quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Do anonimato

Alguns comentários anónimos em blogues ou em sítios informáticos de jornais, quando deliberadamente ofensivos ou obscenos, devem merecer da nossa parte a consideração dada à cobardia de uma carta não assinada. Para mim, sem excepção, convocam a piedade que é devida aos pobres de espírito.

É claro que não me estou a referir a anódinos e civilizados comentários que, mesmo quando sem assinatura, dão graça e vida aos blogues e sítios informáticos, servem de estímulo, e até de saudável contraditório, a quem escreve. Esse é o anonimato benévolo, perfeitamente normal e sempre bem-vindo.

O que eu quero notar é a circunstância de, com grande frequência, depararmos, nas áreas dedicadas aos comentários, com uma imensa legião de corajosos escribas anónimos que, na solidão cómoda do seu teclado, se dedicam a insultar quem lhes desagrada, a denegrir aquilo que nunca teriam a coragem de dizer cara-a-cara ou a assinar com o nome verdadeiro e identificável por debaixo.

Há hoje por aí um mundo clandestino que destila fel e acrimónia, muitas vezes com laivos xenófobos e racistas, prenhe de adjetivação ácida e de óbvios recalcamentos. Todas as sociedades, ao que parece, tem destas "faunas rascas", o que talvez justificasse um estudo sócio-psicológico, com uma dimensão médica a ajudar. Embora já haja um óptimo medicamento para esta patologia: chama-se "Delete", é eficaz, tem um efeito imediato e pode usar-se as vezes que se quiser.

O mais curioso é que esses profissionais da cobardia têm mesmo a suprema lata de defenderem o "direito ao anonimato", lamentando-se, em outros espaços informáticos, das escassas vezes em que por aqui travei a publicação das suas diatribes - as quais, aliás, sempre publicarei, sem o menor corte e com o maior gosto, quando nos quiserem dar a subida honra de lhes conhecermos o nome. Mas a frontalidade é uma qualidade que é alheia essa fauna, a qual, por exemplo, foge do Facebook como o diabo da cruz, porque por ali tem mais dificuldade em esconder a sua cara cobarde.

33 comentários:

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Caro Francisco

Como julgo que sabe na minha Travessa não entram anónimos.É uma forma de exclusão? É. A máscara do dito "anónimo" merece inteiramente o meu (nosso?) repudio.

Lembra-me de imediato o Saramago quando escreveu:

"Hoje já não é assim, perdemos a inocência e não fugimos a discutir com a maior das convicções até mesmo aquilo de que só temos uma pálida ideia.

Que não nos venham pois com histórias, bem te conheço, ó máscara. O mau é que se as máscaras mudam, e mudam muitíssimo, o que está por baixo delas mantém-se inalterável. E nem sequer é certo que tenhamos perdido a inocência."


Abç

opjj disse...

O 1º passo é respeitar o dono do blogue que é o hospedeiro da nossa msg. E além, certamente pelo prazer de escrever, tem um trabalhão enorme para debitar factos, opiniões e pq não críticas.
Cumps

ignatz disse...

se não gosta e não quer publicar, o blogue é seu, manda para o lixo, mas poupe em explicações moralistas da treta. gostaria de alargar o leque da censura e pôr toda a bloga a dizer bem de si? compre os outros blogues e deixe de endossar culpas para anonimos. se calhar pensa que a blogoesfera é aquela palhaçada do mne em que os comentadores apresentam credênciais e dizem mal uns dos outros em surdina.

Anónimo disse...

Não entendo a publicação de seja o que for sem o dono do blog ter a possibilidade de identificar o autor do escrito. A meu ver são opiniões muito desvalorizadas pela dita cobardia.
João Vieira

Francisco Seixas da Costa disse...

Como é que você se chama "ignatz"? Quem não tem a coragem de dizer o nome tem sempre, no entanto, um "nome"...

Anónimo disse...

