exactamente como estava a 10 anos, eventualmente até é menor. O que acontece é que as franjas racistas da população viram um candidato de um partido de governo com o qual se identificavam. A ideia de menorizar alguém por ser racista (nao falo do tipo do psd, falo dos votantes) é a meu ver um claro erro. Porque claro se é errado sê-lo, também convem nao esquecer os problemas que possam existir nalgumas areas da grande lisboa, etc, e que muitas vezes sao tratados versao avestruz, com a cabeceia por baixo da areia. Aproveito o momento para dizer que apesar de ser de esquerda, estranho que Medina tenham permitido que a Mouraria se transformasse num bairro habitado por bangladeshis e franceses, expulsando de la a populacao que la morava ha geracoes. Também é de notar o facto que uma boa parte dos muçulmanos que la mora sao de uma onda bastante bastante conservadora, e que nao me parece nada sã a ideia de abrir uma mesquita naquele lugar. (o islao radical esta bastante bem implantado no bangladesh , convém lembrar. O daesh em particular) (por influencia destes senhores ja se começam a ver miudas guineenses nascidas ca vestidas de preto e com veuzinho, coisa que ha uns anos nao se via) .

O obscurantismo, na esquerda ou na direita, no cristianismo ou no islao, nao tornam nenhum pais saudavel.

Anónimo disse...

Lisboa é a capital da tolerância! Da tolerância aos comportamentos anticívicos (veja-se o caso de ontem, do gajo que estacionou sobre os carris do elevador da Bica), da tolerância ao lixo, da tolerância aos atrasos, da tolerância aos graffitti... Que raio, tolerância é o que não falta por aqui!