domingo, 8 de fevereiro de 2015

Notas domingueiras

 
1. Tenho simpatia pelo Real de Madrid, enquanto o Ronaldo por lá andar. Mas o fascínio do futebol é feito por coisas como a "abada" que ontem o Atlético da cidade lhe deu.
 
2. A ministra da Justiça declara-se a favor da descriminalização da venda de drogas leves, O primeiro ministro diz que é uma posição pessoal da ministra e não do governo. Tem lógica, não tem?
 
3. Em França, a direita democrática francesa recusou-se a seguir a regra "republicana" de aconselhar o voto no opositor a um candidato da extrema-direita. Apesar disso, o candidato socialista ganhou. Mas perdeu a democracia francesa.
 
4. A SIC Notícias deu cinco minutos, em direto, de um discurso do primeiro-ministro na inauguração de um quartel de bombeiros. O fim anunciado da RTP que a nova administração prenuncia merece reconhecimento.
 
5. Não gosto de filas, de pré-pagamento, de self-service ou de mesas coletivas nos espaços de restauração. Acho, aliás, que ninguém gosta, mas poucos têm a coragem de o dizer alto.
 
6. "Quando tiver dinheiro, compro este livro", comentava uma senhora com ar triste, numa livraria. Cobardemente, tive vergonha de lho oferecer.
 
7. Há quem diga que uma das razões pela qual Angela Merkel não flexibiliza a sua posição face aos gregos é por temer ser zurzida pelo batalhão liberal dos cronistas da "Opinião" do "Observador".
 
8. Longe de mim a ideia de querer dar conselhos ao Largo do Rato, mas fico com a sensação de que ainda não se deram conta de que, para o governo, a campanha eleitoral já começou.
 
9. Que se passa com o Reino Unido? Mesmo numa questão tão importante para os Estados Unidos como é a Ucrânia, Londres exclui-se de uma iniciativa europeia.
 
10. O Sporting provou que se mantém um clube essencialmente católico: só ganha quando deus quiser. E parece que este não quer...

9 comentários:

Joaquim de Freitas disse...

Senhor Embaixador : Saio do meu "igloo" para comentar o ponto n° 4 das suas notas domingueiras!

Que disse muito bem, a demografia francesa perdeu na eleição parcial no Doubs. Porque mesmo se o socialista ganhou, a direita francesa agiu como no tempo de Vichy : Antes Hitler que os comunistas! Sempre a mesma doença!

Em Montbéliard não se tratava de comunistas só , mas de partidos da esquerda, republicanos, num combate contra um partido racista, um partido que desde que apanha uma cidade numa eleição, "limpa" as bibliotecas, desbaptiza as ruas, despede os dissidentes, recruta tatuados com o crânio rapado .

Desculpe comentar este pequeno ponto n°4 longamente, como de costume, mas penso em Gil Robles, fascista espanhol, apaniguado de Miguel Primo de Rivera e de Francisco Franco. Que disse : " A democracia não é para nós um fim, mas um meio para ir à conquista do novo Estado".

Os aprendizes feiticeiros da direita francesa estariam bem em Vichy! Cada vez que a esquerda afronta a peste negra, há sempre esta tentação da política do pior.

Mesmo com políticos que em princípio são democratas verdadeiros, e que o Senhor conhece bem, como Jean-Claude Juncker, a distorção existe , quando nos lembra esta regra "absoluta", noutro dossier, : um país não pode integrar a UE se não é uma democracia. Muito bem.

Mas, tratando-se da Grécia ,diz : " Não pode haver escolha democrática contra os tratados europeus já ratificados". Quando li isto , pensei nos Gregos que votaram Syriza "democraticamente" e que se vêm assim tratados de hereges , eles que deram o nome ao nosso continente e à democracia!

Joaquim de Freitas disse...

Depois de ter postado pensei que há três franceses que acordaram revoltados nos seus túmulos da eternidade: Victor Hugo, Proudhon e Les Frères Lumière, todos nativos de Basançon - Doubs ! O FN com quase metade dos votos na cidade que os viu nascer, "c'est trop" !

Joaquim de Freitas disse...

E já agora, o ponto n° 9 : Que se passa com o Reino Unido?

Creio que os Ingleses , mais pragmáticos que os franceses, já conhecem o resultado final da contenda este-oeste, que se inscreve num quadro largamente mais vasto que a Ucrânia.
Que a Rússia não aceitará o seu cerco com o alargamento contínuo da NATO.
Que o sonho do ideólogo americano Zbigniew Brzezinski , o grande "enjeu" eurasiático" do controlo e da colonização da Rússia e do espaço ex-soviético , do qual a Ucrânia seria a primeira etapa, é impossível , a não ser que aceitemos de nos suicidar colectivamente.

De qualquer maneira, a Europa, não é a "cup of tea" dos Ingleses! E como disse ao telefone a elegante british Victoria Nuland : Fuck- A União Europeia.

Anónimo disse...

Deixe-me repetir os pontos:
4. A SIC Notícias deu cinco minutos, em direto, de um discurso do primeiro-ministro na inauguração de um quartel de bombeiros. O fim anunciado da RTP que a nova administração prenuncia merece reconhecimento.
7. Há quem diga que uma das razões pela qual Angela Merkel não flexibiliza a sua posição face aos gregos é por temer ser zurzida pelo batalhão liberal dos cronistas da "Opinião" do "Observador".

Joaquim de Freitas disse...

Escrevi por erro " demografia" em vez de democracia. Apresento as minhas desculpas.

Anónimo disse...

Uns "pontos" deliciosos!
"Gambrinus"

Anónimo disse...

/. é uma pena ser só o "Observador",

...têm que arranjar um "online compatível".. tipo JF...

Antonio Cristovao disse...

Os fiveeyes tèm uma agenda própria, ou não?
Eu gostava de saber alemão para ver o que pelo ponto de vista deles, acham de tanta solidariedade destes simpaticos do sul em almoçar a mesa com eles.

Anónimo disse...

Ah, o Freitas vive num "igloo". Daí muitas das suas opiniões: o homem ficou congelado no tempo!