quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Catalunha

Não quero ser alarmista mas, sem que haja nada que possamos ou devamos fazer, acho que convirá que Portugal esteja muito atento à evolução da situação em Espanha por virtude da questão catalã.

14 comentários:

Anónimo disse...

pode ser que o preço do jabugo baixe...

Anónimo disse...

Já estou a juntar latas de atum, não vá começar a terceira guerra mundial.

Luís Lavoura disse...

Mas de que vale estarmos atentos se nada podemos nem devemos fazer?

Anónimo disse...

Acho que Vila Real vai seguir o mesmo caminho, e já existem candidatos a presidente.....

Luís Lavoura disse...

sem que haja nada que possamos ou devamos fazer

Isto não é rigorosamente verdade.

Nestes assuntos de independência e separatismo, o reconhecimento internacional conta.

Os referendos também podem ser reconhecidos como válidos, ou não o ser.

Por exemplo, há poucos anos realizou-se um referendo para que a Crimeia se separasse da Ucrânia e se juntasse à Rússia. A União Europeia, incluindo Portugal, resolveram não reconhecer esse referendo.

Outro exemplo, há uns anos Portugal reconheceu a independência do Kosovo. Espanha não o fez.

Portanto, Portugal pode reconhecer, não reconhecer, ou então não dizer nem sim nem não. Qualquer das atitudes é sempre uma posição que Portugal toma.

Anónimo disse...

Porque será que para coisas sérias Portugal acorda sempre tarde como para este asssunto da Catalunha.
Será pelo pouco capital intelectual existente ou por propaganda: Vamos não assustar a população enquanto o assunto não nos bater à porta? Vamos entretendo-os com assuntos vários e quuem vier atrás que resolva.
Enfim e isto é a prata da casa.

Anónimo disse...

A constituição espanhola não permite este referendo, que é pois inconstitucional. Não creio que qualquer país, a não ser que pretenda destabilizar a Espanha e a União Europeia, possa reconhecer a votação que alguns pretendem realizar no dia 1 de Outubro.

Anónimo disse...

Catalães! Esse povo inferior com língua e cultura próprias, sociedade civil desenvolvida, grande capacidade económica, história antiga e que julga que pode ter um... Estado!

Quem julgam eles que são? Que alguém lhes diga que a sua única função é trabalhar para que outro povo possa ter um país à custa dos outros.

Anónimo disse...

Não nos esqueçamos que foi a revolta da catalunha que permitiu sermos em 1640 independentes.
O rei de Espanha aquando das revoltas portuguesa e catalã achou que era mais importante a Catalunha a ser resolvida do que a de Portugal. Na altura era impensável nas Chancelarias europeias que Portugal teria condições para se manter independente.
Neste compasso de espera quando a Espannha se deciciu a domar a revolta aqui, já era tarde. E assim tornámo-nos independentes em 1668, tanto quanto nos é ainda hoje possivel.

Anónimo disse...

Ó "14 de setembro de 2017 às 01:43", em 1668 foi o reconhecimento pela Espanha. Não foi a nossa "reindependência". Essa, foi em 1640!

Anónimo disse...

Anónimo de 14 de setembro 17.20

Mas até esse reconhecimento de Espanha, por essas Chancelerias da Europa D. João IV e depois D. Afonso VI eram apenas reconhecidos como Duques de Bragança. O que vaaleu foi que D. Afonso VI era cunhado de um Rei legítimo e por isso não o combateram fortemente.
Em Portugal é que se diz que foi em Dezembro de 1640.
Tal como agora um país que se quer independente tem de ter o reconhcimento dos seus pares.

Anónimo disse...

Ainda ao anónimo de 14de Setembro 17.12.

Tal como agora a Catalunha depois do referndo vai ter de aguardar o seu reconhecimento como Estado, nós em 1640 tivemos de esperar até 1668.

Anónimo disse...


Já agora que estamos aqui a falar em reconhecimento de novos Estado, relato um facto interessante para se perceber isto:

A implantação da república portuguesa foi reconhecida naquele momento apenas pelo Brasil e a Aegentina, salvo erro.

Aquando em 1911 o Rei de Inglaterra Eduardo VII foi coroado, Portugal como outros países enviaram Embaixadores Extraordinários para assistirem a essa coroação.
A Portugal foi no entanto recusada a entrega das repectivas credênciais por ainda não haver sido publicada uma Constituição da república portuguesa.
E foi assim que não houve representante português nessa assembleia de Estados soberanos.

Anónimo disse...

Faço uma emenda:
Não foi na coração de Eduardo VII mas sim Jorge V.