sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Amizade


Os verdadeiros amigos não são para as ocasiões. São para sempre. Aprendi isso numa existência aos solvancos geográficos, pelas terras em que vivi e onde os fui criando. Parte deles foi deixada ficar para trás no tempo, porque não transitaram para o quotidiano seguinte, às vezes por descuido, outras porque nós próprios mudamos e não sabemos sobreviver, mutuamente, à usura da ausência. Uma parte desses amigos, contudo, foi permanecendo, nessa decantação progressiva do tempo. E a esses foram-se somando novos, que ficaram tanto ou mais amigos do que aqueles que vinham do passado. No seu conjunto, os meus amigos são a riqueza que guardo a meu crédito, fazem parte da minha conta a prazo da vida.

Lembrei-me disto há uma semana, quando me foi dado partilhar a felicidade de dois amigos. É que a alegria dos nossos amigos constitui uma parte da nossa própria alegria. E, se não estou enganado, é a isso que se chama, muito simplesmente, essa coisa bonita e insubstituível que é a amizade.

(Dedico este post à Rusa e ao Zé Luis)

3 comentários:

Anónimo disse...

Senhor Embaixador,


Foi ao casamento dos filhos dos seus amigos; acertei?


Com os melhores cumprimentos

Francisco Seixas da Costa disse...

Não, Anónima/o das 12.55. Foi um aniversário de casamento

Helena Sacadura Cabral disse...

Meu caro Francisco
Os amigos são os melhores Depósitos a Prazo do mercado, com altíssimo juro e nos quais, felizmente, o BCE não mete prego nem estopa!