terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Público & privado

Do resultado da chamada "10ª avaliação" parece concluir-se que a "troika" ainda insiste em reduções nos salários no setor privado. O governo, ao que se sabe, resiste. O que bem se compreende. O executivo percebeu, aquando da saída para a rua da população portuguesa, em setembro de 2012, por virtude da questão da TSU, que "abrir um guerra" com o país que vive da economia privada tinha um preço muito mais elevado do que concentrar os cortes no setor público, desde os salários às reformas, passando pelo sinónimo espertalhote de desemprego que passou a ser a palavra "requalificação". Por exemplo, mudar os escalões do IRS, introduzindo um fator de maior proporcionalidade e justiça, seria um suicídio político. As eleições vêm aí e tudo quanto afete os servidores públicos, presentes ou passados, até vai bem com a filosofia de quem gere o Estado detestando-o, nele concentrando a culpa da situação que o país vive. Se algumas das medidas que o governo incluiu no orçamento para 2014 vierem a revelar-se inconstitucionais, o pouco escondido plano B será, uma vez mais, o setor público, esse "bombo da festa" tão à mão de semear. É tudo tão evidente...  

6 comentários:

opjj disse...

Ontem entrei no site cga e verifiquei que o valor das pensões e salários públicos no minimo triplicavam em relação aos privados, não seria demais castigar ainda mais estes? Quem provoca tanto ruído são os que mais têm.Há aí uns tantos que só de subsídio de almoço recebem 2 salários mínimos. Isto é justo?
Preocupa-me saber que pensões e salários são pagos com dinheiro emprestado pq os impostos não chegam e por mais que falem, isto não se resolve por decreto.
Sem entendimentos continuamos a chover no molhado.Ninguém quer ser 2º e dá nisto.
Cumprimentos

Anónimo disse...

Portugal não consegue produzir alternativas.

A "elite" dita "intelectual" , não abre mão dos seus privilégios, que existem há décadas e que estão consubstanciados na "Firma CP" (Compadres & Padrinhos) que impede Portugal de trabalhar com objectivos comuns a todas as classes sociais.

A juntar á "Firma" temos tido sempre "consultores" (paises/instituições) conforme a época histórica, para indicarem/imporem os caminhos conforme a época histórica.

A "Firma é sempre a mesma; os padrinhos e compadres é que mudam!

Alexandre


Anónimo disse...

Claro que é evidente! Quem há-de ser o "bombo da festa" senão aqueles que relativamente e dentro da pobreza geral são os privilegiados? (leia-se os que beneficiaram das contínuas benesses dos que as podiam dar sem as pagarem o que, convenhamos, é fácil)
João Vieira

Cunha Ribeiro disse...

"Tudo tão evidente"... Sem dúvida Sr Embaixador.
Mas quem nos governa o que sabe fazer se não pegar na "evidências" e fazer contas com elas... O Estado é autofágico: devora-se a ele próprio.

patricio branco disse...

fazem falta na europa paises pobres com baixos salarios, mão de obra barata, desempregados que trabalhem por quase nada, o escoamento de emigração para paises ao lado que a necessitam mas não a querem da africa, america latina ou alguma ásia, países europeus humildes que sejam alternativas baratinhas à pesada e poderosa, assambarcadora china, para fixar industrias, etc

Anónimo disse...

Estranho estes comentários... Os reformados da CGA são dos que + descontaram para as suas reformas (essa do "intergeracional" é recente)já que não havia fuga possível. Contrariamente aos do privado, que se aproveitaram das regras de cada altura (o melhor salário dos últimos 5, ou 10 anos, etc.), para, quando o faziam, reduzir ao mínimo os descontos e, então e de acordo com o critério vigente, adequar os descontos ao montante da reforma que pretendiam ter. Mas claro que os da CGA é que são os maus da fita e merecem o confisco...