sexta-feira, 22 de abril de 2016

Abril e a doença

Um jornal informático ideológico, criado para que a maioria cessante não tivesse cessado de existir, decidiu agora promover um curso, orientado por um politólogo, sob o título "Ser de direita - normalidade ou doença?"

Devemos ser um dos poucos lugares democráticos do mundo onde o setor conservador da sociedade vive ainda com estas ridículas angústias existenciais, não se dando conta de que, ao colocar em público este tipo de questões, agrava o sentido de gueto e de auto-exclusão em que, de há muito, se deixou cair. Como se já não bastasse a direita da paróquia disfarçar-se, por regra, em "centro-direita", em "liberal" ou em "não ser de esquerda"...

Ser de direita é tanto uma "doença" quanto o é ser de esquerda. São maneiras diferentes de olhar a sociedade e o seu futuro, ambas admissíveis, e concorrentes na captação das ideias e do voto, na democracia que temos. 

O que uma certa direita portuguesa nunca percebeu - e já começo a perguntar-me se alguma vez perceberá - é que continuará a viver num beco envergonhado, onde adubará estes complexos, enquanto não tiver a coragem de vir para a rua de cravo vermelho ao peito no 25 de abril, enquanto não fizer luto e a denúncia aberta das patifarias da ditadura e dos malefícios da guerra colonial. Até lá, deixará inevitavelmente os louros da liberdade à esquerda.

Repito o que sempre pensei e disse: o 25 de abril também se fez para dar direito de cidade à direita democrática. Prouvera que ela o saiba aproveitar.

26 comentários:

Jaime Santos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

É por essas e por outras que as pessoas estão desligadas da política.

Mas quem é que se irá interessar por esse tema? Só podem ser os seus camaradas.


É mesmo assunto que não interessa a ninguém. E se fosse de outra corrente política era igual.

Em que mundo se vive? O que é que isso faz mover o mundo? De que maneira pode isso colocar comida na boca das pessoas?

Anónimo disse...

Embaixador, respira-se uma nova aragem por aqui. Passo a explicar, como terá reparado alguns dos figurantes arvorados a "intelectualoides" meteram "férias". Entre eles o Freitas, Reys, o filho do mundo( edmundo da boina) etc etc, por certo foram fazer uma reciclagem ou uma desintoxicação do seu elevado dogmatismo. Pode ser que venham mais coerentes e a dizer coisa com coisa, ninguém tem prazer em ver tamanhas personalidades a dizerem tanto disparate. O Breyner também necessita de ir ao mesmo tratamento.

Anónimo disse...

As primeiras palavras do seu texto servem de prova à "angústia" dos visados. A sua insistência em picar o Observador (nem lhe diz o nome mas sempre é melhor do que dizer "o jornal da jornalista de óculos" ou coisa parecida), é, precisamente, de quem, gritando que aceita todos, ainda se sente pouco à vontade com os "outros".

Jaime Santos disse...

O Sr. Embaixador tem razão, mas não é apenas a má vontade em relação ao 25 de Abril de uma certa Direita (e registe-se o facto de Passos Coelho, por exemplo, não ter vergonha de usar cravo na lapela) que lhe cria dificuldades eleitorais. O Povo Português é na sua maioria pobre e o pessimismo desassombrado dos Portugueses, que não vão nas cantigas da meritocracia e do Sonho Americano, e que levam uma boa parte da classe média baixa dos EUA a votar à Direita, leva-nos a, muito racionalmente, apoiar uma concepção do Estado que garante um mínimo de assistência social e de saúde. A coligação PSD-CDS, aliás, só ganhou as eleições de 2011, porque Passos disse que iria aliviar os sacrifícios impostos por Sócrates. Depois, as soluções políticas defendidas por essa Direita são as mais das vezes em favor de um sector privado que parasita o Estado, seja na Educação, seja nos sectores de apoio social, seja nas redes de fornecimento de outros serviços ao Estado, e tal nota-se igualmente na boa dose de inveja social relativamente ao funcionalismo público que existe no seu discurso político. Um capitalismo empreendedor que seja realmente capaz de genuína inovação é coisa que praticamente não temos e o pouco que existe está provavelmente concentrado na actuação de empresas multinacionais estrangeiras. O Liberalismo é, para esta Direita, tal como o Patriotismo, um pin que se usa na lapela. São pessoas que não se recomendam...

