segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Uma dúzia de notas


1. Benoît Hamon foi o candidato mais votado das primárias socialistas francesas. A esquerda perderia sempre as eleições presidenciais, mas, com Hamon, oferece, em definitivo, o peito às balas.

2. Carolina do Mónaco, ainda belíssima, faz 60 anos. Fico muito satisfeito. Em mês de aniversário, afinal constato que não sou só eu quem envelhece.

3. Neste tempo de crescente "belenensização" do meu Sporting, por que diabo tenho cada vez mais orgulho naquele clube?

4. O namoro da imprensa com o Bloco vai de vento em popa. Entre a partilha dos cultos fraturantes e outras afinidades eletivas, há todas aas semanas um/a amigo/a disposto/a para a promoçãozinha.

5. Os derradeiros resistentes ao Acordo Ortográfico sentiram um sopro de esperança com uma qualquer urticária académica. Imagino que já deva andar por aí um lóbi para um "Prós e Contras" a propósito.

6. Ao defender a preservação da estabilidade, no governo e na oposição (isto é, que ambos continuem nas suas posições relativas...), até ao fim da legislatura, o presidente da República sabia que abria uma guerra com os seus antigos amigos. Leia-se as redes sociais e o Observador! É de chorar a rir!

7. Depois do caos no tráfego nos ter dado cabo da paciência, Fernando Medina mostra os novos passeios e inicia, com segurança, o seu próprio passeio até às eleições. Até Bagão Félix já está conquistado! Cristas prepara-se para vereadora. O PSD continua, qual Martim Moniz, completamente entalado.

8. Vale a pena estar atento ao que se vai passar em Israel, agora com o novo "backing" americano. A direita israelita tem um tropismo para a fuga em frente que afasta o país cada vez mais da paz.

9. A imprensa dá nota de que os estímulos ao consumo, que faziam parte da estratégia de Mário Centeno, afinal funcionaram. Olhe-se os resultados das cadeias de distribuição.

10.  Já não tenho pachorra para aturar a Remax e congéneres, que, volta-e-meia, me batem à porta a perguntar se quero vender a minha casa. Estou quase a ser tão antipático como já o sou, ao telefone, para a Nos.

11. Sabíamos que a relação da Impresa com esta Presidência - ou será de Balsemão com Marcelo? - nunca iria ser muito boa (MRS nunca foi comentador na SIC, lembram-se?). Mas, caro Paulo Magalhães, o tiro (do exclusivo) saiu mesmo pela culatra, não foi?

12. E, por falar em culatra, parece que a G3 tem os dias contados. Tenho memórias pouco divertidas de manhãs em Mafra, há 40 e tal anos, a desmontar e montar a culatra da minha metralhadora, num estupidificante exercício. Não verto uma lágrima pelo fim da G3, a arma da guerra colonial.

10 comentários:

Sportinguistateu disse...

O Jesus e o Bruto foram sabotados com muita pinta, que me faz lembrar outros tempos como o coisa Sintra com Balakoves e Figos, e perdiam sempre para o Pinto e o Loureiro.
Mas outras sabotagens existiam (in illo tempore)já com o joelho do nosso maior com talas, e o velho Capitão já a arrastar os pés mas sempre campeões com golos no último segundo.
O futebol é uma treta, o Sporting foi grande, o maior em qualidade, no seu todo, não apenas na compita do pontapé na bola.
Haja memória e cultura!

Joaquim de Freitas disse...

O Senhor Embaixador atacou « billes en tête” , como deve ser. Mas Hamon não chegará mesmo ao campo de batalha das presidenciais…E estou bem de acordo com o seu prognóstico. Não sei se assistiu aos dois debates… Que miséria!
A palavra “vieux” que pode inspirar a consideração e o respeito é pejorativo nos países do fitness, do botox, dos produtos anti rugas, dos centros de bronzeamento, do silicone mamário e das nádegas, dos trabalhos capilares remunerados em notas de banco camuflados pelo socialista Jérome Cahuzac..na Suíça.

