terça-feira, 21 de junho de 2016

País do quase

O título de um jornal de hoje é sugestivo: "Portugal a um empate dos oitavos".

É uma sensação magnífica sabermo-nos parte de um país marcado pela ambição, que dobrou Bojadores, a caminho da Boa Esperança, das Índias, da Taprobana, por especiarias, por fé, por glórias.

O mundo mudou, nós também. Consta.

E é por isso que amanhã, ali estaremos, uma "pátria em chuteiras", como diria Nelson Rodrigues, Asterix na Gália de César, sem poção mágica, lutando, com denodo, prestes a esmagar todos os magiares que se atravessarem entre nós e esse imenso e audaz objetivo: o ponto.

Que falta nos fazes, José Maria Eça de Queiroz!

8 comentários:

Anónimo disse...

A minha Mulher recebeu já cartas credenciais para ver on my behalf todos os jogos em que Portugal entra. Eu, impotenciário, sou cardíaco apenas vejo os de Itália.

Anónimo disse...

Espero que hoje não nos dediquemos à poesia:

Quase

Um pouco mais de sol – eu era brasa,
Um pouco mais de azul – eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe d’asa…
Se ao menos eu permanecesse aquém…

Assombro ou paz? Em vão… Tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho – ó dor! Quase vivido…

Quase o amor, quási o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim – quase a expansão…
Mas na minh’alma tudo se derrama…
Entanto nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo… e tudo errou…
- Ai a dor de ser quase, dor sem fim…
Eu falhei-me entre entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou, mas não voou…

...

Mário de Sá Carneiro

Boa sorte.

Anónimo disse...

Para tapar o sol com a peneira ou escamotear a realidade, roubalheiras na CGD, BCP, Bannif, nada como aproveitar um dos F (futebol) de triste memória....

Anónimo disse...

A imagem recordou-me a tal falada e famosa lua laranja ou morango. Ontem a noite olhei para o ceu mas com umas nuvenzitas a riscar a lua cheia nao deu para ver o halo. Deve ser solesticio, pocao magica, druidas mas as 5 horas la estarei em frente do ecran.

Depois, seja qual for o resultado, reler "Budapeste"? Chico Buarque nos ilumine.

Bom dia com sol. Aqui chove

F. Crabtree

Anónimo disse...

Espero que hoje não nos dediquemos à poesia:

Quase

Um pouco mais de sol – eu era brasa,
Um pouco mais de azul – eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe d’asa…
Se ao menos eu permanecesse aquém…

Assombro ou paz? Em vão… Tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho – ó dor! Quase vivido…

Quase o amor, quási o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim – quase a expansão…
Mas na minh’alma tudo se derrama…
Entanto nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo… e tudo errou…
- Ai a dor de ser quase, dor sem fim…
Eu falhei-me entre entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou, mas não voou…

...

Mário de Sá Carneiro

Boa sorte.

Anónimo disse...

Mal ou bem, já cá andamos há QUASE 900 anos. Essa é que é a realidade, como diria o saudoso Lencastre da Veiga
Fernando Neves

A Nossa Travessa disse...

Chicamigo

Disse e falou o João Pinto, antigo jogador do FêCêPê: Prognósticos só no fim do jogo... E ficou para a História - pelo menos do futebol.

Portanto é muito fácil opinar sobre o que passou no Portugal-Hungria com a presença inevitável de Marcelo. Que posso dizer eu que não consegui ver a partida por mor de um temor de enfarto?
Apenas li, depois, o que se passou: um jogo louco, louco, louco que se saldou em 3 a 3; o triste fado dos empates. Do mal o menos, o Cristiano fez dois golos um dos quais depois do sofrimento a solo vi num vídeo: de calcanhar.

Desta feita nem treinador de bancada fui; resumindo não fui nada. E agora vem a Croácia com quem nem podemos... empatar.

Abç do Leãozão

Anónimo disse...

Enfim..... se perdermos para ganhar bom juízo.... seria muito bom mas... estaremos cá há 900 anos mas por mor da Europa. Se ela nos falha agora.... Vamos ver.