Reaça disse...

O 25 de Abril foi uma maravilha, ainda foi feito dentro das normas de princípios e de educação, brio e respeito do Estado Novo, a bandalheira do 26 de Abril é que veio "abandalhar" e ridicularizar o efeito da Revolução, até ao 25 de Novembro.

Anónimo disse...

O Passos Coelho é tipicamente um produto da esquerdalha: Um desenraizado, sem referências telúricas e autóctones. Formado num meio eclético ideológico que deu para aquilo como poderia ter dado para outra coisa qualquer.
A direitalha tem referências mas não sai dali... E deve ser a esta que o Sr. Embaixador se refere.
As verdadeiras direita e esquerda, se ainda existem nos formatos teóricos, não se veem. Estão, como se sabe bem enquadrados, nas organizações que nos governam e sempre nos lugares de comando (Estado e empresas estratégicas). Claro que me refiro à maçonaria e à opus dei.
A situação é esta! Foi também contra isto que a ditadura combateu. Portanto esta discussão sobre o exercício da democracia em que se defende políticas conforme a perspetiva dita de esquerda ou de direita de cada um é uma total aparência de que estamos a contribuir para tomadas de decisão, tendo em vista o bem comum.
É do interesse destas organizações que a esquerdalha e a direitalha vão "entretendo" o Povo...

Manuel Silva disse...

Senhor Reaça:
Em contrapartida, o regime do seu dilecto Botas de Santa Comba foi de umas normas e princípios de «educação» exemplares.
Especialmente depois da Constituição «democrática» de 1933 e, especialmente, até ao pós-II Guerra Mundial, quando as coisas começaram a ficar cinzentas.
Nos anos 50 ainda se ensaiaram umas tímidas tentativas desenvolvimentistas e modernizadoras, olhadas com desconfiança pelo Botas, que confessava ter horror à industrialização, o alfobre das revoluções e do descalabro dos costumes a caminho de sociedades sem valores.
O seu modelo era a sociedade paroquial, rural e miserável, tão bem retratada nuns quadros parietais de cariz moral que eram distribuídos por escolas e em outras organizações corporativas para domesticar as mentes: cada um no seu lugar e um lugar miserável para todos.
Mas logo vieram os anos 60 e a Guerra Colonial, onde o regime se pôde redimir e voltar à sua matriz inicial de «educação», agora exercida com bombas de napalm e com massacres como o de Wiryamu.
Grande Botas, vou aproveitar o 25 de Abril para lhe ir pôr uns cravos na campa, no Cemitério do Vimieiro, em Santa Comba Dão.

Anónimo disse...

Ao comentador Manuel Silva, concordo com práticamente tudo o que ai diz. Realmente esse Portugal de Salazar, sobretudo nas décadas de 40 e 50 apostava no miseravilismo e na ignorância da população. Já no que se refere á guerra colonial, alto lá qu ai sou Português, não queria que a nossa tropa fosse lá combater com bisnagas de carnaval e flores pois não? apenas menciona o napalm usado pelo exército português e menciona também o massacre de Wiryamu, mas por certo por "lapso de memória é claro" esqueceu os massacres da UPA no Norte de Angola, que por acaso deram origem á guerra, foi apenas um pequeno esquecimento da sua parte. Caso o seu nome não estivesse ai, diria que o senhor seria o Joaquim Freitas, ele é que costuma ver as coisas com duas cores diferentes.

Reaça disse...

Senhor Silva, no 25 de Abril já o saudoso "Botas" tinha ido para a terra havia uns anitos.

Quando foi para a terra, ainda os capitães de Abril eram apenas Alferes, daí terem que esperar por serem de menoridade, e terem tempo ainda para fazerem o Wiryamu e mais alguns napalms.

Penso que com o Botas, nem haveria o Wiriamu, e mesmo o Napalm, era muito caro para o espírito forreta do homem.

Senhor Silva, felizmente agora já não há sociedade rural, só há turismo rural, e paroquial só com párocos pretos brasileiros ou indianos, e alguma iurd.