Sr. Embaixador,
Antes de mais permita-me que o 'parabenzeie' pelo seu blogue de que sou leitor assíduo e fã.
Quanto ao ponto que muito bem aborda, eu permitir-me-ia alvitrar que nem sempre a coragem é o móbil para a camuflagem da vera identidade. Em abono desta minha tese tomo como referência alguns sítios da 'blogosfera' em que os seus principais coordenadores/colaboradores recorrem a heterónimos (chamemos-lhes assim, com vista a não causar incómios, mesmo sabendo estes implicam sempre o conhecimento do nome próprio). Ora, do meu ponto de vista, esta atitude é ainda pior que a de um qualquer amarelado cobarde que, atrás de um qualquer teclado e tendo pela frente todo o éter informático, é suficientemente 'forte' para emitir os mais desaforados impropérios. Pior porque, mesmo salvaguardando a devida distância, me impele à comparação com os encapuçados 'jihadistas' ou com os arremessadores de pedras mascarados à Guy Fawkes.

Com cumprimentos,
Manuel José Mendes

ignatz disse...

"Quem não tem a coragem de dizer o nome tem sempre, no entanto, um "nome"...

bora lá demolir os obeliscos ao soldado anónimo... desconhecido ou lá como é que o regime o trata.
coragem é argumentar, cobardia é censura. explique ao pessoal qual a utilidade de revelar a verdadeira identidade para discutir um assunto ou botar opinião, a meu ver nenhuma, será que a credibilidade das opiniões têm a ver com o nib, adn, condição social ou floresta genealógica?

Anónimo disse...

Ora bem, eu assino com o meu próprio nome mas compreendo que haja pessoas que não se queiram identificar.
Há reflexos antigos e há também, ainda hoje, muito "democrata" que não suporta ideias adversas. Sabemos também que os Facebookes e outros blogues oferecem facilidades para que se levante o curriculo de uma pessoa para classificá-la segundo a sua opinião e que daí possam resultar represálias não me admiro.
Porque em Portugal, se chegamos a saír daquele conceito: "quem não está comigo está contra mim", foi durante um muito curto período.
A tolerancia, a verdadeira tolerancia de opinião sem riscos não sei para quando será.
José Barros

Carlos Falcão disse...

Anonymous ?
Carago... este assunto "tem barbas".
Francisco, o seu currículo fala por si. Os cães ladram e a caravana passa.
"extimité, extimité"...
CDLT
C.Falcao

N.B.: sinceros votos de boa saude et de boa continuação.

Anónimo disse...

Isto pede uma cena de bengaladas, que raio!

E para que o quadro seja inteiramente queirosiano, que seja no Chiado, defronte da Brasileira.

O Henrique Ferreira e a estátua do Pessoa podem fazer de padrinhos.

Anónimo disse...

Realmente "esconder-se" atrás do anonimato para faltar ao respeito a seja quem for é um acto de tremenda cobardia (para além da falta de respeito, claro).
Agora recorrer ao anonimato, simplesmente porque não quer o seu nome exposto é outra coisa.
(obs:Deixei de ler os comentários nos artigos do jornal por ficar chocada com o vernáculo lá utilisado).

Gosto de o ler.
Bjnhos,
VW

Anónimo disse...

Como sou um internauta não politizado não percebo nada disto.
A net não requer saber-se quem é o autor de um comentário pois se se não concorda com ele não se retem aquilo que foi escrito. Parece-me que o dono do blog pode sempre recusar a publicação do que ache menos apropriado no que foi escrito por um comentador. É assim que não percebo o que está em causa.
Desculpem-me este meu feitío.

Francisco Seixas da Costa disse...

