quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O voto de Berlusconi

Graças a Sílvio Berlusconi, a Itália parece ter regressado a um novo ciclo de turbulência. Hoje, num almoço a que assisti, veio à baila esta figura polémica da política europeia. Dois dos convivas, ambos portugueses, contaram um episódio curioso a que haviam assistido.

Um conhecido político português foi, um dia, visitar Berlusconi, que então era primeiro ministro. O encontro decorreu de forma agradável, no ambiente de descontração que o líder italiano tradicionalmente proporcionava aos seus visitantes.

O nosso político, a certo ponto da conversa, fez uma apresentação muito completa e informada sobre a situação europeia e mundial, com grande rigor e brilho expositivo. Berlusconi mostrou-se visivelmente interessado no que ouvia, que seguiu com atenção até ao fim. Nesse instante, não se conteve e disse:

- Tenho pena que o senhor não seja italiano!

Por segundos, o escasso auditório ficou perplexo. Com um sorriso aberto, Berlusconi esclareceu:

- Se o senhor fosse um político italiano, eu e a minha família votaríamos em si, com toda a certeza.

O nosso político terá considerado isso um elogio?

8 comentários:

iseixas disse...

Oh sim, nem mais, um Narcisista de primeira apanha, com sorte achou que o comentário renovaria as atenções sobre Si próprio...Pese embora a simpatia circunstancial.

A pergunta é bem pertinente...

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Uma vez mais [pode mandar-me para qualquer sítio; pior do Portugal com este (des)Governo é difícil...) tenho de confessar que falei com o Berlusconi. A vida de jornalista tem destas coisas...

O homem é (era) bem disposto e quando soube que eu era do Diário de Notícias disse: Ma allora sei brasiliano? Tive de explicar-lhe que era Português.
Ma si parla italiano...

Puxei de todo o meu italianês e disse-lhe que nós éramos militantes do poliglotismo. Não me pareceu muito convencido, mas deu-me uma pequena entrevista...

Se tivesse sido o Mário Zambujal à altura meu chefe, comentaria que o gajo era um bom filh..., ops, malandro.

Anónimo disse...

Seja quem for, de direita ou de esquerda, esse político, no íntimo, considerou um elogio!
Io non sono un santo. Chi è?
E eu desconfio, ainda mais, dos políticos sérios! Será que ele é mais criticado por ser um “pandego” de direita? Até tem muito humor o que confirma boa inteligência! Quanto às trafulhices… é melhor não começar com comparações…
António pa

gherkin disse...


Parabens pelos habituais ºopíparosº como este, com os habituai resultados!
Abraço,
Gilberto

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro P: não publiquei o comentário porque, na realidade, quem contou a história foram dois portugueses integrantes da delegação. Forte abraço.

São disse...

Eu acho que sei quem é,porque já lhe ouvi contar o episódio na televisão.

E, certamente, considerou um elogio, sim, rrrss

Os meus cumprimentos.

Anónimo disse...

Há muitos anos que comecei uma reflexão para compreender como era possivel a Berlusconi ter uma tão longa vida politica.
Bem sei que haverá muita coisa que nunca chegarei a compreender. Mas esta, da sua longividade politica, numa época como a nossa, é por demais incompreensivel!
Já nem sei se esta será a sua última peripécie. O homem levanta-se sempre!
José Barros

patricio branco disse...

é evidente que estava a ser irónico...