Senhor Silva, quando o Botas terminou o Panteão em 1966, dois anos antes de cair da cadeira, devia ter gasto esse dinheiro em campos de futebol que ficávamos mais felizes e o seu protegido Eusébio também, e era obra que dava mais nas vistas.

Mas Senhor Silva, o Botas dispensa os seus cravos, ele era contra despesas supérfluas.

Olhe senhor Silva, se fôr a Santa Comba, diga ao Homem que os golfinhos voltaram ao Tejo, que as fábricas que havia de Sacavém até Azambuja já não poluem mais o rio, fecharam, para felicidade dos bichinhos.

Boa viagem senhor Silva



Jose Tomaz Mello Breyner disse...

Senhor Embaixador

Apenas duas palavras para explicar ao cobarde, perdão anónimo, das 16h25 que o Breyner não responde a pessoas não identificadas.

Quanto ao 25 de Abril, nada a dizer, o problema foi mesmo o 26 e os tempos que se seguiram até ao 25 de Novembro. Depois dessa data tudo entrou na ordem

Jose Tomaz Mello Breyner disse...

Quanto a luto, faço sim Senhor, mas pelas vitimas daquela descolonização exemplar que tiveram de voltar para Portugal sem nada fruto da "habilidade" dos nossos (des)governantes da época

Anónimo disse...

Ó Manuel Silva, essa memória anda a pregar-lhe umas partidas; então fala ai em Wiriamu e esqueceu os massacres da UPA no Norte de Angola em 61. Ai ai Manuel essa memória....

Anónimo disse...

Para a próxima guerra o exército português só poderá utilizar bisnagas de carnaval e bombinhas de cinco tostões, isto a pedido do senhor Manuel Silva.

Anónimo disse...

Wiryamu foi um ato desumano, mas os massacres no Norte de Angola em 61, foram apenas um azar de guerra, isto na cabeça de certos Silvas.

Anónimo disse...

"Bandido" foi o D. João Mestre de Avis, ter morto aqueles castelhanos todos, coitadinhos em 1385, foram tantos que foi decretado luto em Castela por dois anos. Ó Silva, então esqueceu esta. E que dizer daquele ingrato do Afonso Henriques que desbaratou uma data de Leoneses em São Mamede em 1128?E O aFONSO hENRIQUES QUE MASSACROU AQUELES MOUROS TODOS EM oURIQUE. Ó sILVA, NÓS OS PORTUGUESES SOMOS CÁ UNS "SANGUINÁRIOS". Nem todos é claro o Silva por exemplo não é, claramente um homem de paz, por isso é que não foi á guerra de a´frica, preferiu acompanhar as noticias que de lá vinham, mas as unicas que ao que parece ele leu foi o massacre de Wiriamu e o lançamento de napalm, o resto o silva não leu, nem viu.

Anónimo disse...

Político e os que pensam teóricos, que fazem a diferença entre a direita e a esquerda, quando assumem o poder ambos são sempre a mesma porcaria, agem com as mesmas canalhices. Temos o exemplo do Brasil. FHC arrumou a casa, mas deixou a desejar, considerado de direita, embora tenha transitado na esquerda. Lula de esquerda, escangalhou tudo, acho que a única democracia que deu certo foi a Americana, alguém já ouviu dizer em esquerda ou direita por lá?
Esquerda vs Direita, Já percebeu o quão hipócrita é brigar ou tentar defender essas "ideologias" partidárias na política? Só resta o fisiologismo político.

Anónimo disse...

Coitado o senhor Breyner, pertencente á ideologia que cheia a bidé Miguelista não gostou do meu reparo, que pena. Mas acredite vá lá ter com o Freitas, o reys e o edmundo da boina ao tal tratamento vai ver que lhe faz bem e já agora leve o Manuel Silva que é outro tapado.

Manuel Silva disse...

