terça-feira, 13 de maio de 2014

Surpresas

Houve um tempo em que costumava brincar com amigos brasileiros, que nunca tinham vindo a Portugal e que regressavam daqui deslumbrados com a modernidade da "terrinha", bem distante da imagem que a frequência do anedotário lusófobo neles havia instilado.

A esses amigos, eu costumava perguntar: "Então esperavam chegar a Lisboa e ser recebidos no aeroporto por uma velhinha vestida de negro, de bigode, a cantar o fado e a assar sardinhas?"

Depois da "Eurovisão", estou curioso em saber o que esperam eles encontrar no aeroporto de Viena.

5 comentários:

Um Jeito Manso disse...

Na Áustria, sob a capa da beleza imperial, escondem-se muitos freaks, uns mais pacíficos, outros mais para o tarado.

A Conchita deve ser das pacíficas mas tem havido alguns que faz favor. A ela, a freakalhice deu-lhe para a bizarria. Pena que o Putin não aprecie o género mas, enfim, fazer o quê? Não se pode agradar a todos.

:)

Isabel Seixas disse...

Ai não! Ele/ela consegue surpreender , agora sabe bem que não vai ser surpreendida/o, indiscriminadamente tem publicidade assegurada...

opjj disse...

No comment. It's too complicated.

Anónimo disse...

Irão encontrar no aeroporto de Viena um exemplo de país civilizado sem ideias pré concebidas e sem preconceitos.:-)
CL

Anónimo disse...

Toda a gente falou da figura da "drag queen", da barba da senhora de vestido comprido, da figura, do aproveitamento mediático. Só não vi ninguém dizer, no contexto de um Festival em que se apreciam canções e cantores, que Conchita, "whatever that is", cantava efectivamente muito bem. E a canção era boa.