domingo, 26 de outubro de 2014

Voto eletrónico

Não é notável, num país em que votam 142 milhões de pessoas, conseguir ter os resultados apurados em poucos minutos?

Por que será que, numa campanha tão cerrada e com resultado tão próximo entre os dois candidatos, não há nenhuma contestação importante, com base na alegada falibilidade técnica do sistema?

Assim, volto a perguntar: de que estamos à espera para introduzir em Portugal um modelo de apuramento de votos similar?

6 comentários:

Anónimo disse...

Se funcionar como o citius, como o sitio das finanças, ou como uns quantos programas de contabilidade que estavam todos martelados, vai ser uma vigarice pegada. E nem interessa que partido governe no momento, que é tudo igual.
Voto electrónico é muito propenso a vigarice, coisa tão ao gosto dos politicos e acólitos. Nesse dia deixo de votar.

JC

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Caro Francisco

É mesmo assim. O Francisco conhece e bem o Brasil; eu conheço-o também, mas não com a profundidade da vivência. Licenciei-me e fiz o mestrado na Universidade Casper Libero em S. Paulo, onde muitas vezes fui por motivos estudantis, profissionais e pessoais.

Caro Francisco: ali passou uns bons anos como embaixador. Podemos, portanto, dar uma opinião sobre a rapidez dos resultados - extraordinária - resultado da votação electrónica. Por isso tenho de dar os meus parabéns aos brasileiros.

Por cá, também não percebo o motivo por que não usamos o sistema. Falta de fundos para investir nele? A crise? A pouca ou nenhuma vontade política de o usar cá? Medo de saber a realidade da votação em cima da hora? A ser assim, de quem?

Oxalá nas próximas eleições já o pudéssemos utilizar; mas, infelizmente, não creio que isso aconteça...

Abç

Anónimo disse...

Dos craques informáticos portugueses, uns emigram, outros desenvolvem pequenas empresas de grande sucesso, outros estão desempregados, e outros ainda trabalham em programas como o Citius, a colocação de professores, o sorteio de automóveis, ou nas estações de televisão a sortear cartõs e barras de ouro nos programas diretos de todas as estações televisivas.
Receio que com a votação eletrónica tivéssemos três presidentes eleitos, um dos quais com mais de 165% dos votos.
As perspetivas são feias. Ou então é má vontade minha.
ARP

Janus disse...

Faz sentido essa interrogação. Aparentemente,é algo notável para um país com tanta burocracia, como muito bem sabem os que lá viveram,toda essa "modernidade"...
Por outro lado e tendo em conta a bagunçada na Florida aquando daquelas eleições que deram o 2º mandato ao Bush filho, o voto electrónico não deixa de levantar sérias interrogações.
E porque é que as mais velhas, firmes e fiáveis democracias europeias não utilizam essa forma de voto?...

Anónimo disse...

Eu penso que o melhor sistema de voto é o das dondagens. Há agencias de Sondagem credíveis. E fica muito mais barato!
José Barros

Anónimo disse...

Nada impede a troca de uma urna clonada na hora da apuração. Esse é o ponto fraco da urna eletrônica, sendo o Brasil o único a adotar essa essa aberração. Não tem como conferir o resultado se contestado.
Portugal não entrem nessa furada...