Sempre pensei que este blogue, pelo conteúdo, pelo espírito cosmopolita e por outras características pessoais do seu autor, não interessasse muito às viúvas do Botas.
Pelos vistos há muitas a lê-lo.
Bom seria que se «aggiornizassem» um pouco, pois voltaram, não ao 24 de Abril, mas ao espírito e valores dos anos 50.
Bem vistas as coisas, se calhar nunca de lá saíram.
Que saudades têm estas viúvas do Botas daqueles tempos de pequenez mental e de miséria generalizada (aliás, bem documentada em fotografias e documentários vídeo da época, por isso não vão ao ponto de o desmentirem).
Pensei em nem responder a comentários tolos e argumentos patetas, mas vou fazê-lo para que não pensem que me calaram com a força das suas «verdades».
Anónimos das 13:26, 20:48, 20:49 e 20:50 - O ridículo do vosso argumento das bisnagas de Carnaval é para justificar e legitimar o cerco de aldeias inteiras, onde só estavam velhos, mulheres e crianças (portanto, perigosos «terroristas», que foram todos queimados vivos?
O massacre da UPA é tão sanguinário e bárbaro como os do regime colonial anteriores a este.
Os colonos portugueses foram as vítimas inocentes de uma política colonial errada, cega e anacrónica no tempo, que só podia terminar na guerra e no sofrimento de indígenas e de colonizadores.
Cabe ao poder político actuar de acordo com o tempo que se vive e o contexto internacional, para obter os melhores resultados com o mínimo de prejuízo e sofrimento para todos.
Senhor Reaça - No tempo do Botas, o que na sua opinião nunca teria permitido Wiryamu, houve muitíssimos massacres de indígenas.
Destaco apenas três:
1.º - 3/2/1953, Batepá (S. Tomé e Príncipe), massacre desencadeado pela Administração Colonial do sanguinário Governador Gorgulho, para intimidar os indígenas que se recusavam a trabalhar «pro bono» nas obras públicas que resolveu fazer.
Não tinha havido nenhum massacre de colonos, do tipo do da UPA no Norte de Angola, que justificasse retaliação.
2.º - 3/8/1959, Pindjiguiti (Guiné-Bissau) massacre desencadeado pela Administração Colonial devido apenas à reivindicação de melhores salários por parte dos trabalhadores do porto.
Não tinha havido nenhum massacre de colonos, do tipo do da UPA no Norte de Angola, que justificasse retaliação.
Na sequência deste massacre formou-se o PAIGC, a partir do PAI (Partido Africano para a Independência) e, mais tarde, começou a luta de guerrilha.
3.º - 16/6/1960, Mueda (Moçambique), massacre desencadeado na sequência de uma ordeira reunião entre a Administração Colonial e indígenas do MANU (Mozambique African National Union),uma organização que pretendia a independência daquela região de Moçambique. A reacção foi uma mera demonstração de força por parte das autoridades para dissuadir os moçambicanos de lutarem pela independência.
Não tinha havido nenhum massacre de colonos, do tipo do da UPA no Norte de Angola, que justificasse retaliação.
Na sequência deste massacre formou-se a FRELIMO, e, mais tarde, começou a luta de guerrilha.
(Continua)

Manuel Silva disse...

(Continuação do meu comentário anterior, de Manuel Silva)
Senhor Breyner – Queria uma descolonização exemplar? Naquelas circunstâncias teria sido possível melhor? Talvez. E a colonização também foi exemplar? O colonizador teve todo o tempo do mundo para preparar independências mais decentes, pois a Conferência de Bandung (1955) desencadeou um movimento independentista a nível mundial que seria imparável. Qual foi a resposta do «visionário» Botas? Massacres e repressão.
Anónimo das 20:54 – Os seus dois exemplos de D. Afonso Henriques (quer contra leoneses, quer contra mouros) e o de D. Nuno Álvares Pereira, contra os castelhanos, são tiros nos pés.
Não se apercebeu de que, precisamente, estes revoltosos estavam numa situação equivalente à dos «terroristas» dos movimentos de libertação das colónias portuguesas de África?
D. Afonso Henriques, contra os leoneses, queria a independência de Portugal (tal como os «terroristas» dos movimentos de libertação das colónias portuguesas de África).
Contra os mouros, intrusos que ocuparam a Península Ibérica vindos do Norte de África, queria o mesmo, a independência de Portugal, com a segurança que a ausência do inimigo muçulmano a Sul, organizado em reinos e/ou taifas, lhe daria.
D. Nuno Álvares Pereira queria, igualmente, a independência de Portugal em relação a Castela, embora a pretensão castelhana de unir as duas coroas fosse perfeitamente legítima à luz do direito de herança da coroa em vigor na Idade Média e nos regimes monárquicos.
Ao contrário da ocupação colonial portuguesa, que foi feita à força e contra a vontade dos indígenas.
Para sua última informação, eu fui militar durante 8 anos e 18 dias (1/10/1966 a 18/10/1974) e estive em África. Por isso sei do que falo.
Anónimo das 11:44 – Como se limita a ataques «ad hominem» contra tudo e contra todos, não argumentando, não merece resposta.