Vamos a ver se nos entendemos: por regra, não compreendo a razão para, quem quer que seja, não assinar com o seu verdadeiro nome tudo aquilo que escreve. Mas posso perceber isso em duas circunstâncias: quando eventualmente alguém possa temer represálias por aquilo que diz ou no caso de comentários simples, notas soltas, meros desabafos. O que eu não admito, nem admitirei por aqui, é que insultos ou agressões, seja a quem for, sejam autorizados por parte de quem, se acaso escrevesse o seu nome por baixo, nunca se atreveria a tais críticas. Isso só tem um nome: cobardia, pusilanimidade ou, num português de lei, poltroneria. Esta é a minha opinião. Ponto

Antonio Cristovao disse...

É uma realidade nova o termos que conviver com tudo neste mundo dos blogues mas, não concordo que o facto de ser o picado, pilinho ou anonimo altere seja o que for. A ausencia de reação tem um efeito melhor. <O desprezo afasta os trolls.

Anónimo disse...

Em comentários já usei o meu nome, irrelevante pois como eu há anónimos homónimos às dezenas, mas comecei a achar desagradável que me insultassem chamando-me pelo nome. Por exemplo, num blogue que deixei de frequentar e onde o Ignatz ataca(va) muito, sempre com o estilo e relevância a que aqui nos habituou e que aliás é o hábito por lá, apesar do nome quase farmacêutico.

Passei, pois, a pseudónimo, em blogues (não nesse) onde tanto me conheciam pelo nome - os que tinha mais memória - como por este. E onde o pseudónimo era (e é, na net)o hábito. E se alguém me pedisse a identificação dava-a.


Dava-a como dei a um agora deputado da maioria, um transfuga pesado do norte, que um dia apareceu por lá perdido e mentindo descaradament, apesar do nome assinado.

Não sei que terá feito, pois tanto lhe disse,já identificado disse-lhe que mentia (não tenho pruridos com a deselegância em relação à deselegância de nos tomarem por parvos) quando antes apenas lhe dava factos e lhe dizia que desconversava.

Ele continuou mentiroso e intelectualmente desonesto, apesar de identificado. E eu continuei tão honesto com pseudónimo como com o nome.

Agora, o mais das vezes nem pseudónimo, nem coisa nenhuma. Esse tipo de blogues morreu e para desabafos curtos e meros apontamentos do presente género, nada vejo que se ganhe em dar o nome. Ninguém me conhece, e a coisa é absolutamente irrelevante.

Anónimo disse...

Por amor da santa, não estraguem este espaço de tão sã culta e séria/brincalhona conversa.
Respeitosos cumprimentos.

Guilherme e Silva.

Anónimo disse...

By barking you know they are dogs. if you want to know more is gossip ...

antonio pa

Anónimo disse...

Senhor Embaixador. Eu, Ignácio de Tomaz Zuzarte, que também dou pelo nome de Ignatz, quero formalmente pedir as maiores desculpas a Vossa Excelência pelo facto de utilizar com demasiada freqüencia uma redução do meu nome de Família - dos Zuzartes, de A-da-Gorda (Oeste) - como simplificação para efeitos de comentários. Vossa Excelência desculpará, pela certa. a) ignatz

Anónimo disse...

"freqüencia" ??? O Ignatz é brasileiro? E renega o AO?

Anónimo disse...

Das duas, uma: ou não publica os anónimos ofensivos ou obscenos ou, afinal, publica-os com alguma intenção. Continuo sem perceber.
De resto, mudaria alguma coisa se alguém aqui dissesse ser o Joaquim da Silva? Deixaria de ser anónimo? A única forma seria fazer acompanhar o comentário com anexo do cartão do cidadão. Como dizia o outro, much ado about nothing.

Joaquim da Silva

Anónimo disse...

