quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Mónaco

O Mónaco é um Principado que me é simpático. Rodeia-o um "glamour" eterno, assente na memória que o "Século Ilustrado" e a "Flama" nos trouxe um dia, do amor feliz entre um príncipe e uma bela atriz. Como nas histórias, tiveram filhos e terão sido felizes. Como a vida já não se faz hoje "by the book", cada um desses filhos tentou também, à sua maneira, ser feliz. Houve casamentos, divórcios, muitas aventuras. Tudo normal nos tempos que correm, mas que passou a ser notícia por se tratar de príncipes e princesas. Por estes dias, outro príncipe reina sobre o território, com uma princesa não menos bonita.

O país tem uma soberania limitada, com a França a desempenhar aí um papel preponderante. Mas é um Estado, "quand même"! Por acaso, fui o primeiro embaixador que Portugal fez acreditar no Mónaco, embora residente em Paris, onde se encontra a grande maioria dos representantes diplomáticos junto do Principado. Por essa razão, estive por lá em várias ocasiões e tive o ensejo de representar Portugal no casamento dos atuais príncipes. A quem, ontem, nasceram dois filhos.

Alberto de Mónaco é um homem simpático, cordial, que cultiva a memória da forte relação do seu bisavô com Portugal, tendo uma evidente simpatia pelo nosso país. O atual ministro dos Negócios Estrangeiros do Mónaco é, aliás, casado com uma portuguesa, descendente de emigrantes nacionais no sul de França. No Principado, trabalha um número muito considerável de cidadãos nacionais, uma comunidade muito estimada, a maioria dos quais residem na localidade francesa de Beausoleil. Basta-lhes atravessar a rua para entrar no Mónaco...

Ontem, emails de dois amigos monegascos anunciaram-me o nascimento dos novos príncipes. Conhecendo como os conheço, estes são, para eles, dias bem felizes, como testemunhei terem sido os do casamento dos príncipes. Parabéns!

16 comentários:

Defreitas disse...

Senhor Embaixador :Espero que teve a oportunidade de fazer uma visita Chez Ducasse !!!

Anónimo disse...

E por mera curiosidade, qual dos dois herdeiros é herdeiro ? Ou será que vai ser como o Bloco foi, até há pouco, uma monegasca liderança bicéfala ?

Francisco Seixas da Costa disse...

É o rapaz

Luis Miguel Correia disse...

Muito interessante esta sua peça. Também me lembro das reportagens no Século Ilustrado sobre a família reinante do Mónaco, tudo isto no século passado...

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Defreitas: não me conhece....

Anónimo disse...

Voltou o "Defreitas"???!!!

Já agora, é "Espero que tenha tido a oportunidade"

patricio branco disse...

e existe no mónaco uma rua dos açores

Joaquim de Freitas disse...

Claro que não, Senhor Embaixador, e creia que teria muito prazer em conhecê-lo. Il y a des questions qui ne se posent pas! Vous avez raison.

J.-M. Nobre-Correia disse...

Francamente, como tema para um antigo embaixador !...

Helena Sacadura Cabral disse...

De Freitas
Não acredito que o nosso Embaixador não tenha jantado no Louis XV, sendo o gourmet que é!

Francisco Seixas da Costa disse...

Cara Helena : provador me confesso!

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro J M Nobre Correia : este blogue não tem fronteiras temáticas e o Mónaco e os monegascos estão a viver um momento feliz, depois de alguns anos de preocupação quanto à sucessão.

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Patrício Branco : imagino que a rua se fique a dever ao facto do Observatório Meteorológico do Faial ter o nome do príncipe Alberto I do Mónaco, muito ligado a expedições oceanográficas nessas ilhas

Francisco Seixas da Costa disse...

Caros Helena e Defreitas. Ia-me esquecendo: o jantar de gala do casamento dos príncipes foi servido pelo Alain Ducasse. Os pratos atravessavam a rua do seu restaurante, no Hotel de Paris, para uma improvisada sala de jantar na varanda do casino. E estava excelente!

Correia da Silva disse...


O melhor de toda esta conversa da treta, é.....a troca de "galhardetes"!....

Joaquim de Freitas disse...

"Royal festin" , Senhor Embaixador ! Não tive o mesmo privilégio, pois só lá fui, chez Ducasse, que uma vez, há dois anos, celebrar com minha Esposa 50 anos especiais .... Devo confessar que , entre o "Menu dégustation", excelente, a sumptuosa sala de jantar e o serviço impecável dignos dum grande restaurante e dum grande Chefe, saímos de lá com a certeza que mesmo se fosse a nossa cantina diária, Chez Ducasse não se corre o risco de ficar com o "volume" das esculturas de Botero como as que estão na esplanada do casino, frente ao mar !

O facto é que sou mais "gourmand" que "gourmet" e que , residindo, no Verão, no meu "pied-à-terre" de Gassin, a uma hora de Mónaco, vou lá para os Grand Prix todos os anos, e outras vezes, pelo passeio da beira mar, mas conheço lá dois ou três outros restaurantes onde o meu "gabarit" de 1,84 se satisfaz "plenamente"! Não é "gourmet qui veut" !

A propósito, quando vou a Paris, costumo ir jantar chez Rech, Avenue des Ternes. Há três semanas, lá voltei e agora é uma "franchise" de Alain Ducasse. A cozinha é mais fina , a cave é melhor, mas os preços agora são à moda de Ducasse ... Ducasse "ça se mérite" !