Reaça disse...

Afinal o Senhor Silva também fez mais do que uma comissão.

Teve muito tempo para escrever cartas para as madrinhas de guerra, daí o treino para a escrita.

Joaquim de Freitas disse...

O Senhor Manuel Silva respondeu perfeitamente sobre todos os pontos.
Poderia ter acrescentado, que se Salazar não analisou o impacto da descolonização francesa na Ásia como na África, é que estava convencido que tinha uma solução mais inteligente que aquela que o General De Gaulle aplicou. Na dor, por vezes, como na Indochina e na Argélia, com mais lucidez e oportunismo na África Negra. E isto desde 1958.

Se a Líbia se libertou pacificamente da colonização italiana, e a Tunísia e o Marrocos, protectorados, também obtiveram facilmente a sua independência, a Argélia, onde vivia um milhão de franceses, foi mais difícil, pelas mesmas razoes que as colónias portuguesas. A resistência dos colonos provocou a queda da IV° Republica Francesa. Existe um paralelo com a Revolução de Abril.

Ao dar a possibilidade às antigas colónias francesas de África de aderir ou não à Comunidade Francesa, ( so a Guiné disse “não”), a França conservou a sua influência económica e mesmo política. Foi o que Salazar teve largamente tempo de criar mas não soube. Infelizmente para Portugal e para os colonos portugueses.

Joaquim de Freitas disse...

O Senhor « Reaça » confunde a capacidade de escrita do Senhor Manuel Silva, com a lucidez e a capacidade de argumentação fundamentada. Nem toda a gente é capaz de o fazer, claro!

Manuel Silva disse...

Senhor Reaça:
Enganou-se, mais uma vez, como de costume.
Só fiz uma comissão de 4 anos, pois estava na Marinha de Guerra Portuguesa.
E não tinha madrinha de guerra, pois era casado.
A minha mulher estava comigo, embora na maior parte desses 4 anos só nos víssemos com intervalos de meses.
E a qualidade da minha escrita, boa, sofrível ou má, resulta de um esforço de aperfeiçoamento contínuo para não ficar parado no tempo, como algumas pessoas que vivem só de memórias passadas.
Parafraseando o grande médico-pedagogo João dos Santos, «há pessoas que morrem aos trinta anos mas só são enterradas aos 75 anos».

Reaça disse...

Se Salazar tivesse entregue as colónias a Amílcar Cabral a Agostinho Neto ou a um dos outros vários candidatos e tribos, esses países seriam pulverizados e esses candidatos teriam uma vida mais curta que tiveram.

Senhor Joaquim Freitas, se De Gaule e os ingleses não tivessem feito tantas asneiras, não haveria tanto arame farpado em Ceuta e Hungria e no Tunel da Mancha.

Anónimo disse...

Caro Manuel Silva, quando ai dei os exemplos de Afonso Henriques e D.João I, foi pelo facto de que para você gostar de Portugal e da sua História é ser de Direita. Olhe eu sou de Esquerda e gosto imenso de Portugal, tenho orgulho em quase toda a nossa História, tenho orgulho no Império que construimos, mesmo sendo um país pequeno. Na guerra de áfrica claramente seria pelo exército portugu~es, mas cheira-me que você com essa discurso deve ter passado informações aos anti-portugueses. aTENÇÃO DE QUE NUNCA ESTIVE EM ÁFRICA, NEM NUTRO POR ESSE CONTINENTE GRANDE AFEIÇÃO nem ADMIRAÇÃO, EXCEPTUANDO É CLARO A SUA EXCELENTE fAUNA E fLORA.