quinta-feira, 12 de junho de 2014

Norte-Sul

No dia de hoje, o Centro Norte-Sul, uma instituição do Conselho da Europa, sediada em Lisboa vai para um quarto de século, atribui o Prémio Norte-Sul a duas personalidades eminentes: o filantropo chefe da comunidade ismaelita, príncipe Aga Kahn, com uma obra notável à escala mundial em matéria de ajuda ao desenvolvimento, e a advogada libanesa Suzanne Jabbour, detentora de um impressionante currículo como ativista dos Direitos Humanos e, em especial, da luta contra a Tortura.

A partir de fevereiro de 2013, e pelo período de um ano, tive o gosto de chefiar o Centro Norte-Sul, onde uma pequena mas muito entusiasta equipa, agora dirigida pelo diplomata Frederico Ludovice, desenvolve um dedicado trabalho. É pena que a atividade do Centro Norte-Sul não seja mais conhecida do público. É forçoso constatar que os temas do desenvolvimento, da promoção da cidadania democrática e da educação global são matérias que não mobilizam muito, nos dias de hoje, o interesse mediático. Nem mesmo o facto dos direitos das mulheres e da participação dos jovens na vida cívica, nomeadamente nos países do Magrebe, estarem no eixo das preocupações do Centro Norte-Sul tem conseguido mobilizar mais as atenções para esta instituição.

O dia da entrega do Prémio Norte-Sul é uma data importante para o Centro. Por isso, hoje, àqueles que lá trabalham, deixo um forte e amigo abraço de solidariedade e de estímulo.   

3 comentários:

Anónimo disse...

caro embaixador

por falar em norte sul

que dizer das iniciativas ocidentais de acabar com os terriveis ditadores sadam, kadafi e assad.
so imagino o que seria se se tivesse armado a oposicao siria com uma arminhas mais sofisticadas...

fico a pensar que apesar de todos os defeitos que tera, a russia esteve sempre do lado certo

os ocidentais andam a demasiado tempo de rabo para o ar a beijar as maos das terriveis monarquias do golfo

deixo duas-ou-tres passagens suas

"Ontem, chegou o primeiro visitante oriundo da Síria. Será um sinal de esperança? "

"O rápido termo da violência no país, assente num processo intenso de desarmamento e desmobilização dos combatentes, é a chave para o sucesso da nova Líbia. A Europa, que esteve no centro da ação militar que muito contribuiu para a vitória dos rebeldes líbios, não pode dar-se ao luxo de assistir a que um novo ciclo de violência e morte se suceda a esta aplaudida revolução. A Líbia não deve converter-se no Iraque da Europa."

"A história não volta atrás, mas é hoje muito claro que não são apenas os Estados Unidos quem está a expiar os seus erros passados. A instabilidade acrescida induzida naquela zona do mundo - e que tem, repita-se, a invasão americana do Iraque no seu eixo - é um dado com que todos temos agora de contar, no desenho da nossa segurança coletiva."

pois...

cordialmente


http://internacional.elpais.com/internacional/2014/06/12/actualidad/1402558448_414653.html
http://duas-ou-tres.blogspot.fr/search/label/L%C3%ADbia
http://duas-ou-tres.blogspot.fr/search/label/S%C3%ADria
http://duas-ou-tres.blogspot.fr/search/label/Iraque

Maria João Gonçalves disse...

Boa noite Sr. Embaixador,

O meu filho está a fazer um estágio no Centro Norte Sul, que acabará no próximo mês de Julho. Como disse é uma equipa dinâmica, posso confirmar porque sou uma mãe feliz quando vejo o meu filho regressar todos os dias feliz por trabalhar com esta equipa. Sendo um estágio não remunerado, a equipa do Centro compensa-o com conhecimento, formação e reconhecimento das suas qualidades técnicas e humanas.
Foi através do meu filho que tomei conhecimento do seu blog e gosto muito de o ler.
Com os meus cumprimentos,

Anónimo disse...

E o José Frederico Ludovice é impecável, como profissional e como pessoa.