Discordando em absoluto de Vossência no que escreve neste seu Post, já que um nome, qualquer que ele seja pode sempre ser anónimo/pseudónimo, a não ser que Vossência espere que nos tenhamos de identificar, com o nº do BI ou cartão do Cidadão e o NIF,
Subscrevo-me atenciosamente,
Identificando-me e revelando a morada e outros elementos,
Aniceto Matos Silva, Rua das Facilidades, nº 69, Arrabais-de-Cima, Freguesia de Stª Fobia, 1974-025, NIF 765483981 (sem dívidas ao Fisco, embora nunca peça facturas e contra o A.O)
Saudações aqui das Berças!

Anónimo disse...

Vejo muitos anónimos como que insultados e atacando em diversas direções o autor deste blogue. Eu sou igualmente um anónimo, mas estou de acordo com o autor deste post. Para os outros, que se sentem atingidos, porque não deixam de "visitar" o blogue?...

Anónimo disse...

Concordo com o "amigo das berças".
O problema é a diferença entre o anonimato numa conversa em privado, e o anonimato numa conversa em publico/internet. Ninguém no resto do mundo tem que ver com a minha opiniao, cidadao xpto. Claro que estamos num estado de direito e opiniao é livre. Mas quem sabe o futuro? E se ha os tresloucados que exprimem o odio sob anonimato, o problema sera tambem (e nao so seguramente...) de quem lhes publica os comentarios , fazendo crer que a sua (deles) raiva é escutada e comungada.

cumprimentos

Joaquim De Freitas disse...

Tenho seguido, evidentemente, desde há alguns dias , o "processo" aberto ao autor deste "blogue". Autor que respeito e blogue que aprecio muito.

O problema do anonimato é velho de séculos, e mesmo em Veneza, no tempo dos Doges, o anonimato era a arma preferida dos venezianos , metendo na caixa do correio as "denuncias", calunias e outras mensagens secretas. Aliás, o carnaval era a festa da liberdade, porque era permitido nessa data, a cada veneziano de meter uma máscara e , na rua, dizer àqueles que detestavam tudo o que lhes ia no "fígado". Mesmo as autoridades da época, convenientemente mascarados, era possível insultar sem perigo de maior.

Por ter sido eu mesmo vítima , neste blogue, há meses atrás, da "perseguição" dum "purista" que me acusava de assinar os meus comentários só com "defreitas" , que na realidade tinha sido definido por Google quando me inscrevi neste blogue, a partir do endereço e-mail que usava, tive dificuldade a fazer compreender que foi o sistema que decidiu de utilizar parcialmente o nome com o qual me inscrevi, mas que não via razão para o "processo" que me fazia, tanto mais que o autor deste processo assinava "anónimo".

Tendo mudado de endereço recentemente, o meu prenome também aparece , e assino portanto, agora, Joaquim de Freitas.

Há uma certa razão, por vezes, para assinar"anónimo" . Assim, como escrevia semanalmente algumas linhas num jornal da minha terra, e mesmo por vezes no Facebook, acontece que alguém mal intencionado descobriu facilmente a minha identidade. As ideias defendidas aqui, de esquerda, e o nome "defreitas" e talvez o estilo da escrita, bastante simples, apresentavam alguma semelhança com o que escrevia em Guimarães. Cometi o erro de mencionar o meu endereço e-mail completo no fim dos artigos que escrevia no jornal, assim, comecei a receber mensagens e-mail insultantes, mesmo ameaçadoras, numa perfeita ilustração da falta de educação e de tolerância que caracteriza infelizmente muitos indivíduos.

O anonimato, é velho como o mundo, As palavras, é evidente, são a droga mais potente utilizada pela humanidade. E quando se está em segurança por trás dum teclado e dum ecrã....

ignatz disse...

o anonimato não tem qualquer problema desde que esteja de acordo com a opinião do francisco e quando isso não acontece, o comentário é censurado com o pretexto de falta de educação, insulto, perseguição e todas as tretas atribuídas a anónimos. publicar os comentários e deixar que os outros avaliem as enormidades do energúmeno, tá quieto, olhò motim na bounty. aqui discute-se o que o embaixador quer e nos termos em que o quer, tudo em nome de princípios democratas e socialistas, como a direita gosta.

