sábado, 5 de julho de 2014

Emiliano Dionísio


Os leitores deste blogue pela certa que nunca ouviram falar deste nome. Mas ele fazia vibrar a minha juventude, embora por não mais do que as primeiras etapas da "Volta a Portugal", nos idos de 60 e 70. Lembrei-me dele, há minutos, ao ver o emocionante sprint do final da primeira etapa do "Tour de France" (no dia em que Cavendish terá arruinado, por culpa própria, as suas esperanças para este ano).
 
Emiliano Dionísio era um ciclista do Sporting Club de Portugal. Nesse tempo, a primeira etapa era disputada em pista, por equipas, e o Sporting tinha quase sempre muito boas equipas. Longe de ser o melhor do seu grupo, Emiliano era, contudo, um fantástico especialista no sprint e, por duas vezes, ganhou a camisola amarela nessa primeira etapa, na qual ficava sempre bem classificado. Perdeu-a quase de seguida, porque a não conseguiu aguentar ao longo da prova. E, com a passagens dos dias, ia-se quase sempre afundando na classificação, com a etapa da Torre a marcar a sua inescapável sina. Mas ganhou etapas e outras provas em que a decisão ao sprint, que era a sua inegável especialidade, foi a regra. Guardei sempre uma ternura particular pela sua figura de homem modesto, com um sorriso simpático.
 
Que será feito de Emiliano Dionísio?

10 comentários:

Anónimo disse...

Não sei que é feito desse atleta leonino. O Google fornece estas duas páginas:
http://www.forumscp.com/wiki/index.php?title=Emiliano_Dion%C3%ADsio
http://50anos.blogspot.pt/2006/10/lembram-se-dele-emiliano-dionsio.html

Anónimo disse...

Emiliano Dionísio e Américo Raposo.

Maravilhas do sprint leonino.

Novos sprintes se avizinham.

Sprintemos pois.

Silva.

Anónimo disse...

Lembro-me dos dois. Até porque o Américo, com pai e irmãos ciclistas, é meu conterrâneo.

JHS disse...

Caro Dr. Seixas da Costa
Muito a propósito a sua memória leonina das camisolas amarelas de Emiliano Dionísio nas etapas iniciais da Volta (na pista do Estádio José Alvalade ou do Estádio das Antas). Só uma correcção: a Senhora da Graça só mais tarde entrou no roteiro da Volta, no tempo de Emiliano Dionísio ainda não tinha sido descoberta. A propósito, a etapa deste ano que trepa o monte Farinha corre-se no dia 3 de Agosto, com partida de Boticas. Apareça! Cumprimentos, JHS

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro JHS. Sabe que eu tive o pressentimento, ao escrever, que a Sra. da Graça era mais recente? Mas não fui à "net"... Obrigado pela correção.

Carlos Fonseca disse...

Lembro-me do Emiliano Dionísio, e também me do Américo Raposo, que, se não me atraiçoa a memória, ainda era mais rápido do que o Emiliano.

O meu pai gostava mais de ciclismo do que de futebol, e em miúdo levava-me sempre a ver a chegada da Volta a Portugal, que nesse tempo tinha, habitualmente, uma etapa a chegar à Figueira da Foz. Além disso, íamos assistir a duas provas ciclistas que ali se realizavam todos os anos: a "Corrida das Libras de Ouro", salvo erro em Julho, e a volta dos Campeões, depois da Volta a Portugal, em Setembro. Nesta última, recordo-me das vitórias de um ciclista italiano do Sporting, chamado Mário Fazzio.

Aos 13 anos, uma promoção do meu pai exilou-me para Lisboa, e passei a frequentar o Estádio de Alvalade para quase tudo (incluindo,já quarentão, as aulas de Ginática): Atletismo, Futebol, Ciclismo, etc. Fui sócio durante muito tempo, incluindo 22 anos com lugar cativo. Depois, chegou o desastre Roquette+Santana Lopes,e não aguentei tanto disparate.

Num ano (1969?) em que a Volta terminou com um contra-relógio Vila Franca de Xira-Alvalade, fui com mais quatro sportinguistas assistir à chegada.

Como era hábito, o Joaquim Agostinho não deu hipóteses a ninguém, ganhou com grande avanço a etapa, e foi declarado vencedor da Volta.

Para comemorar fomos para a Solmar, que "um dia não São dias".

Na quinta-feira seguinte chegou a desilusão: em grandes parangonas, os jornais noticiavam a desclassificação do Agostinho, por doping.

Maldita Ritalina!

Anónimo disse...

Bem, o Benfica também teve o seu vencedor das primeiras etapas da Volta, embora por um período curto de tempo, de seu nome Ilídio do Rosário, um homem oriundo do Alentejo.
Cumprimentos
JPS

Anónimo disse...

Falar de Joaquim Agostinho não é para todos.

Silva.

a.melo disse...

Que saudade daquela pista de ciclismo. Eu ia a todas as provas de pista. A mais empolgante, o estádio vinha abaixo, era a de Perseguição onde a cada volta o último corredor a passar na meta era eliminado.
E as chegadas do Porto-Lisboa?

Anónimo disse...

E o José Calquinhas, lembram-se dele? Já que, este ano, a volta começa em Boticas, podem dar aos ciclistas uma garrafa do delicioso "vinho dos mortos" e um livro de Camilo que bem se movimentava por aquelas serranias.