domingo, 18 de setembro de 2016

Ajuda


O meu colega e amigo Luís Castro Mendes, ministro da Cultura, que transitou entre dois palácios que são a verdadeira cara do país que temos - das Necessidades para a Ajuda -, lançou mãos à obra do "fechamento" do Palácio desta última. Que todos os anjos e querubins o protejam na consecução da empresa. Se a "geringonça" tiver conseguido tornar irreversível o completamento daquela "santa ingrácia", eu voluntario-me para ir ao primeiro comício da história dos Verdes...

O "Expresso" publicou ontem a "solução" arquitetónica encontrada. Devo dizer, com franqueza, que me é quase indiferente, desde que se acabe, de uma vez por todas, com a vergonha daquilo que lá está. A imagem é, creio, elucidativa.

É claro que, agora, vão aparecer os "espertos", os que queriam um "fechamento" mais clássico, os que iam para o vidro e outros materiais, os que acham que a maquete parece a sede da Caixa Geral de Depósitos, etc. Vai ser um fartote de debate. Até eu, se calhar, vou meter a minha colherada, achando que o que ficava bem era atirar abaixo aqueles proto-arcos e proto-janelas, abrindo por completo o pátio a poente - solução barata e rápida, mas que imagino que deve arrepiar os puristas, os quais, no entanto, viveram toda a sua vida serenos com aquela vergonha!

Não ligues, Luís! Faz o que quiseres, mas acaba de vez com aquilo que lá está!


25 comentários:

A Nossa Travessa disse...

Chicamigo

Força ministro Castro Mendes!

Abç do Leãozão (Não posso esquecer-me do desastre no Bernabéu!!! imercidíssimo)

Anónimo disse...

Concordo com o Senhor Embaixador. Como está agora é que não pode continuar, seja lá qual for a solução encontrada. Há favelas com muito melhor aspecto e dignidade do que essa vergonhosa fachada poente. Não gostando particularmente do projecto apresentado, não me ofende. Não parece ser faraónico ou excessivamente ambicioso, pelo que deverá ter hipóteses acrescidas de ir adiante, e é isso o importante.

Luís Quartin Graça

Anónimo disse...

Desconheço a solução estética, mas não se esqueçam (ou não se lembraram?) de antes de tudo pôr um especialista em estruturas sísmicas a orientar a tal solução estética! Não vão na conversa da Arqta Helena Roseta que diz que umas "fichas" tipo verificação se as máquinas e as luzes cá de casa, estão em condições, que a minha mulher me obriga a preencher quando ela não está, resolve o problema. E estejam descansados que não é preciso ir ao Porto ou a muitos lugares do País para encontrar pessoas competentes. Têm dos melhores aí no IST e no LNEC.
Lembo-me sempre do meu professor dizer, quando questionado por nós, que quando houver um sismo com a energia do do Marquês, aí no Sul e em especial em Lisboa, não fica pedra sobre pedra. Ele disse isto há 40 anos...

Portugalredecouvertes disse...


Também ajudo na ideia de terminar o monumento!
nem sequer tinham lá colocado qualquer lindo mural da Street Art ?!

Anónimo disse...

Finalmente Ajuda. Que fique com alguma dignidade. Como está, que conheço vai para 70 ano, é que não. Espero que o Ministro da Cultura o consiga, pois como diz no post, "Treinadores de bancada" vai haver muitos.

Luís Lavoura disse...

Mas para que serve o palácio da Ajuda? E para que servirá?
Qual será a utilidade do dinheiro que nele será gasto?

Anónimo disse...

Apoio a 100% a finalização do Palácio da Ajuda. Parabéns ao Ministro da Cultura.

A parte de trás do Palácio é lamentável tal como está.

Luís Lavoura disse...

A parte de trás do Palácio é lamentável tal como está.

Acredito que seja. Mas edifícios em estado lamentável não faltam em Lisboa (e no país). Muito perto de minha casa há um conjunto de edifícios em estado bem pior do que o palácio da Ajuda. A questão é, só se deve gastar dinheiro a recuperar um edifício em estado lamentável se se tiver alguma utilidade a dar a esse edifício. Eu mesmo possuo um edifício em estado lamentável, e não o recupero porque não teria uso a dar-lhe.

Cavaco Silva construiu o CCB para albergar uma cimeira europeia. Eu questiono, para que se vai acabar de construir o palácio da Ajuda?

José Manu4el Silva disse...


Finalmente a ajuda que o Palácio da Ajuda necessitava. Não me choca a proposta apresentada. Faço votos para que o Ministro da Cultura, consiga levar a Carta a Garcia, neste seu empreendimento. Não se deve preocupar com as criticas. É impossível agradar a Gregos e a Troianos.

Anónimo disse...

Não me parece que os puristas tenham vivido toda a vida com aquilo que lá está. O que me parece é que os puristas nunca tiveram qualquer poder para alterar aquilo fosse em que sentido fosse.

Uma falácia essa de sugerir que aquilo não se mexeu por causa dos puristas e não por falta de vontade de quem tem o poder.

Anónimo disse...

Luís lavoura quererá explicar para que serve a Física Teórica? É que há aí muitos a perguntar para qual será a utilidade do dinheiro que nela é gasto.

Anónimo disse...

