segunda-feira, 26 de maio de 2014

Reflexão

Normalmente, o período de reflexão antecede o sufrágio. Mas isto anda tudo mudado. Estou a refletir agora. Falamos mais logo, está bem?

11 comentários:

Anónimo disse...

Um bom tema para iniciar a reflexão é o facto da coligação que suporta o Governo ter tido menos de 9,5% dos votos dos eleitores recenceados, ou seja menos de 1/10 da população. A culpa é da população. Vamos embora?

Helena Sacadura Cabral disse...

Aconteceu-me o mesmo. Estou finalmente a reflectir...

Anónimo disse...

A França, país que me ensinou a escrever, a gostar de literatura e de artes, incluindo a comida e o vinho, e a apreciar devidamente a democracia e a liberdade está no estado em que está. Que fazer?
João Pedro Garcia

Anónimo disse...

"Nobody said it was easy;
No one ever said it would be this hard".

patricio branco disse...

bons exemplos vêm nos de espanha,

o pp de rajoy não fez declarações que só fará depois da direcção do partido reunir para analisar os decepcionantes resultados das eleições (apesar de as ter ganho).

o sg do psoe rubalcaba anunciou que se retirava do cargo depois do mau resultado e anunciou primarias em julho para escolha do seu sucessor.

na madeira, ajj recusou se a comentar os resultados das eleições (apesar de ter ganho em 9dos 11 concelhos) invocando a elevada abstenção de 2/3 que considerou preocupante e um voto de censura ao sistema partidario existente

Anónimo disse...

O mal está no facto de "os mesmos" serem iguais...

Silva.

Anónimo disse...

do blog "delito de opinião", com a devida vénia:

"Os intelectuais de esquerda de gatas perante a História

por Rui Rocha, em 26.05.14

Há poucas imagens mais poderosas do que essa dos proletários de Paris que, na Revolução de 1830, atiraram contra os relógios da cidade, em momentos próximos no tempo, aparentemente sem qualquer tipo de concertação entre eles. Está ali o essencial da revolução: o poder de pôr os contadores a zero e de saltar directamente para o futuro. Na divisão consensualizada da realidade de acordo com a qual a direita explora e a esquerda muda o mundo (para melhor, entenda-se), a generalidade dos intelectuais sempre teve claro de que lado da fronteira estava o terreno mais fértil para fazer germinar as suas ideias, quando não os seus ideais. Na verdade, falar em intelectual de esquerda tornou-se mesmo um pleonasmo. O intelectual é por definição de esquerda. E, por excepção, de direita. Com uma particularidade muito relevante. O intelectual (o de esquerda), entenda-se, não precisa de ter obra por aí além para que veja reconhecido o estatuto de intelectual. Em rigor, quase lhe basta ser de esquerda para ascender ao areópago dos portadores de ideias com enorme potencial de iluminação dos becos mais recônditos da humanidade. Depois, um livro de quadras bem esgalhado na alvorada da idade adulta, sete proclamações sobre a igualdade e a fraternidade, três participações em jornadas cívicas e a assinatura de doze petições, uma das quais sobre o aquecimento global, serão mais do que suficientes para gozar o estatuto de pleno direito. Já com os raríssimos intelectuais de direita, a situação é diferente. A estes exige-se obra. Obra relevantíssima. Apenas depois lhes será reconhecido o acesso ao degrau da intelectualidade. Apesar de serem de direita. Sendo que o reconhecimento de que um intelectual de direita o é depende sempre da declaração abonatória de um intelectual de esquerda. Uma coisa do género apesar das suas ideias, Vasco Graça Moura deixou-nos uma obra notabilíssima. O intelectual de esquerda distinguir-se-ia assim por trazer de origem as suas ideias de esquerda e de vir equipado com ferramentas de tabelião que lhe permitem certificar, a título excepcional, a natureza intelectual de contadíssimos intelectuais de direita. O problema está em que os intelectuais de esquerda, os únicos genuínos, perderam, em algum momento recente, a capacidade de disparar contra os relógios. De sonhar com a revolução. Ei-los agora, num giro coperniciano, colados ao discurso dos direitos adquiridos. Já não lhes interessa derrubar os muros que nos separam do futuro, reescrevendo-o uma e outra vez. Interessa-lhes apenas perpetuar o presente ou, até, repristinar o passado mais recente. Temo-los assim ajoelhados perante a História, sem outra utilidade que não seja a de passar certificados aos pouquíssimos intelectuais de direita. E perante a História vão nus, ainda que levem um Iphone na mão. "

Alexandre,
sem necessidade de Gurozan !

patricio branco disse...

isto da coligação, só me interessava averiguar na ap, tem o inconveniente (ou o conveniente)de não se poder saber quais os votos de cada um dos parceiros da coligação, pp teria quantos? psd quantos?

Anónimo disse...

Isto para um não-politizado está dificil de reflectir. Mas está a ser interessante.
Pensava eu que era o único que não percebia os programas dos partidos, pois... sessenta e tantos por cento da população devem estar como eu. Será que se tem de empreender as famosas e antigas acções de alfebatização por esse Portugal fora??

EGR disse...

Senhor Embaixador: vitoria do PS sem duvida.
E chega a parecer-me rídiculo que hoje, durante o dia, Rui Machete, Maduro e Aguiar Branco tenham proferido declarações afirmando que a votação da AP siginificou a aprovação da bondade das politicas do governo.
Os senhores ministros devem estar a brincar connosco,e uma vez mais, a fazerem de nós parvos.
Mas estou de acordo que a vitoria do PS foi escassa.

Isabel Seixas disse...

Para quê?...

devíamos ter preservado os neurónios

Está visto que o mais "justo" teria sido o sorteio...

Assim fala o partido da abstenção, soberano legitimo e de maioria absoluta...