quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A França, a Rússia e a Síria

Fui procurar à net e encontrei um artigo que, há pouco mais de um ano, o antigo primeiro-ministro conservador francês, François Fillon, havia escrito no "Le Figaro", denunciando a política externa do presidente Hollande. Na altura, tomei nota do que ele dissera sobre uma conversa havida com Vladimir Putin (em França, escrevem "Poutine", porque, sem o "e", a palavra, lida "à francesa", teria uma sonoridade estranha), a propósito da crise síria.

De acordo com o relato de Fillon, Putin "teme um contágio fundamentalista ao conjunto da região, da qual a Rússia está mais próxima e mais dependente do que a Europa e a América. Ele sabe que os americanos abandonarão em breve o Afeganistão, que se pode voltar a converter num santuário terrorista às portas da Rússia. Ele constata que a intervenção americana no Iraque redundou num caos por muito tempo. Teme o recuo do Egito nas mãos dos fundamentalistas. Não quer juntar a Síria à lista dos lugares dos santuários de desestabilização das suas fronteiras a sul".

Nesse artigo, Fillon dizia que "recusava" os argumentos avançados pelo líder russo para justificar a sua oposição a uma mudança do regime em Damasco, embora os considerasse "não desprezáveis". Ao ler o que Fillon ontem afirmou sobre uma possível intervenção militar na Síria, fico com a ideia de que as palavras de Putin ainda lhe estarão na memória.

12 comentários:

Anónimo disse...

Isto com os fundamentalistas a trolha e melhor, Senhor Embaixador, que o petróleo assim sabe e a malta ca do Golungo pode comprar mais umas empresas no Puto a essa rapaziada que anda a libertar os portugueses do Estado, do dinheiro, do patrimonio, das empresas e do mais que eles encontrarem para libertar. O mundo esta bem feito e a justiça acaba por fazer-se pela mão invisível, que e estarem todos mortos a cada vez menos longo prazo. Eu tenho reflectido muito e gosto muito do senhor Aieque...

a) Feliciano da Mata, filosofo da Historia

Anónimo disse...

O petróleo nao sabe, mas sobe! Eheheh

a) Feliciano da Mata, corretor da Bolsa e da Ortografia

Pedro disse...

O embaraço francês com a pronúncia do nome do presidente russo fez-me lembrar do caso Tomaso Buscetta, dito "Busqueta" pelos âncoras brasileiros.

patricio branco disse...

se alem do "e" tambem escrevessem sem o "o" o nome do pm russo ficava, como diz,"estranho" e mais ainda em francês, coisas das linguas
bem, os argumentos russos ditos por fillon são válidos, mas o seu contrario tambem.
entretanto a turquia terá outros argumentos e os eua querem é proteger israel, etc
melhor seria deixá los resolver o problema entre eles, os sirios, desde que não extravase para fora do país, como ontem disse um comentador conhecedor dos assuntos árabes.

Joaquim De Freitas disse...

O antigo "colaborador" de Sarkozy nunca foi um "as" da politica estrangeira.. nem do resto! Teve uma ministra da Defesa Nacional no seu governo, que foi passar férias na Tunisia, num aviao dum amigo do ditador tunisino, no momento em que o povo da Tunisia se revoltava! Como "faro" politico é de notar!

Se Fillon quizesse "marcar" pontos no caso da Siria, para estrear a sua "rentrée" politica, bastava que dissesse alto e forte o que nao importa quem de sensato devia dizer:
1°- A utilizaçao de armas quimicas nao torna uma guerra punitiva legal. Nem a Carta das Naçoes Unidas nem a Constituiçao americana nao o prevêm.

2°- Os EUA possuem e utilizam armas que a legislaçao internacional condena: fosforo branco, bombas a fragmentaçao, e uranio pobre.

Matar pessoas , numa guerra punitiva contra um regime abjecto, certo, para lhe evitar de morrer assassinadas por outro tipo de armas procede dum desarranjo mental daqueles que nela pensam.

