segunda-feira, 23 de junho de 2014

Crónica do alho porro

Hoje, véspera do dia de S. João, andarei pela Ribeira e pelas Fontaínhas. Não usarei martelinho, mas tenciono comprar um valente alho porro, em memória póstuma da desaparição na selva amazónica de um inglório grupo de bandeirantes milionários, fiéis seguidores da Dona Inércia e com uma sorte idêntica à do banco onde ela aforra. Com toda a tranquilidade, eles colocaram um ponto final no sonho de um país convencido de que isto vai lá apenas com os pés.

16 comentários:

fatima MP disse...

Muito bom … ahahahah!!!

Defreitas disse...

Quando se espera tanto de tão poucos e tão fracos, a desilusão abate-se sobre todo um povo, que, faltando-lhe outros projetos de futuro mergulha no fundo do abismo da insignificância.

Sobretudo quando se associa a grandeza dum povo a uma pratica desportiva.

Porque a suposta habilidade de alguns a driblar não pode substituir a capacidade de empreendimento necessária para alcançar a verdadeira grandeza duma Nação.

Anónimo disse...

Estmos todos com cara de tempo de Quaresma!
antonio pa

Anónimo disse...

E agradou-lhe a "motivação" dos brasileiros? Ontem, o repórter da RTP não conseguiu entrevistar um só português: todos os que tinham camisolas de Portugal eram... brasileiros!

Anónimo disse...

PS
Depois das corridas de Vila Real, pensei que o dia poderia vir a ser perfeito...
antonio pa

Anónimo disse...

Nem mais.
a) Jaime Graça

Anónimo disse...

Não me lembro de uma participação assim tão fraca da Selecção!
Só José Mourinho, um dia, talvez, nos faça ganhar o Mundial. Quanto a Cristinano, um jogador cuja preocupação antes do jogo é como apresentar o seu penteado ao público, com aquele corte e o risco, tipo Zorro,revelou falta de profissionalismo e de prioridade, de "focus". Teve este ano a sua talvez única oportunidade de ser Campeão. Desperdiçou-a. E pior, Messi vai dar que falar ainda e depois não me venham com histórias de que o argentino é melhor. E é!

patricio branco disse...

da inercia é uma mulher genuina, boa na sua profissão, sobria e suficientemente simples para pedir ao ronaldo que lhe explique que conta é aquela, mesmo que saiba isso...se os bandeirantes seguissem o comportamento e o exemplo da da inercia não se perdiam no amazonas, onde nunca deviam ter ido.
espanta me ver um ronaldo que as vezes que teve a bola imediatamente a passou ao companheiro mais proximo, como se a bola o queimasse, fosse uma batata quente, ou que nos 3 remates não tivesse nem força nem pontaria!! melhor não ir ao jogo com o gana...
pois há algo que não percebo: cansaço fisico? mas isso já se saberia antes. falta de motivação mental, psicológica? então porque foram? ó mundial não é que lhes esteja a correr mal, antes parece que foi essa a opção, procurar que lhes corra mal, uma especie de greve de zelo.
que razões e explicações haverá por trás disto tudo? que valores mais altos se levantarão para eles? não vai ser feito nenhum inquerito, não é pratica, mas até mereciam, que coisas se saberiam?
enfim, da inercia pensará o que achar, mas em relação a ela tudo bem, pena os bandeirantes não seguirem o exemplo profissional dela...

Anónimo disse...

Gostei do trocadilho: Dona Inércia/Milionários/Amazónia/Ronaldo. O nosso povo vive de esperanças!...

Rubi disse...

Permita-me: Eça de Queiroz, século XXI!

Jasmim disse...

na mouche!...

Pedro Lemos disse...

Ora, não lamenteis o triste ocaso: Portugal haverá de ser uma das privilegiadas seleções a jogar na 'Arena da Amazônia', palco fadado à redestinação, talvez a cenário das festas do boi, ou, menos provável, mas possível, a campo de pouso para naves espaciais. Olha que honra!

Pedro Lemos disse...

Vai o comentário do estimado @xicosa: "Do fado à dança do vira. Agora é esperar pelo quarto milagre de Fátima, Portugal".

Anónimo disse...

O "anónimo 23 de Junho de 2014 às 12:27" deve ser muito novinho...

Anónimo disse...

A política comanda tudo.
Todas as atividades da comunidade acontecem dentro de contextos políticos.
Não há necessidade de confundir futebol com fátima fado e alienação.
O futebol neste contexto social em que vivemos é a quinta indústria do mundo.
Nós os que gostamos do espetáculo gozamo-lo e queremos que seja o mais encantador possível.
Há que separar as águas como na travessia do mar vermelho.

Saudações desportivas. Guilherme.

Anónimo disse...

A culpa de o país estar tão fraco é do Governo!