sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

As caras da Europa

Há 17 dias, escreveu-se aqui:

"Na história recente da União, as coisas têm sido sempre assim. Por isso, não devemos estranhar que, por Bruxelas, a verdade seja por vezes aquela que um dirigente desportivo por cá lapidou um dia: “o que é verdade hoje pode não o ser amanhã”. É evidente que o sismo que a Grécia provocou na Europa tem uma natureza diferente de tudo aquilo a que as suas instituições estão habituadas a reagir. A Grécia deu ares de estar a funcionar “fora da caixa”, porque colocou questões numa matriz diversa da que está nos “manuais”.

Mas a Europa tem uma sabedoria maior do que vulgarmente se pensa. Nas horas que correm, interroga-se sobre o limiar de intransigência da Grécia, tentando perceber como lhe será possível negociar algo que seja um face saving para ambas as partes. Se Atenas der algum espaço de manobra, a Europa encontrará uma solução. Foi sempre assim, recordem-se."

Alguns acharam isto otimista. Mas isto é a Europa.

8 comentários:

Veloso,o frecheiro disse...

Sacrificam o acessório para guardarem o essencial,ai não!

Zuricher disse...

Não sei se diga que foi um face saving para a Grécia. Que sumo se extrai de hoje? Que foi acordada a metodologia para seguir adiante e que passa a chamar-se troika ao que se chamava instituições.

O resto ficou deferido para segunda-feira, altura em que o governo Grego apresentará medidas, fiscalmente neutras e nas condições do programa em vigor, medidas essas sujeitas a um primeiro escrutínio da troi... erm... instituições e posterior aprovação pelos parlamentos nacionais onde haja lugar a esse método de ratificação.

Ou seja, de substantivo, pode honestamente dizer que o assunto ficou integralmente resolvido?

Veloso,o frecheiro disse...

Caro Zuricher: Além da morte,fale-me de qualquer assunto "integralmente" resolvido...
Os melhores cumprimentos.

Joaquim de Freitas disse...

Zuricher espera ( até segunda feira ! ) com impaciência não escondida que existem ainda probabilidades para que as negociações falhem e que a Grécia mergulhe no caos, do qual emergirá o nacional socialismo.

Anónimo disse...

A súbita e inusitada preocupação de Portugal com a Grécia deve-se apenas ao agenda seting imposto pelas agências de comunicação e à falta de bom senso dos nossos dirigentes políticos de topo. Uma cópia é certa: detestando a extrema-esquerda, prefiro a audácia self-confident de Varoufakis do que o servilismo de sacristia de Maria Luis e Passos Coelho.

Zuricher disse...

Joaquim de Freitas, sinceramente estou-me positivamente a marimbar para o que aconteça na Grécia e aos Gregos. Incomoda-me, sim, é ir mais um tostão dos meus impostos para lá. O actual programa já era assumido, enfim, cumpra-se e finalize-se. Mas mais dinheiro além disso incomoda-me. :(

Jose Tomaz Mello Breyner disse...

Como diz o Rodrigo Moita de Deus no Trinta Um da Armada " - Foi um mês sem austeridade. Acabaram as férias grandes. Vamos lá às reformas. "

Diz ainda o Rodrigo Moita de Deus que :
" - Lá para Abril aprovamos um novo programa com o nome "mesada".

Correia da Silva disse...


Zuricher: Já faltou mais, para você terminar os seus comentários, a bradar Heil Hitler.