Helena Sacadura Cabral disse...

Caro Francisco
Sou uma leitora fiel deste blogue desde a sua fundação. Estimo o seu dono e comento muitas vezes. Umas concordando, outras nem tanto.
Não aprecio o anonimato que, infelizmente, se tornou uma prática corrente até na Administração Pública que "publicamente" o incentiva...
Só há uma solução: apagar. Pena é, que o mesmo não seja feito pelos jornais, nas suas caixas de lixo!

Francisco Seixas da Costa disse...

É isso mesmo, ignatz! Caramba: custou a perceber... E diga lá qual é o seu blogue, para a gente poder visitá-lo e usufruir da sua liberalidade, para podermos, sem limitações, escrever pir lá o que pensamos de si

ignatz disse...

não tenho blogue, mas aquilo que o francisco pensa de mim já foi objecto de vários postes e comentários dos seus fiéis seguidores que não devem ter lido as "faltas de educação" e "insultos" censurados, mas mesmo assim não se coibiram de opinar uns desprezos de gente fina à escumalha anónima.

Anónimo disse...

A 'velha senhora' diz-se-me obrigada ao anonimato por razões profissionais (é médica reformada e não quer assustar o que lhe resta de clientela) e dita-me este seu comentário:

não saber é a questão,
ó meu jov'embaixador;
se souber quem é, já não
tem problemas de maior,
e aos alcipes, vinhais, matas
não lhes chama pataratas.

patarata e velha amiga,
só queria é andar consigo
com amor e humor, sem briga,
ó meu jovem bom amigo.
sou anónima por certo
mas gostava de estar perto!

(já estivemos - só não sabe -
a beber juntos num pabe)

Anónimo disse...

O que é curioso é ver como o autor do Blogue se "ataniza" todo contra o comentador Ignatz, que tem ali´s muita graça. Não vem com rodriguinhos, dá a estocada e acabou. E há quem não goste. Paciência! que se lixem.
Rolando Paciência,
Anónimo de Lisboa e Arredores

Isabel Seixas disse...

o enigma do anonimato
que em segredo quer viver
é como língua de sapato
que se mostra sem se ver...

É um amor disfarçado
num caldo de ironias
Freud já tinha desvendado
chamegos nas picardias...

não quer mais que a atenção
de quem julga contrariar
esconde-se atrás da razão
de quem desdenha quer comprar...

mas só chega a importante
quem deveras é notado
falado por toda a gente
o profano é sagrado...

Antonio Cristovao disse...

Volto após ler as acesas propostas e contrapropostas sobre os anonimos que o facto de ser Antonio Cristovao, aqui-decidido pelo sistema, já que noutros sitios me atribuem outra identidade pouco altera. Para o dono do blog quem na verdade pode ter motivo para não querer certos comentarios que não acrescentam nada ou até podem deturpar a ideia que tinha do post é que se lhe apresenta três opções : apagar, ignorar ou responder. Esta ultima não aconselho por experiencia própia que o "inteligente" irrita-se e torna-se desagradável, sem lucro para ninguém.
Se se quer ver livre dele depressa o mais eficiente é apagar sem mais. Se deixar sem resposta o "bicho" com tempo acalma-se e acba por ter maneiras. Anónimo ou não não me parece significativamente relevante.

Anónimo disse...

Ainda sobre o anonimato, a 'velha senhora' saúda as ironias da sua amiga Isabel Seixas e dita-me a citação e a adaptação que seguem:

Porém nosso destino é o que for nosso,
Quem nos deu o acaso, ou, alheio fado,
Anónimo a um anónimo,
Nos arrasta a corrente.

(Ricardo Reis, 5-5-1925)

***

anónimos somos nós todos
novos e velhos.
anónimos somos nós todos
ou ainda menos

('velha senhora', na senda de Cesariny)