sexta-feira, 3 de julho de 2015

As voltas do Eusébio

Um turista, de chanatas, olhava há pouco o passeante féretro de Eusébio por Lisboa, a caminho da companhia de Garrett, Sophia e Aquilino.

Viu escrito num cartaz "o rei morreu" e, com o português já aprendido entre as casas de fado e os balcões do absinto, perguntou a um transeunte:

- Has the king died?

O rapazola, camisola vermelhusca no dorso, inglês de engate, respondeu:

- Yes! The king! "Eusibio", como ele achava que se diz Eusébio p'ra camones.

A pergunta/resposta do turista, ciente, apesar de tudo, de estar em pátria jacobina e sem coroas, foi deliciosa:

- Was he in exile? Where?

Ao lado, um meu amigo, lagarto de coração de leão, que acaba de me contar a cena, não terá tido a coragem de explicar ter sido precisamente o Lumiar o lugar de "exílio"...

(Obrigado Tó Luis!)

7 comentários:

Jose Martins disse...

Senhor Embaixador,
É salutar viver-se até aos 80 anos e 7 meses e assistir-se a esta "chachada" e a outras dos tempos idos, a transladação das ossadas do Eusébio para o Panteão Nacional.
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Quando a RTP principiou a transmitir, em directo, desliguei o televisor e fui dormir. Só vi a urna, ser pegada por seis latagões, gatos-pingados e depois colocada num estrado na Igreja dos Olivais.
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A cerimónia, extremament, comovente, para alguns e por outros repudiada mais me pareceu, anos já distantes, um melodrama, semelhante aos trazidos ao palco público, onde as criancinhas de bandeirinhas na mão acenar pela passagem do defunto, juntamente com os lenços brancos, do povoléu, a transmitir o adeus e limpar as lágrimas.
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Eusébio foi colocado no sitio errado que em vida se lhe perguntassem se ali queria ficar, diria que não.
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Eusébio bem melhor ficaria a dormir no local onde foi sepultado do que no Panteão Nacional. Desgraçadamente este cerimonial esconde muito... promoção e depois colher os frutos à conta da comoção do zé pagode.
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Tanta gente, portuguesa e de valor, desaparecida há séculos, segue por aí a memória esquecida e abandonada entre dezenas deles apetece-me citar, apenas um, o auto didata, aventureiro Fernão Mendes Pinto que poucos, da nova geração, sabem quem tenha sido.
Saudaçãoes de Bangkok

P.S. sobre o assunto escrevi e publiquei: http://aquitailandia.blogspot.com/2015/07/eusebio-para-o-panteao-nacional-panteao.html

Maria Eu disse...

Ahahahahah! Tão bom, mas tão bom!

Anónimo disse...

Os sportinguistas ainda têm essa espinha atravessada na garganta. Essa e outras. Peçam ao Dr. Barroso que a extraia ou, agora, implorem ao senhor Jesus, ou ao senhor Bruno Carvalho que, perante a Judite de Sousa, "deu a luta às balas". Esta é tão boa como a de um treinador saltitão e bailarino. Este ano é que a lagartagem vai esfregar as mãos.E já sabem que o Octávio foi para Alvalade para cortar a relva com o seu tractor?
E que ele, dos Bombeiros de Palmela, também foi para apagar fogos, juntando-se ao Marta Soares, que também trabalha no ramo? E como os sarilhos vão ser muitos, vão buscar o Manuel Fernandes, perito em Sarilhos Grandes.

Anónimo disse...

Que Jesus nos acuda!!!!

Abraco

F. Crabtree

Anónimo disse...

Deixa lá, um destes dias vamos vê-lo sair do limbo de camarate (donde não o deixam sair para que não se esgotem as tão proveitosas comissões de inquérito) e mais uma vez, a última esperamos passar ao lado da comissão de inquérito para mais uma vez se concluir que simplesmente é um mortal como todos os Eusibios deste inferno. Deus espera-vos para mais uma missa.Escrito em desacordo total com qualquer acordo assinado sem o meu acordo.

Jose Martins disse...

Senhor Embaixador,
Volto
EUSÉBIO PARANOIA
Os Eusébios (brancos) herois que defenderam Moçambique da cobiça dos ingleses que queriam alcançar os portos marítimos do ìndico para escoarem as riquezas das Rodésias, Zâmbia e Niassalândia, aos quais lhes foram erigidas estátuas e nome de terras, a memória desses foi totalmente esquecida.
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As estátuas, derrubadas, em praças publicas e certamente o bronze vendido para a sucata ou fundido.
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Há outros Eusébios, nascidos em Moçambique, brancos,mulatos e pretos tiveram que fugir de Moçambique para salvar a "pele" da fúria de meia dúzia de F.da.P., doutrinados na União Soviética, que incitaram a arraia-miúda a matar branco.
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Pronto o que já lá vai, lá vai, meter no saco o passado, as humilhações e sem saber porquê, valor e razão, o Eusébio é considerado Herói Nacional e colocado no Panteão.
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Portugal está a ser governado por atrasados mentais... Tratem-se ó gente!
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Aconselho o Hospital do Conde Ferreira, na Rua Costa Cabral, na Cidade do Porto!
José Martins

(P.S. O autor não é racista, entenda-se por aí...)
Saudações de Bangkok

Manuel do Edmundo-Filho disse...

Pelo que acabo de ler (José Martins) não é só em Portugal que há atrasados mentais. Deu-se um a conhecer em... Bangkok.