3°- Se a guerra se intensificava na Siria, ela poderia estender-se à regiao, mesmo ao mundo, e as consequências poderiam escapar a todo controlo.
A Siria, o Libano, o Irao, Israel, a Russia, a China, os EUA, os estados do Golfo, os estados da NATO ! Seria este o conflito que esperamos ou que desejamos?

5°- Na Siria, os dois campos utilizam armas terriveis, cometem atrocidades terriveis.
Se os EUA se colocam no lado da oposiçao, os crimes cometidos por esta serao imputados aos EUA.

Na Asia ocidental, a maioria das pessoas detestam Al Qaïda, assim como os outros terroristas.

Os EUA também sao detestados com os seus avioes teleguiados, os seus misseis, as suas bases, os seus voos nocturnos, as suas mentiras, a sua hipocrisia. Imaginemos a que degrau de odio se chegaria se os EU emparceiravam com Al Qaïda para derrubar Assad, para o substituir por outro inferno do tipo iraquiano?

Enfim, a oposiçao siria nao intende implementar a democracia, nem receber ordens dos EUA.
Nao seria a primeira vez que os EUA armam e financiam os inimigos da democracia. Raramente, a intervençao americana em paises destabilizados trouxe no fim uma nova naçao reconsruida e democrata.

Mas, enfim, gostaria de saber, antes de apoiar no gatilho, se as tais armas quimicas nao sao, uma vez mais, "bidon", como as AMD de Hussein.

No final, creio que Obama "keeps cool" e serà a nossa salvaçao. Claro que em frente, "os outros" nao sao meninos de côro . E ele sabe-o.

Anónimo disse...

Olha lá, Feliciano, tu que agora andas por boas Zon's, que a sabes toda, fazias-me o favor de comprar o último número da "Forbes"? Talvez a encontres naquela tabacaria da Maianga onde, em tempos idos, íamos pelo "Jornal de Angola", pelo "Sputnik" e pelo boletim da OMA. É que cá pela Europa esgotou-se e, desde há três dias, desapareceu (vá lá saber-se porquê) dos escaparates do Continente.
Um abraço do Ronaldo Azenha (já regressado a Pont-de-Sèvres, que há que ganhar o carcanhol. Isto por aqui a gente não se alimenta a petróleo, caperroto e muzongué. Saudades à senhora engenheira)

Anónimo disse...

O Ronaldo isso são invejas o Hayek e o Friedmann eo Al Capone achavam que só os brancos e que podiam entrar nos bandos de Chicago mas isto depois do outro ter um deram mudou muito. Informa-te, rapaz, le. Um abraço do teu Feliciano

Helena Sacadura Cabral disse...

Ó Feliciano desse Aieque é que eu gosto. Do outro nem tanto, porque sabe demais e isso hoje é um mal!

Anónimo disse...

Mau, eu quis dizer um dream e puseram um deram... Abaixo o Acordo Ortográfico!

a) Felciano da Matta

Pedro disse...

A minha teoria, ingênua, é outra: restando provado que o ataque com armas químicas não partiu do governo sírio, os 'aliados' teriam de admitir, ou ao menos considerar, que os rebeldes, e, pior, seus colaboradores, as têm. Só esse foco já é assaz inconveniente: imagine uma realidade dessas.

Daí a pressa dos 'aliados' em atacar a Síria antes mesmo que a ONU conclua a investigação.

Eis meu parecer. No qual não aposto um centavo.

Anónimo disse...

Fillon esteve ontem no noticiário da TV 5 Monde (fim da tarde) , onde afirmou ser contra a intervenção da França na Siria.


Alexandre

Anónimo disse...

Mas chamo a atençao de que o Poutine é mesmo un (ou aliàs une) Putin! Esta é a minha simpatia por este homem de Estado e que ele me perdoe...
José Barros