segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Amigos

Há dias, li a notícia da recondução de Irina Bukova, como diretora-geral da Unesco, uma amiga de há quase duas décadas, que tive o gosto de voltar a cruzar, várias vezes, em Paris, nos últimos anos.

Depois, li que os socialistas europeus de indicaram o nome do alemão Martin Shultz, atual presidente do Parlamento europeu, para seu candidato a presidente da Comissão Europeia, recordando que ele mantém alguns bons amigos entre nós, entre os quais tenho o gosto de me contar.

É sempre muito agradável ver amigos assumirem posições de relevo. Mas costumo pensar que esse sentimento é ainda mais genuíno quando temos a absoluta certeza de que, no futuro, os nossos interesses não se cruzarão com as funções que eles ocupam. Como agora acontece comigo e com estes amigos. Os quais não servirão para alimentar a "receita" que, para a vida política britânica, deu origem ao celebrado livro do jornalista Jeremy Paxman, "Friends in high places"...

8 comentários:

Anónimo disse...

Boa lembrança, Embaixador. Era um livro muito interessante sobre os lobbyes.

margarida disse...

Na vida só existem duas certezas absolutas.

Anónimo disse...

Entretanto, "num país perto de si":

à sua atenção, no BLOG "Blasfémias".



Alexandre

Anónimo disse...

Os meus amigos sao mais modestos, Senhor Embaixador, mas ao menos posso dizer palavrões a frente deles e contar-lhes anedotas picantes da nossa terra. Os seus amigos, esses, pairam no Olimpo, mas nos aqui assentamos pé no Golungo.

a) Feliciano da Mata, observador político, analista dos editoriais do "Jornal de Angola", futungologista.

Defreitas disse...

Existem caminhos que se podem percorrer solitário, mas o da vida certamente que não. Ter verdadeiros amigos com os quais trocar pontos de vista, falar dos seus projectos é primordial, porque nenhum detém a verdade e é preciso, sem cessar, confrontar as suas opiniões.

Encontrar, criar, um amigo é demasiado importante par nos fiarmos ao acaso, " à la chance" ! Portanto é bem isso que se passa geralmente. A maioria dos nossos amigos veio ao acaso das circunstâncias. E creio que é um erro e os amigos deviam ser cuidadosamente escolhidos!

Os seres humanos são bibliotecas ambulantes. A nossa volta, há pessoas que sabem muitas coisas que ignoramos e pensam diferentemente. O meio de aceder a todas estas informações é de explorar o seu pensamento. Estamos rodeados de seres que estão prontos a esclarecer-nos. Por isso gosto de debater. A crítica é o que existe de mais interessante na amizade, mas é o que é mais difícil de aceitar.

Há uma linha que se deve respeitar na amizade: é a partilha dos valores. E por vezes é ai que se situa a linha de fractura, porque mesmo em nome da amizade, e qualquer que seja o contexto, é importante de não aceitar coisas que vão contra os nossos valores.

E na politica, os valores são frequentemente a geometria variável, Sr. Embaixador. Depende dos Homens.

Anónimo disse...

Já ouvi dizer: um verdadeiro amigo não se explica, acontece. O resto são oportunidades.

Anónimo disse...

Concordo profundamente com a
Margarida.

Guilherme.

Anónimo disse...

Caro Feliciano da Mata

Essa alegada possibilidade de "dizer palavrões" excitou a minha velha amiga, a 'velha senhora':

com isso dos palavrões
meu bom f'liciano da mata
podemos ambas as dois*
trocando de opiniões
chegar já a concordata:
tratar mal quem tão mal trata
as nossas grandes nações
o golungo e a pátria ingrata
correr com estes c......
à asneirada e à chibata


*
recuso machos plurais
sou feminista fanática
sendo elas e eles iguais
corrijo sempre a gramática