segunda-feira, 28 de março de 2016

A folga patriótica

Interessante e inteligente o cenário escolhido por António Costa para a declaração sobre a reposição dos feriados: o palácio onde, em 1 de dezembro de 1640, a História nos diz que terá sido restaurada a independência. Na cerimónia, descortinei o descendente longínquo do aristocrata alentejano a quem os seus pares, descontentes com o tratamento que à fidalguia lusa estava a ser dada por parte da corte de Madrid, entregaram então o poder. Curioso isto coincidir com um tempo em que um inusitado patriotismo bancário também faz cara feia às pretensões do capital que se situa para além do Caia. Só que, desta vez, não é só Castela que se "combate". É que o "La Caixa", o banco que anda às turras com a engenheira angolana a propósito do controlo do BPI, é uma instituição da Catalunha, a região cuja guerra com Madrid tanto nos ajudou em 1640.

2 comentários:

Anónimo disse...

O que eu gostava mesmo era que um banco português comprasse um banco de uma região espanhola, com origem em Barcelona, Bilbau, Santander ou outra cidade da província. Como dizem os franceses " ce n'est pas demain la veille".

JPGarcia

Anónimo disse...

Pelo menos a esse fidalgo alentejano o poder foi entregue e fez alguma coisa de útil com ele. Já outro, oriundo da terra do caril e das chamuças, tomou o poder de assalto e ainda nos vai deixar pior do que estávamos.

Por isso é que uns são nobres e outros não!