sexta-feira, 11 de abril de 2014

Assuntos Europeus

O "Le Monde" sublinha hoje o facto de a França ter tido, nos últimos 12 anos, precisamente 12 titulares da pasta dos Assuntos Europeus, nos seus governos. É, de facto, impressionante, esta rotação intensa, num posto governamental para o qual, curiosamente, se exige uma preparação algo específica. Em princípio.

Em Portugal, a nossa experiência não é tão "rica". Entre a entrada para as Comunidades Europeias, em 1986, e 2001 (15 anos), houve apenas dois titulares (um por cerca de 10 anos e outro por pouco mais de cinco anos). Depois disso, isto é, nos últimos 13 anos, tomaram posse entre nós oito titulares dos Assuntos Europeus. Não é o mesmo "ritmo" da França, mas não deixa de ser um número significativo.

A estrutura que, entre nós, o secretário de Estado dos Assuntos Europeus tutela em prioridade tem-se mantido com uma certa estabilidade, desde 1986. Depois do período da Adesão, começou por chamar-se Direção-Geral das Comunidades Europeias, depois dos Assuntos Comunitários, para agora ser dos Assuntos Europeus. A sua estrutura interna teve algumas variações ao longo destes 28 anos, fruto da evolução da leitura quanto ao modelo de coordenação de certos setores com atuação na área europeia. Porém, o setor dos Assuntos Europeus tem sido, ao longo destes anos, um pilar muito sólido, quer no seio do Ministério dos Negócios Estrangeiros, quer na sua interlocução com as diversas áreas da nossa Administração Pública. No meu caso pessoal, foi um orgulho ter servido nessa casa, em três diferentes cargos de chefia, num período total de quase nove anos.

6 comentários:

Defreitas disse...

Desde Guy Mollet, em 1950, houve mesmo o dobro, Senhor Embaixador ! Incluindo Mitterrand , talvez com títulos diferentes !
Pensei sempre que este posto é uma sinecura reservada a um certo numero de individualidades que se encontram subitamente sem afectação ! Au chômage! Em França, pelo menos.

Anónimo disse...

Em França o lugar de secretário de estado dos assuntos europeus é geralmente um posto de transição que serve para catapultar alguém, casos de Laurent Waucqiez ou Bruno Lemaire. Em Portugal tem-nos havido muito competentes, caso do Embaixador Seixas da Costa e outros francamente desadequados ou que ocupam o cargo por pressōes de lóbis, caso do atual titular.

Anónimo disse...

O actual titular é no entanto o único que é intelectualmente levado a sério na Europa. Talvez imaturo, mas caramba está a agitar águas paradas.

Anónimo disse...

0 actual titular é objecto de gargalhadas por toda a Europa provocando a chicota nos Conselhos de Ministros europeus onde participa.

Anónimo disse...

Será inveja do Bruno Maçães? O que tenho ouvido de quem está dentro da sala é que pela primeira vez temos alguém que domina a discussão e põe toda a gente a discutir as nossas ideias e propostas...

Anónimo disse...

O Maçães? O alemão? O mocho? O ridículo?