quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A encenação do poder


No dia 4 de novembro, pelas 19 horas, no Teatro Nacional D. Maria II, sob moderação de António José Teixeira, irei ter o privilégio de discutir com Eduardo Lourenço a questão da "encenação do poder", os mecanismos simbólicos de projeção do poder político. O título exato do exercício é "A encenação do poder / O poder da encenação" e insere-se nos chamados "Encontros Garrett - Descodificar o futuro", organizados por Margarida Gouveia Fernandes.  
 
O programa completo destes encontros pode ser consultado aqui.

3 comentários:

patricio branco disse...

belo título, porque vendo bem, o poder, seja ele qual for, a natureza e o actor, tem muito de representação e de cenários. passos coelho tem, cavaco tem, portas (tem poder significativo?)esforça.se por ter a sua encenação, a começar pela dicção, sorrisos, gestos. compreendendo a encenação, percebe~se muito do poder que a usa e escolheu, deve ser um interessante debate esse, tenho pena de não estar...

opjj disse...

É só um pouquito tendencioso António José Teixeira. Faz-me lembrar um seu artigo onde V.Exª fala de Banalidades.É um dos que pensa que o dinheiro cai do céu e que a sua(dele) opinião é mais convencida que a dos outros
Cumps.

Joaquim De Freitas disse...

Encenação ? Todos os "actores" políticos leram Shakespeare ou ouviram falar dele, que dizia que o "mundo é uma cena", e o mundo da politica então nem se fala. Quando os políticos sobem ao palco para pronunciar os seus discursos só têm uma preocupação : que "façam bom efeito", que "impressionem", e que graças a estes "dons" consigam levar os "espectadores" lá onde querem levá-los : no rolo ! O poder politico mete-se permanentemente em cena.
Que a sua acção seja teatral, cerimonial, protocolar, ajuda-se tanto da emoção que da razão.

A expressão de "encenação" (mise en scène) política induz um processo mais ou menos progressivo, a ideia dum espectáculo político, espectáculo dirigido a um público posto à distância dos actores. Interpretam papeis que respondem a necessidades especificas.

Na encenação moderna, na nossa era da comunicação todos azimutes, mesmo a família e o cãozinho são "encenados".