quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

José Quitério


Acaba de ser tornado público que o Prémio Universidade de Coimbra 2015 foi ontem atribuído ao jornalista, crítico e especialista gastronómico José Quitério. Tenho a honra de integrar, a convite do reitor daquela universidade, o júri deste prémio que, no passado distinguiu figuras tão diversas como o pintor Julião Sarmento, a cientista Maria de Sousa, o escritor Alneida Faria, o historiador António Hespanha, o encenador Luiz Miguel Cintra ou o académico Sampaio da Nóvoa, entre muitos outros.

José Quitério, que há semanas encerrou 38 anos de atividade crítica ininterrupta no jornal "Expresso", é um dos expoentes da reflexão sobre esse domínio, cada vez mais importante na cultura das regiões e dos países, que é a gastronomia. Nela se consubstancia muito da história de um povo, das suas viagens e das suas influências, dos seus hábitos e da sua abertura ao mundo. Nos dias que correm, a gastronomia é um fator da identidade dos povos, com relevância crescente na respetiva economia, nos fluxos turísticos e até na saúde pública. José Quitério, nos seus textos que incluem livros muito interessantes sobre as temáticas em torno da história e evolução da gastronomia portuguesa, é um nome de dignifica o prémio que agora lhe foi atribuído por uma universidade que, há muitos anos, também foi a sua.

5 comentários:

Bartolomeu disse...

Escrever sobre a gastronomia portuguesa, evidenciar as suas qualidades, contar a sua história, divulgar as origens, enaltecer as suas qualidades e os seus sabores, pode considerar-se de interesse nacional, ao nível da importância diplomática. No panorama da gastronomia nacional, em plena fase de crescimento e evolução, é importante que haja quem, com honestidade critique, divulgue e enalteça, aquilo que de melhor no sector se produz. E que esse esforço e esse empenho sejam reconhecidos por todos e premiados, pois então?!

Anónimo disse...

Há já muitos anos, por influência das suas crónicas no Expresso, ao passar por Tomar, fui almoçar a um restaurante chamado "Chico Elias". Lembrei-me agora ao ver o seu nome na postagem. Quero acrescentar, passe a publicidade, até porque não sei se ainda existe, que fiquei muito satisfeito.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Chico

Infelizmente o Quitério está quase cego. Encontramos-nos muitas vezes pois moramos perto um do outro. Quero ver se o felicito antes de partir (com a Raquel) para Goa e outras Índias. Onde vou tentar escrever qualquer coisa - quiçá um livreco - sobre a gastronomia goesa...

Resta-me acrescentar que o prémio que lhe foi atribuído é merecidíssimo. O Quitério é o rosto da gastronomia e não só da portuguesa. E é o autor do "Pantagruel lusitano" e isso diz tudo.

Abç

Isabel Seixas disse...

"Nos dias que correm, a gastronomia é um fator da identidade dos povos, com relevância crescente na respetiva economia, nos fluxos turísticos e até na saúde pública."
in FSC

Bem dito

Anónimo disse...

Há muitos anos, andámos pelo Norte e comemos uma posta mirandesa na Gabriela de Sendim, numa excursão promovida pelo Centro Nacional de Cultura. Estava boa, estava.