domingo, 26 de julho de 2015

E então, o Chico Cereja...


Nos últimos fins de semana, vilarrealizei os meus dias. 

No primeiro, em Vila Real propriamente dita, numa imersão nas corridas, com o cheiro a gasolina e a pneus que faz a alegria regular dos "garotos da Bila", pontuada por covilhetes e cristas-de-galo. 

Nos dois fins de semana seguintes, já pelo Sul, o cenário foram fartas comidas e longas e divertidas conversas, com grupos diferentes de amigos, que têm em comum saberem de cor o trajeto entre a Albenina e o Cabo da Bila, terem conhecido o Bertelo e o Pincha, o Digníssimo e a Bichoqueira, e saberem de cor a sequência das casas da rua Direita, da Capela Nova ao Óscar.

A Vila Real de hoje está magnífica, diferente, para melhor. Lembrar o passado sem nostalgias é a melhor forma de celebrá-la.

4 comentários:

Anónimo disse...

E, de passagem..., lembrar também Chico Cereja!
Vila Real está muito melhor! O show é continuo! Neste momento o burburinho é do escorregão aquático na Alameda Nova!
Até dizem que é a cidade dos quatro santos: o António, o João, o Pedro e o Rui!

Anónimo disse...

Boa tarde Embaixador, como filho do António Botelho( antigo Gerente da Gomes), vivi e conheci essas personagens todas. Hoje não vivo em Vila Real, aliás estou fora do País a trabalhar. O Dignissimo, recordo-me perfeitamente de o ver na cervejaria da Gomes a pedir um fino ao balcão, normalmente servido pelo Fernando, pelo Zé Manuel, ou ás vezes por algum dos empregados de mesa que iam atrás do balcão( João, Gonçalo, Alexandre(Trai Trai). O caricato não era ele pedir o fino(coisa normal), o cerne da questão é que ele colocava vários pacotes de açucar dentro do fino e depois mexia com uma colher de galão. O pincha foi durante anos corretor da Pensão Excelsior que era dos meus tios( António Teixeira e Virginia Botelho), depois aos Domingos de manhã vendia bilhetes para o futebol, quando o Vila Real jogava em casa. O chico cereja faleceu em 2002, era o célebre "passagens" e tratava tudo por engenheiro e doutor á cata das moedinhas( a que ele chamava de quota), os seus poisos favoritos eram para além da esquina da Gomes, ali a zona da Tabacaria e Quiosque do Bragança ou então do lado da ourivesaria Ferreira.Sou uns vinte anos mais novo que o Embaixador, mas também vivi momentos bem marcantes sobretudo na Gomes, por força do meu Pai lá ter trabalhado de 58 até finais de 85. Depois como saberá adquiriu a Pompeia que nessa época já não era explorada pelo Neves, mas sim pelo Carriço. Enfim eram outros tempos, mas é bom que tenhamos coisas a recordar, o maior elogiu que lhe faço é que apesar da sua vida profissional o ter levado há muito tempo para fora de Vila Real é que o senhor sempre soube recordar a Vila Real do seu tempo. Para mim é importantissimo descrevermos sempre as nossas raizes até no meu entender para uma memória futura do que era Vila Real e a sua sociedade noutras épocas. Estou a milhares de Km, mas também nunca me esqueço, aliás ainda hoje liguei para lá para falar com a minha Mãe e com as minhas filhas.

Isabel Seixas disse...

Gostei do trocadilho "Vilarrealizeime"
gostei ainda mais das nostalgias alegres
gostei dos outros nomes do "enrraizeime"
e da saudade viva esconsa em vinagres

Hum, no meio de tantos regressos às origens
de recordações ao longo do seu ciclo vital
não sobra tempo nem para pensar nas vertigens,
estigma, tatuado por passos em Portugal...

Vá bebendo uma sangria para inibir o desconforto
recrie memórias sensoriais, paladar,
se não chegar lembre que tem aeroporto
sem aviões, mas com a guarda a controlar

e tem sempre o melhor Porto no Seguro
afetos pingados, dão à Costa no Futuro...


josé ricardo disse...

Caro sr. Francisco Seixas da Costa,
Infelizmente, Vila Real não está melhor nem pior.está na mesma. E o estar na mesma desagua numa amplitude de decadência que não me parece fácil de compor. Basta passear na rua direita para sentir a plena e implacável decadência da cidade.
Um abraço,
José Ricardo