quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Baptista Bastos

Acabo de constatar que Baptista Bastos, uma das vozes mais livres do Portugal contemporâneo e uma das escritas mais cultas de um jornalismo que está a desaparecer, deixa de ser colunista regular do "Diário de Notícias". Tenho imensa pena. As crónicas de BB eram uma lufada de ar incómodo na face daqueles a quem ele não poupava na sua indignação, nestes anos cujo cinzentismo é menos de chumbo e mais de cinzas.

14 comentários:

Anónimo disse...

Definitivamente vou deixar de comprar o DN. O jornal que estava há meses com alguma independência do regime, fugindo à sua cruz institucional, parece estar a regredir. Basta!

Anónimo disse...

São homens como Baptista Bastos que continuam a dar ânimo para que não se abandone a leitura. Porque a imprensa hoje é muito uniforme com a "voix de son maître" e a "voix du maître" é uma e única em todos os pasquins aquem e além fronteiras.
José Barros

Anónimo disse...

Um mal que é hoje transversal a quase toda a imprensa, escrita e falada, mas, sobretudo a escrita.

José Martins disse...

Senhor Embaixador,
Também eu era um assíduo leitor de Baptista Basto... Infelizmente é isto....
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Quem colocar o pé em ramo verde e sujeito a viver à conta da caneta, mais tarde ou mais cedo vai pagar as favas!
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Mas ainda há luar que brilha para aquelas vozes que se estão "marimbando" para os senhores do poder!!!
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Eu pertenço a esse grupo!!!!
Saudações de Banguecoque.
José Martins

Anónimo disse...

Mas, depois, os Camões, de Castelo Branco, e a Camões, de Viseu, vão-se alcandorando ora para Macau, ora para a Lusa, ora para o Jornal de Notícias; ela, via Macau, para o Camões. Como se dizia nos documentários que, nos anos 60, antecediam os filmes, ASSIM VAI O MUNDO. Quero ser filho de carteiro, de polícia, de mulher a dias, etc., para subir na vida e comprar aldeias em ruínas.

Anónimo disse...

O BB fez-me leitor assíduo do DN.Espero bem que Paulo Azevedo nos dê como brinde as suas excelentes
crónicas
CC

São disse...

Foi mesmo por essas características que refere que o dispensaram.

Como o tão propalado consenso mais uma vez abordado por Cavaco, ou seja, a anulação da Oposição não pode ser imposto ...vão-se afastando as vozes incómodas e assim se demonstra também o minar da da Democracia que está ocorrendo.

Saudações

Anónimo disse...

Mas alguém ainda lê jornais em papel ou em formato digital?

Alguém ainda vê noticiários???

Ohhhh tempo perdido!!!

opjj disse...

Eu chamo-lhe língua de trapos. A superioridade vê-se na elegância, o que não era o caso.Parecia o polícia ou o caçador que se esconde traiçoeiro.
Quando BB num pequeno acidente na BAIXA não sabe o que fazer! Disse~lhe,a seguradora resolve isso com um telefonema.
Quando numa entrevista FAZ UMA pergunta BURRA a um Médico se se pode fazer um transplante de cabeça!
Opinião dum leitor.
CUMPS.

Carlos Fonseca disse...

BB não era apenas (e já não seria pouco) "uma lufada de ar incómodo na face daqueles a quem ele não poupava na sua indignação".

BB é igualmente um "artesão" da Língua Portuguesa como encontramos poucos nos tempos que correm. Lê-lo é aprender sempre. Mesmo os que dele discordam e que, eivados pela cobardia, anonimamente o insultam, ficariam mais "ricos" se frequentassem a sua escrita. E se fossem capazes de aprender, claro.

Anónimo disse...

Querem acabar com as vozes discordantes, quem " silenciou o BB" não espere uma indiferença dos leitores do DN, JN, O Jogo, e os ouvintes da TSF.Para mim os jornais, é um ponto final . Quanto à TSF (radio jornal?), creio que já não vale a perda de tempo. Passem bem(mal).

Anónimo disse...

plenamente de acordo, mas só se lamenta que saia com tão rasgado elogio a quem em nada merece elogios e a quem fez o mesmo quando chegou ao DN a cronistas como Medeiros Ferreira, ou Rúben de Carvalho.

Anónimo disse...

Quando entrou o demitido diretor deixei de comprar e ler o DN porque ele "correu" com os cronistas que lá estavam (ex Pedro Lomba). De modo que embora concorde que BB escreve bem, embora pense muitas vezes mal, acho que se aplica: é a vida!

A imprensa escrita é, em geral, muito má e não cumpre as regras do jornalismo mais básicas: o Público, que leio, não presta para nada. E a TSF é uma pouca vergonha.
João Vieira

Gilberto Quatorze disse...

Como se não bastasse, também a habitual crónica de Baptista Bastos no Jornal de Negócios não apareceu na passada sexta-feira, dia 17, sem que, até hoje, fosse dada qualquer explicação.
É evidente que tal poderá dever-se a um qualquer impedimento do escritor, e oxalá seja esse o caso (desde que não resulte do seu estado de saúde); mas, nos tempos que correm, não me surpreenderia se o motivo fosse outro, bem mais mesquinho.