A palavra “professor” é desacreditada pelas eternas calúnias que esmagam os professores (férias longas, semanas de trabalho de 12 horas, dias “de doença”…etc.
A palavra “Rússia” mete medo, mesmo se este país europeu, penetrado pela cultura francesa, amoroso da língua francesa, nunca enviou um soldado sobre a terra francesa ( foram os franceses que devastaram a sua, em tempos..) e contribuiu ao preço de sacrifícios indizíveis a desfazer um exército cuja bota esmagava os franceses).
A palavra “guerra” reúne o rebanho dos eleitores como os carneiros do pastor quando o lobo roda nas paragens. A guerra contra o terrorismo serve para muitas coisas…
A palavra “muçulmano” é um espantalho de primeira se o associamos aos países a bombardear por razoes que o Senhor Embaixador não permitiria de desenvolver aqui. Seriamos obrigados de falar do Catar, da Arábia Saudita, da “suite” real no Ritz, etc.…
Portanto ,não é de admirar se ouvimos os candidatos ironizar sobre os “velhos” professores, reclamar sanções acrescentadas contra a Rússia, aprovar os bombardeamentos franceses na Síria, etc.
Entretanto, admirou-me que os sete anões candidatos, verdadeiros génios da política, não tivessem atacado a China, embora tivessem utilizado a palavra “mercado”. Poderiam ter troçado as “miseráveis” performances do tigre em papel de Pequim, com o seu crescimento económico de 6,7% , que perde o seu fôlego, porque no ano passado foi melhor : 6,9%. Mas não. Esqueceram a China!
As sete futuras glórias da Republica Francesa eram tão barulhentas que não os ouvi dissertar sobre os 1,2% de crescimento da economia francesa e sobre a sua promessa de passar, talvez, para 1,3% em 2017. Un peu de folie, SVP.

Sportinguistateu disse...

Coitado do Sporting pós João Rocha que teve que viver escondido para não ir para Caxias!

Anónimo disse...

As suas notas são tão "dejá vu":

"o mundo encantado do socialismo de colete"

Anónimo disse...

enternecedor o contar dos sonhos, com o Sporting a ser grande! Só se foi no tempo da Legião, quando a pistola do Góis Mota fazia "milagres".

Anónimo disse...

"Urticária Académica"? Realmente! Basta ler com atenção aquilo que se assinou e decidiu no tal A.O. É patético e fere a inteligência de quem gosta desta Língua e de a escrever.

Anónimo disse...

Tanto asneira que o Medina fez em Lisboa com as obras.
Um verdadeiro caos para quem depende do carro para trabalhar.
Se ele precisasse do carro não teria feito esta calamidade.
Gosto também da ideia dele de querer as avenidas com esplanadas para as pessoas levarem com as buzinadelas e com o fumo dos carros enquanto comem.
Alguém sabe quando é que ele volta para o Porto? É que era urgente que ele fizesse as asneiradas por lá e deixasse a metrópole sossegada.

Antonio Cristovao disse...

Os sportinguistas (p.ex. meus filhos) bem podem limpar as mãos a parede pela equipa dirigente que elegeram. A crença é uma incongruência que nunca vou papar.

Anónimo disse...

Sr. embaixador: de uma vez por todas, explique-nos por que é a favor do Acordo Ortográfico. Esqueça Brasília e responda em Lisboa. Pode ser uma acha interessante para o debate. Não sou da Academia, nem académico. Quando muito, adepto da Académica de Coimbra. Não leu, acaso, a entrevista do Prof. Artur Anselmo? Essa bicada nos académicos é muito deslocada e descontextuada. Sabe que a escrita das palavras é muito pouco na língua portuguesa? Leia Guimarães Rosa, Mia Couto,... As coisas não se limitam à queda de consoantes... Se tivesse um filho no ensino secundário, veria que esta geringonça é muito feia.

Anónimo disse...

Os opositores ao AO continuam no seu sonho conservadorista de época dourada. Agora, até "contrataram" o vai a todas do António Pedro Vasconcelos. E, parece que o homem vem armado de argumentos de peso, nomeadamente defender que o AO é mau porque nos afasta do castelhano e do francês (embora nos aproxime da maioria dos falantes de... português).