Mas..... pode-se sempre manter assim como está até hoje. Passamos a dizer que tal como o palácio das Necessidades, no 5 de Outubro de 1910, o da Ajuda também foi bombardeado e assim ficou.
É o preço da revolução. Sempre era no Palácio da Ajuda que vivia a rainha que costumava dizer: Se querem ter rainhas que as paguem.

Anónimo disse...

A julgar pelas fotos, parece - me uma boa maneira de acabar com a situação lamentável que há muito existia, gastando o menos possível. E fico feliz por ser o Luís Castro Mendes o responsável pela resolução deste problema.

JP Garcia



Anónimo disse...

Gosto da ideia e gosto da solução. Agora, chateia-me os interiores. Estou farto de arquitetos tugas e da sua falta de originalidade. Já não há pachorra para a simplicidade das linhas, a rigidez dos ângulos retos, a frieza da cor branca. Os arquitetos tugas são do mais chato e previsível que se possa imaginar! É por isto que por todo o lado as cidades se enchem de obras arrojadas que vêm para ficar enquanto que, por cá, esta malta brinca aos sólidos. Não sabem fazer mais nada, os tristes.

Anónimo disse...

Luís Lavoura, tem toda a razão. E para que raio servirão o Palácio de Vila Viçosa, o Castelo de Guimarães, o Palácio de Queluz, o Palácio da Pena, etc. Em vez de se gastar dinheiro neles, em restauros, pintura, etc, não seria melhor o Estado gastar o dinheiro a arranjar buracos das estradas, para os carros circularem melhor? Isto são pessoas sem bom senso nem espírito prático, é o que é.

Anónimo disse...

Pelo que percebi, e está escrito, a nova ala do palácio servirá para a exposição das jóias da coroa: acho fantástico e suponho que venha a ter um sucesso retumbante porque, pelas poucas que ocasionalmente tive a oportunidade de ver, são do melhor que há no mundo. Terminar o palácio é uma coisa tão óbvia que dói que ainda não tenha sido feito! Parabéns a quem tem intenção de o fazer!
João Vieira

APS disse...

O luis lavoura é um cómico, por isso, siga-se o conselho antigo:
"Guardem as pratas, que vêm aí os cómicos!"

Anónimo disse...

Dinheiro para a Igreja de S. Domingos na Vila Velha é que não há! Ano de Construção Séc. XIV. Tem azulejos do Séc. XVI e notáveis retábulos em talha do mesmo século. Situação atual: cobertura a cair e as telhas estão cobertas com um relvado verdejante.
Causa principal do abandono: Os lisboetas não passam lá!
Mas não sabem o que perdem. É dos cemitérios onde qualquer um quer chegar primeiro!

Anónimo disse...

"o Luís lavoura quererá explicar para que serve a Física Teórica? É que há aí muitos a perguntar para qual será a utilidade do dinheiro que nela é gasto.

19 de setembro de 2016 às 15:36"

Não é o dito luis que lhe reponde, nem ninguem que com ele esteja de acordo. a sua pergunta é propria de um mosqueiro. olhe pergunte aos israelitas, aos russos, aos americanos, aos franceses (que pagam pela electricidade menos que nos)...

E se o amigo precisar de ir ao medico e fazer uma analise topo de gama (esperemos que não) quando lhe derem o preço da dita, pergunte quanta ciencia foi necessaria, para que a pudessem fazer, tacs, ressonancias magneticas e afins...

talvez prefira gastar o dinheiro dos contribuintes nos escaloes de formacao do chora-que-logo-bebes ou nos concertos da maria mamonas...


http://lisboa.lip.pt/index.php?id=3&prid=24
http://lisboa.lip.pt/index.php?id=3&prid=16


dashvidanya!




http://lisboa.lip.pt/index.php?id=3&prid=24

Anónimo disse...

Eu queria escrever S. Dinis e escrevi S. Domingos. Uma distração imperdoável!

Anónimo disse...

20 de setembro de 2016 às 19:27,

Você tem óbvias dificuldades de compreensão. Nem vou gastar o latim consigo.

Assina: um engenheiro pela escola de Luís Lavoura

Jose Tomaz Mello Breyner disse...

Faz-me lembrar um radiador a óleo, mas é sempre melhor do que o actual

Anónimo disse...

Mas como é que se fecha uma coisa que será eternamente aberta? Caso, não saibam, o palácio não acabava ali. Uma perna de pau, embora piedosa ou gloriosa, não faz as vezes de uma perna e pé!

Coragem, à séria, seria dar continuidade ao inacabamento, para que outros no futuro, lhe acrescentassem outro inacabamento, até ao palácio final.

Mas afinal, não há português que não se sinta, por momentos um "marquês de Pombal". Curiosamente, e ao contrário, a Baixa foi-se acabando no tempo e no espaço, até à patética operação na Praça do Comércio, que alguns, até com responsabilidade lhe chamam Terreiro do Paço. Bom, há quem chame também ponte Salazar, à ponte 25 de Abril....

Anónimo disse...

caro anonimo das 11:32

ja gastou...


ja agora ser engenheiro do ist do mit ou do ipfl não confere maior ou menor credibilidade ao seu argumento... o amigo não rebateu o que eu disse nem justificou o seu argumento anterio a não ser com o tal "engenheiro do ist"... isso ha muitos, e nem todos tem de estar de acordo consigo, meu caro

a não ser que a sua dor seja devida a uma guerrinha de repartição de dinheiros no técnico..


Anónimo disse...

Chiça, que é nhurro.leia os termos dos comentários do Lavoura e depois volte cá.