sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Islamofobia

Foi estúpido e criminoso, e como tal deve ser denunciado, o ato de islamofobia que hoje vandalizou a porta da mesquita de Lisboa. 

Portugal é um país tolerante onde, felizmente, convivem hoje em harmonia todas as religiões, lado a lado com aqueles que não praticam nenhuma, como é o meu caso. Não podemos permitir, e deve ser fortemente reprimido, quem, por cretinice populista, demagógica e oportunista, ponha em causa esta tradição.

Por mim, se necessário, estarei nas ruas de Lisboa a defender o direito dos muçulmanos portugueses ou residentes em Portugal a praticarem livremente a sua religião. Como estaria com os judeus, os budistas, os católicos, os hindus ou quaisquer outros. Para usar uma expressão estafada, mas verdadeira, não foi para isto que fizemos o 25 de abril.  

16 comentários:

diogo disse...

defender os direitos dos muçulmanos é bonito .
para quando os muçulmanos , respeitarem ao menos os católicos ?

Anónimo disse...

Escreveram "1143", não foi? A data da independência de Portugal. Irra, quando semelhante coisa já é considerada "islamofobia" ou "fascista", até sinto os ventos do PREC soprarem de novo!

Catinga disse...

Ai os neonazis! Exige-se já uma manifestação de desagravo e apoio à "comunidade" muçulmana (a verdadeira, que aquela malta dos ismaelitas não passa de uma imitação).

Já vejo as boas gentes multiculturais descendo a avenida gritando "1143 nunca mais!".

PS - Ao menos podiam ter desenhado um boneco de barbas...

Portugalredecouvertes disse...


Damos as mãos

Anónimo disse...

Portugal é Charlie.
C.Falcao

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Chico

Assim não vamos a nenhum lado; quando digo assim é recordando alguns comentários aqui feitos.

Portanto, estamos unidos no já calino "não foi para isto que fizemos o 2% de Abril" Recordam-se?

Abç

Anónimo disse...

indu eu... a caminho de Viseu

Senhor Embaixador, não precisa publicar o comentário.

Apenas para assinalar que o hinduísmo radical pode irritar-se de se ver grafado sem hagá mudo, e gizar algum atentado para estas bandas...

Anónimo disse...

meu caro embaixador, gostaria que o Sr.fosse também defender essa religiões que enumera, nos países árabes, que essas igrejas são perseguidas e até mesmo proibidas de culto. “Um peso, duas medidas”.

Francisco Seixas da Costa disse...

Ao Anónimo das 10.05: claro que não podia! Mas essa é a superioridade moral da nossa democracia. As ideias, pelo menos no meu mundo, não se defendem "dente por dente"

Joaquim de Freitas disse...

Não sejamos hipócritas, Charlie Hebdo não é um amigo político. Desde há muitos anos que ele " a basculé" ( caiu) no campo do pensamento dominante e participa ao desenvolvimento duma islamofobia de esquerda.
Entretanto ninguém não pode nem deve regozijar-se do assassinato dos seus jornalistas, porque é um assassinato da liberdade de expressão. Mas este ataque não pode fazer calar , também não, as críticas contra o Charlie Hebdo e a imprensa em geral sobre a sua linha de redacção e humorística islamófoba.
Hoje, levar a guerra na sala de redacção de Charlie Hebdo é como colocar uma bomba na estação de caminho de ferro de Bolonha. Um acto de terror para desorientar.
Sobre este acto , complotismo e islamofobia vão prosperar. O ataque contra Charlie Hebdo permite de fazer reféns milhões de pessoas de confissão muçulmana em França e na Europa.
Os únicos vencedores deste atentado são os reaccionários de todas as vertentes, islamofobos à cabeça. Em frente, os tak-taks que querem que a comunidade muçulmana se encolha, feche sobre ela mesma.
As múltiplas sensibilidades presentes nos bairros vão dever fazer frente à intimação de escolher entre a arregimentação à causa nacional ou a marginalização e a criminalidade.
As condições permitindo uma tal catástrofe estavam reunidas.
A população francesa encontra-se bloqueada neste contexto de crise económica entre a bigorna neoliberal que não deixa outra oportunidade que individual e o martelo reaccionário que mete as origens culturais ou biológicas das classes populares em competição.
A escola da delinquência dos bairros das cidades periféricas das grandes cidades do ocidente vai continuar a fornecer os aprendizes feiticeiros do terrorismo internacional. E as salas de treino às armas de guerra do Iémen, Síria e Iraque, são lhes graciosamente oferecidas pelos regimes obscurantistas que conservam os seus povos na miséria, que as democracias apoiam, tais como a Arábia Saudita e os Emirados.
E o Ocidente continuará a enviar os seus aviões e os seus drones espalhar a morte por toda a parte e a fechar os olhos sobre o terrorismo de Estado israelita que assassina milhares de muçulmanos em Gaza. Esta é a verdadeira raiz do mal que fornece argumentos aos iluminados de Al Qaida.

