quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

União bancária

As coisas complexas são... complexas. Ontem, no intervalo de uma reunião de trabalho numa empresa, um colega estrangeiro trouxe-nos a novidade: já há acordo no "Ecofin" sobre a questão da União bancária, uma das questões mais importantes para a estabilidade económico-financeira europeia. Todos nos congratulámos com o facto, mas eu fiquei com uma dúvida residual. Conhecendo como se constroem os "êxitos" em Bruxelas, e o modo como eles são "vendidos" à imprensa, bem como as divergências que persistiam horas antes, fiquei algo cético e entendi dever esperar para ver.

Num tempo em que todos "somos" economistas, há temas cuja especialização devemos ter a prudência e a serenidade de só abordar quando conhecemos os seus contornos essenciais. Desde há muito que procuro falar e ter opiniões apenas sobre aquilo de que julgo saber alguma coisa - o que, infelizmente, às vezes está um tanto distante daquilo que realmente sei. E isto não é falsa modéstia. "Bitaites" de mesa de café, sobre temáticas técnicas, deixaram, há muito, de ser a minha especialidade. Por isso, por exemplo, falo sempre da "união bancária" com imensa prudência e parcimónia.

Hoje de manhã, no âmbito de uma benévola "conspiração" preocupada de que faço parte, no seio da qual refletimos regularmente sobre questões relativas ao futuro económico do país, alguém que "sabe da poda" sobre a muito especializada questão da "união bancária" explicou-nos que, afinal, tinha sido falso alarme: o "acordo" obtido em Bruxelas fora de mínimos, o essencial ficou por consensualizar e tinha acabado por fazer vencimento a posição da Alemanha. Para não variar.

4 comentários:

Defreitas disse...

Manda quem pode ! Deutschland über alles.

Anónimo disse...

Eu de economia não percebo; mas se amanhã passassemos todos a ser alemães o que é que acontecia? Deixavamos de ter dívida externa? Acumulava-se a nossa dívida externa com a dívida externa alemã ? Continuavamos a pagar como alemães ? E porque é que eu, estando fora do país há cinquenta anos, que nunca pedi qualquer espécie de crédito como português, estou a pagar a externa? Olhem que isto, minhas senhoras e meus senhores, moi-me os miolos!
José Barros

Isabel Seixas disse...

"Benévola "conspiração" "...In FSC

Pois, para alemão é melhor ser insidiosa e pró ação...

Anónimo disse...

A fotografia dá a plena ideia da "construção monetária" da UE !

A Catedral de Barcelona, começada por Gaudi , vai de certeza completar-se primeiro !

Alexandre