quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Amigos de Órban?


O partido do primeiro-ministro húngaro, senhor Órban, cujo destaque nos últimos dias se fica a dever às atitudes repressivas que assume sobre refugiados que pretendem atravessar o seu país, para se acolherem em países que generosamente se disponibilizam para os receber, está inserido numa grande família política europeia, o Partido Popular Europeu.

Em Portugal, o PSD e o CDS-PP são membros do PPE. Longe de mim comparar com as posições do senhor Órban, face ao drama dos refugiados, com a atitude que tem vindo a ser assumida governo português, que tem seguido a honrosa sensatez da esmagadora maioria dos seus parceiros europeus.

Porém, não ficaria nada mal ao PSD e ao CDS-PP tomarem publicamente uma atitude de distanciamento face ao modo como o seu partido-irmão húngaro se está a comportar. Seria digno e talvez contribuísse para que o PPE pudesse fazer evoluir a sua posição de cobarde tibieza face ao senhor Órban e o colocasse numa saudável quarentena política.

15 comentários:

Anónimo disse...

O que sentirão aqueles polícias da fotografia?

Luís Lavoura disse...

atitudes repressivas que assume sobre refugiados

Eu o que tenho lido da parte de outro escriba (Luís Naves) é uma versão diferente: a Hungria tenta simplesmente aplicar os acordos de Schengen, nomeadamente registanto todos os imigrantes que tentam entrar no seu território. Mas esses imigrantes recusam-se a obedecer a esses formalismos. Eles querem entrar pela Hungria adentro sem se registarem nem pedir autorização a ninguém.

Se isto fôr assim, então a Hungria não está a ter "atitudes repressivas", ela está simplesmente a cumprir as normas de Schegen, a proteger a fronteira externa do Espaço.

Joaquim de Freitas disse...

Sob a asa protectora duma democracia apregoada na UE , surgem várias formas de fascismo implementados pelos dirigentes liberais com o objectivo de tornar perene o seu sistema de dominação económica e política. O PPE é um ninho.

São dispositivos dissimulados cujos comportamentos são subterrâneos , e não se fazem ver, para alguns, e descarados para outros, como Orban .

Estranho é o destino daqueles que , de vítimas em 1956, se transformaram em carrascos.

Assim vai o, mundo, e quando vemos a Arábia Saudita ser promovida no Conselho dos Direitos do Homem, na ONU, com Faisal Bin Hassan Trad, , novo "experto", os carrascos de todas as espécies têm o vento em popa!

Anónimo disse...

E qual é o posicionamento do PS na questão da autodeterminação do povo da Catalunha?

Anónimo disse...

Como se o PSD e o CDS estivessem para aí virados!
Olhe, bem fez a Eslováquia que disse que quem decide receber são eles e não a UE.

Anónimo disse...

O pior "cego" é aquele que não quer ver...

Helena Sacadura Cabral disse...

Francisco
Estou inteiramente de acordo consigo!

Anónimo disse...

Este texto corresponde ao tapar a verdade que todos nós conhecemos, a litigância ou guerra encapotada entre o direito de registar, identificar e separar "refugiados" conforme a origem estabelecendo limites para integrar quem aceita as regras da Europa.

O resto é baixa política fabricada pelos mesmos ateus e maçons europeus e respectivos partidos nacionais que vão ganhando $$$$$$$$ á conta dos extremistas de certos países.

Porque não apoiam os países limítrofes, a receberam esses refugiados que são similares na religião (aos ateus tanto faz, mas se forem governados por extremistas, terão a mesma sorte...) ?





Anónimo disse...

Ó Embaixador, até concordava com este ponto de vista caso não estivessemos a poucos dias de eleições em Portugal. Devo dizer que jamais votei nos partidos da coligação nem no PS(para mim é tudo trupe do mesmo baralho), mas se eu for aqui desfilar os rapazinhos que já fizeram ou fazem parte da Internacional Socialista, o caro Embaixador como apoiante do PS que é vai envergonhar-se, aliás nem vai, porque os conhece muito bem. Quanto ao resto os Hungaros ou outro qualquer povo europeu não são obrigados a seguir as ordens de uma organização que está ferida de morte como é o caso da União Europeia.

a disse...

Oh sr embaixador estas palavras desculpe-me lá mas deixam-no ficar mal. Se fosse noutro com menos responsabilidades (o prior da sua freguesia ou o presidente da junta) vá lá ainda podia passar. mas do sr que tem a carreira duma vida que se ufana dos acordos e convergências que se atam na diplomacia, que correu meia vida pelas franças, araganças, Bruxelas e Estrasburgo a cozinhar tratados e acordos, que gastou milhões de milhas e milhares de toneladas de "jet-foil" á custa dos contribuintes europeus, vem agora criticar a Hungria por, e tardiamente note-se, querer controlar como é seu dever (e dos outros, Alemanha e Austria incluida), fazer cumprir as legislações tão acordadas e discutidas, que tantas milhas criaram e tantas jantaradas deram a quem por lá andou (nanja eu e muitos outros) enfim sr embaixador. Depois queixam-se que e aqui vai um caso real que é bem conhecido da autóctone da Guiné Bissau, que num ano pariu três vezes, crianças perfeitinhas e de termo, na maternidade Alfredo da Costa para espanto dos serviços estatísticos da casa e esta pelo menos estava fichada no serviço de estrangeiros. O que aconteceria se fosse clandestina. Peço-lhe desculpa mas é o que penso das suas lindas palavras. -Paleio políticamente correto!

patricio branco disse...

esta questão dos refugiados tem sido insuficientemente debatida na campanha, é pena. e as verdadeiras posições dos ps, psd e cdd não se conhecem. o que se passa é que estamos fora dos circuitos, caminhos, marítimos e terrestres e que também não somos atractivos para os refugiados que sabem bem o que querem. as quotas por países são-lhes impostas também a eles, que não foram no entanto consultados sobre se as aceitam
portugal neste caso fará o que manda a alemanha e fica caladinho.

Anónimo disse...

mais do mesmo..campanha política barata e oportunista...tanta demagogia, ainda dizes que as provas no MNE para a carreira diplomática são muito exigentes...

Abraham Chevrollet disse...

Os filhos diletos de Horthy, Midzensty e Imre Nagy,mostram agora,em pleno,a sua raça! Quem conhecia bem os pais, não estranha as provas que dão.

Antonio Cristovao disse...

É significativo, que muitos estejam a seguir o que a Hungria defende sozinha, para os refugiados?
Os relatos do terreno, contrariam bastantes os relatos emitidos dos gabinetes!

Anónimo disse...

já viram a Arábia Saudita receber um só refugiado? E não os Sauditas!