Joaquim de Freitas disse...

A luta contra o terrorismo, necessária, serve de pretexto à "união sagrada", à relegação das questões sociais, das causas e dos estragos colaterais da crise, dos frutos podres da violência, do terrorismo, serve à abdicação perante as desigualdades, fonte de afrontamentos, perante a pobreza, a exclusão, o enfraquecimento da solidariedade e do espírito laico, o obscurantismo, que ganham terreno.

Anuncia-se a presença esta tarde do massacrador de Gaza, o criminoso de guerra. Isto é uma provocação absoluta, irresponsável, anti-laica, anti-republicana, anti - direitos do homem, anti -democrática, nauseabunda, com sangue nas mãos. Uma provocação absoluta.

Com a presença do presidente Ucraniano, imposto por um golpe de estado nazi, é o máximo.

Anónimo disse...

O problema não são os outros. Somos nós

11 JANEIRO, 2015

by helenafmatos
Tema do meu artigo de hoje no Observador: A França é o país onde todas as semanas aparece o problema de uma funcionária de supermercado ou escola que pretende trabalhar de rosto completamente tapado mas onde paralelamente as activíssimas associações ditas de livre pensamento, que se calam respeitosamente perante a actividade dos fundamentalistas islâmicos, exigem com urgência que se proíbam os presépios nos espaços públicos. O país onde as autoridades se regozijaram porque na noite da passagem de ano foram incendiados apenas 940 automóveis: afinal em 2014 tinham sido contabilizadas 1 067 viaturas queimadas. Já agora quantas notícias se leram sobre estes factos na imprensa portuguesa? Será que os jornalistas não sabem francês ou simplesmente não estão preparados para dar notícias que não cabem na sua quadratura do mundo?

Anónimo disse...

O Freitas, devia de fazer como algumas muçulmanas e tapar a cara. De vergonha, pela porcaria que escreve!

Joaquim de Freitas disse...

Ao anonimo do 11 janeiro 22.04:


Aparentemente ainda não percebeu que a pluralidade das opiniões existe neste blogue, posto gentilmente pelo autor à nossa disposição. Quando tiver a capacidade intelectual de discordar duma opinião , se é que a tem, e a coragem de a escrever , até pode ser que a leia. Até lá, você não passa dum pobre de espírito, que mesmo assim tem direito a exprimir-se.

Anónimo disse...

Mas, ó Freitas, é precisamente por discordar do que você escreve que me pronuncio. Os seus disparates, a sua obsessão anticapitalista, antiamericana, a sua verborreia antitudo quanto não seja vermelhusco dão-me náuseas. E se apenas digo que o que você escreve é uma "porcaria" é porque não quero abusar da paciência do moderador, nem fazer corar os mais pudicos. O que você escreve é uma porcaria! E é-nos servida com esse arzinho pedante de quem acha que dá lições aos outros de moral e de história. Mas, na realidade, é você quem não passa de um pobre de espírito, desesperado pela necessidade de ter um palco onde se exibir.

De repento, lembrei-me daquele texto aqui publicado sobre os tipos que vão para os debates públicos para darem nas vistas...

Joaquim de Freitas disse...

Anonimo das 17:30:


Temos enfim a explicação : Ignorante , ao ponto de desconhecer a significação da palavra "pluralidade" e mesmo "liberdade", a minha opinião sobre o capitalismo e o imperialismo, não lhe agrada. Se você tivesse uma linguagem civilizada e um pouco mais de instrução e cultura, não me teria desagradado de lhe explicar sobre quais bases fundo a minha profunda aversão sobre os dois . E talvez me pudesse convencer do contrário.
Mas seria tempo perdido e não tenho tempo a perder com você. E tem sempre a possibilidade de não me ler!

Deixo-o com o seu complexo de inferioridade que o impede de combater as ideias com outras ideias, que não tem, sabemos agora, o seu apego aos insultos e, sobretudo , o seu mundo retrógrado , onde o diálogo não é uma opção. Era assim no tempo do fascismo. Talvez nostalgia do passado ?