domingo, 15 de fevereiro de 2015

Olhar o Mundo


Se estiver interessado, pode aqui ver o "Olhar o Mundo", o programa de António Mateus na RTP, em que tive o gosto de participar neste fim de semana.
 
Nele foram abordados temas como a situação na Ucrânia, o braço-de-ferro entre a Grécia e a União Europeia, a decisão do Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia de isentar a Sérvia e a Croácia do crime de genocídio, bem como a evocação dos 25 anos da libertação de Nelson Mandela e o seu efeito sobre o mundo exterior.
 
No programa foram também afloradas questões como as conversações entre Portugal e os EUA sobre a base das Lajes, a decisão americana de enviar tropas para o terreno para combater o Estado Islâmico, o novo momento entre Washington e Havana, os efeitos da seca e a crise política no Brasil, a suspensão das eleições na Nigéria por virtude dos ataques do Boko Haram, bem como a desestabilização dos Estados da Ásia Central por radicais islâmicos.

9 comentários:

Joaquim de Freitas disse...

Gostei muito da calma olímpica com a qual analisa o problema ucraniano. Tem razão, Senhor Embaixador, quando diz que um diplomata deve conservar o seu optimismo. Ainda bem que existem homens que , na tormenta, sabem ser optimistas.

Pensei nos políticos americanos que participaram à Conferência sobre a segurança em Munique, que trataram de "conneries" (como traduzir ?) os esforços de Madame Merkel e de François Hollande, para convencer Putin a discutir da crise na Ucrânia.

A coisa mais terrível a propósito dos imbecis americanos, é que não lhes vem sequer à ideia que poderiam estar doutrinados. São clowns Orwelianos que crêem que a guerra é a paz, que a escravatura é a liberdade, e que a verdade é aquela que se lhes sussurra.

Serguei¨Lavrov deplorou a falta de independência dos Europeus sobre a sabotagem sistemática da ordem internacional por Washington. Fê-lo com argumentos lógicos e provas históricas.
Os EUA estúpidos, eles, substituem os argumentos racionais por slogans e acusações. Cegados pela sua própria propaganda que acabam por crer. Estão satisfeitos deles mesmos... Dieu bénisse l'Amérique !

O problema quando se lida com vassalos, é que não podem mudar de rumo, mesmo se ainda lhes resta alguma capacidade de pensar por eles mesmos e de constatar que a perspectiva que se lhes propõe é mais justa ou mais sensata.

Este é o problema que a Rússia tem nas suas relações com Washington e os seus aliados europeus sobre o conflito na Ucrânia.

opjj disse...

Ao que parece florescem Syrizos com facilidade.
Há dias ao conversar com um médico oftalmologista num grande hospital, falou-se da Grécia e dos caridosos e preocupados portugueses em doar mais uns 300 biliões€.Por causa destes politiqueiros eu que toda a vida estudei, ganho 1.750€. Sabe, na Grécia um taxista cego a conduzir, já viu? Lembrei-me de JR dos Santos RTP.
Por estas e por outras...
Cumps.

opjj disse...

Tantos Syrizos que floresceram por aí.Há dias conversando com um médico oftalmologista num grande hos+pital.
Um taxista cego na Grécia a conduzir, já viu? Lembrei-me de JR dos Santos RTP.Eu com tantas responsabilidades e que estudei toda a vida levo para casa 1500€ e uns bondosos portugueses ainda querem doar mais 300 biliões € à minha custa.
Cumps.

Correia da Silva disse...


Sr. Joaquim de Freitas:

Também gostei muito deste post, e do seu comentário.
Agora, ( desculpe o plágio) ponha o capacete. Vai ser flagelado, pelos mercenários a soldo dos USA.



Pedro disse...

Caro Embaixador,

É com gosto e interesse que sou um leitor assíduo do seu blog. Conheci a si e ao seu blog após uma conversa com um colega meu, que vivia na altura em Rouen, em França.

Para quem gosta de diplomacia, o seu blogue é, sem dúvida, uma excelente enciclopédia. No entanto, não é só a diplomacia o que me "prende" à leitura do seu blogue, mas sim todos os artigos e opiniões que vai inserindo.

Porém, em relação ao programa "Olhar o Mundo" gostaria de chamar à atenção para o facto de , não ter sido o Tribunal Penal Internacional Para a Ex-Jugoslávia (ICTY) a ilibar ambos os países ( Croácia e Sérvia) mas sim o Tribunal Internacional de Justiça (ICJ ou CEJ) . Como pode comprovar no seguinte link http://www.icj-cij.org/docket/files/118/18422.pdf. O Tribunal Penal Internacional, como referido na peça, nunca poderia condenar os estados, mas sim apenas os indivíduos.

O tribunal que surge na reportagem é o Tribunal Internacional de Justiça, representado pelo seu juiz presidente Peter Tomka.

Por curiosidade, o jornal expresso também cometeu este erro institucional, de confundir ambos os tribunais.

Desde já, espero que este comentário seja produtivo.

Com os meus melhores cumprimentos,

Correia da Silva disse...


Sr.Embaixador Seixas da Costa :

Se me permite, gostava de "roubar" a foto deste post, qual azulejaria Portuguesa do século XXl.

Cordiais e Patrióticos cumprimentos

Anónimo disse...

Filhos e enteados
Helena Matos
Um perdão como aquele que agora a Câmara de Lisboa se propõe conceder ao Benfica torna-se um insulto a todos aqueles que ao mesmo município pagaram o que tinham de pagar.

Joaquim de Freitas disse...

Senhor Correia da Silva : Vou plagiar também o nosso Embaixador, que me respondeu um dia que não tinha capacete mas dispunha dum para raios !

Os EUA são mestres na arte de criar mercenários e lacaios por toda a parte onde passam e/ ou se instalam. Com os sacos de dólares que trazem conseguem sempre mobilizar os esbirros de que necessitam para executar os seus crimes.

A atitude do " sou mais virtuoso que vos todos" que Washington afirma à face do mundo é tão fabricada e gasta que Washington não é agora só desprezada, mas mesmo escarnecida. Os povos não receiam mais a "super potência" quando riem das suas estúpidas acções, dos políticos desconcertantes e da sua hipocrisia absoluta.

Washington é como um bêbado num bar que procura a rixa , o conflito! Fanfarrona , mas nem a Rússia nem a China vão permitir não importa quê a um peralvilho que estaria financeiramente falido se não imprimisse de dia e de noite a moeda universal, e está militarmente esticado !

Joaquim de Freitas disse...

Ao Sr. opjj: das 11:56


A fraude fiscal na Europa é duas vezes superior à dívida de todos os países da zona euro... Já pensou nisso?

Como aceitar o discurso dos adeptos da austeridade que, como já se provou, não resolve o problema da dívida, e que pensam que esta é devida ao número de funcionários, às despesas públicas e à solidariedade nacional demasiado generosa ?

Pode-se produzir mais, sempre mais, e ainda mais, mas se não houver uma partilha equitativa das riquezas criadas, não há crescimento. E então sim, para equilibrar as contas, que sabemos impossível, alguns pensam que só sacrificando a alimentação , a saúde, a escola, o futuro da nação, será possível acabar com a dívida.

E se confiscássemos os haveres que dormem nos paraísos fiscais e metêssemos na cadeia os que defraudam o fisco , particulares e empresas?

E se considerássemos, uma vez para sempre, que o salário mínimo se conjuga facilmente :

1- O que permite de viver dignamente.
2- O que permite de erradicar a pobreza.
3- Proteger a perda dum emprego.