segunda-feira, 29 de junho de 2015

Sectarismo

Foi há poucos dias. Aquele meu amigo tinha vivido muitos anos no Brasil. Adorava o país, gostava das gentes, casara com uma brasileira, por lá tinha nascido o seu filho. O Brasil era a sua memória de anos felizes, Agora, vivendo em Portugal, seguia com atenção a situação brasileira, preocupava-se com a tensão política e social, lamentava a quebra económica do país, ansiava o momento de voltar lá, em férias.

O jantar, aqui por Lisboa, tinha portugueses e brasileiros. A certa altura, chegou um convidado vindo na véspera do outro lado do Atlântico. O meu amigo, interessado na situação política, lançou-lhe uma pergunta sobre como estavam as coisas por lá, como evoluía a apreciação da presidente. A resposta, "grossa", gelou a sala:

- Se alguém aqui é "petista", acaba já a conversa sobre política! 

O meu amigo, ao contar-me esta história, disse saber que os ânimos, nos dias de hoje, andam bem exaltados em muitas cabeças brasileiras. Mas nunca pensou que as coisas pudessem chegar àquele ponto. Nunca vira nada igual.

No fundo, o meu amigo é um ingénuo. Se acaso lesse o Facebook ou os blogues, logo veria que, sobre a Grécia, as opiniões por cá não são menos sectárias.

6 comentários:

Anónimo disse...

o homem não queria conversa. Queria conforto. Os coronéis são assim. Gente ávida de carinhos...

CORREIA DA SILVA disse...

O anónimo das 20:45 não quer assinar o seu comentário?
Se tiver a hombridade(e coragem) de o fazer, terá a resposta.
-Por princípio, não falo para o "boneco".

Antonio Cristovao disse...

Para quem como o autor defende o contraditorio sugiro que fale com mais pormenor sobre a politica do odio que tantos maus resultados(bons para quem os promove com afico) na America Latina -Venezuela e agora Brasil. Felizmente estamos na UE e a aceitação dos portugueses a esse tipo de vida colectiva mão tem grande aderencia do eleitor.
Mas como sabe melhor que eu os media são grandes porta vozes desse forma criminosa de degradar a vida social e economica -presumo eu dos países que lhes interessa e encontram as condições propicias.

patricio branco disse...

sem duvidas que andam muito exaltadas, o país está dividido em 2, dilma e petistas são odiados por uma dessas partes, está a conseguir o que se passa na venezuela, é pena

Anónimo disse...

Anedota do dia:

"Sócrates diz que é preso político e que a sua detenção visa impedir PS de vencer eleições"

Anónimo disse...

A crise na Grécia agudizou-se no sábado, na sequência da decisão de 6ªf à noite das autoridades gregas de deixarem a mesa das negociações, tendo o Eurogrupo continuado, mas só com 18 EM. Já Tsipras tinha anunciado que iria submeter as propostas dos credores internacionais a referendo popular, marcado para domingo. Daí a aconselhar o voto no "não" foi um passinho..

Ora, esta 3ªf termina o programa de resgate da 'troika', estando para já congelada a entrega de uma parcela de 7,2 mil milhões de euros, dada a ausência de acordo entre credores e Grécia. No mesmo dia, expira o prazo para a Grécia pagar quase 1,6 mil milhões de euros ao FMI, ficando o país em incumprimento perante este credor.

Nada disto assustou o Governo GR.
Assustou mais a UE que é quem tem mais a perder. E os gregos sabem disso.
Juncker faz novas propostas. Tsipras diz que talvez aceite aconselhar o voto no "sim". E não se importa de ser chamado de "vira-casacas".

Até às 00h00 de hoje é hora de chegar a acordo com os credores, lavar a face internamente, mesmo se a custo de mais reformas que agora alguns já interiorizarão como um mal menor, pegar no dinheiro e subir a Acrópole como o novo herói grego.
Escrevi no início desta crise que os GR eram mas é uns grandes negociadores, como se iria ver. Aguardemos, pois, mais umas horas.