sábado, 7 de fevereiro de 2015

Manuel de Lucena


No dia em que faria 77 anos, morreu Manuel de Lucena. 

Era um pensamento livre, uma figura heterodoxa. Nos anos 60, esteve ligado ao ativismo académico e àquilo que era a modernidade do pensamento cultural e político da época, como a revista "O Tempo e o Modo". Na política, depois de integrar o efémero "Movimento de Ação Revolucionária" e ajudar a criar, no exílio, a revista "Polémica", viria, após o 25 de abril, a ser seduzido por Sá Carneiro e pela sua Aliança Democrática. Em 1996, apoiaria o seu antigo colega de lutas académicas, Jorge Sampaio, na sua candidatura à presidência da República. 

Manuel de Lucena foi autor de uma importante obra de investigação na área da Ciência Política, com vários livros publicados, neles tendo dado especial atenção ao período e figuras do Estado Novo.

6 comentários:

Maria Celeste Ramos disse...

marido de amiga-colega que também já cá não está

Anónimo disse...

Com este passado de luta anti-fascista, é muito estranho a sedução por Sá Carneiro.
Os filhos da burguesia,por muito revolucionários aos dezoito,chegados aos trinta, a gravata já se impunha.
A condição de classe, é tramada.

Maria Celeste Ramos disse...

Houve tempo em que os homens não andavam maltrapilhos como hoje - há 50 anos o mundo era diferente Será que é capaz de pensar nisso ?' E há 50 anos não havia nem partidos políticos nem universidades de borla nem saúde de borla como há hoje, nem pensamentos de borla, nem internet nem diplomas de Bolonha - nem telemóveis nem antibióticos nem democracia nem partidos Nem havia a UE - havia bichas de racionamento para se comprar de comer - sabe que o país mudou bastante mas não havia e ausência de moral de hoje - ão sabe história de Portugal nem a mais recente ?' Pena

Maria Celeste Ramos disse...

Nos anos 80 eu ão permitia aos meus alunos que fossem às aulas de shorts e de chinelos de praia nem às meninas andar de ligadura no teito e outra no rabo Hoje andam de cú ao léu

Anónimo disse...

Exma. Senhora Maria Celeste Ramos,

V. Exa. está "ligeiramente" equivocada. Há 50 anos nem toda a população tinha acesso gratuito à saúde, é certo. Porém, todos os trabalhadores que descontassem para as Caixas de Previdência eram, com os seus familiares, assistidos pelos popularmente chamados "médicos da Caixa". Mal, às vezes, é verdade, mas hoje ainda há muitas falhas, como todos sabemos.

Há 50 anos já as infecções eram tratadas com antibióticos.

E, finalmente, há 50 anos as senhas de racionamento não passavam de uma má recordação.

Carlos Serra

Anónimo disse...

Lá se foi um dos que estudaram lá fora, e cá não foram nada de nada...conforme seu post de há uns dias...
Apoiado por alguns fantásticos ( o seu post!).
E a musica tocando...