segunda-feira, 29 de julho de 2013

União nacional

Vi por aí algumas vozes de esquerda indignadas com o apelo feito pelo primeiro-ministro para uma "união nacional", esquecendo a conotação fascistóide da expressão com o partido único salazarento. A verdade é que o tempo vilarealense do dr. Passos Coelho o poupou à "União Nacional" do sr. Grilo e às delícias jornalístas da sua "Ordem Nova".
 
A mim, confesso, espanta-me bastante mais que a direita não se tenha crispado pelo facto do chefe do governo ter ousado ecoar o apelo de Luíz Carlos Prestes, o lendário chefe dos comunistas brasileiros.

16 comentários:

Anónimo disse...

Você e os seus arquivos implacáveis

CSC

Anónimo disse...

Atenção! "União Nacional" também os comunistas brasileiros a usaram?
Ah, não sabia. Então está tudo empatado, ninguém ganhou!
Cumprimentos,

Anónimo disse...

União Nacional dos Estudantes, União Nacional para a Independência Total de Angola.
União Nacional, só, tout court, remete para Nação (com maiúscula, remete para Salazar, para Pétain, para fascismo.
O PM preocupou-se em frisar que não estava a falar de "unidade nacional".
De facto, são conceitos, diferentes.
Ela lá (não) sabe.

Anónimo disse...

vilarealense - não
vilaRRealense - sim


se junta as palavras, tem de "dobrar" a consoante

Joaquim De Freitas disse...

Nunca vi um partido politico propôr a uniao quando tem força bastante para governar sozinho! O que quer dizer que as qualidades que atribui aos politicos dos outros partidos para eventualmente governar com eles, sao a geometria variàvel.E por isso mesmo a "uniao" nunca funciona!

Anónimo disse...

Seja qual for o regime, se nos convém, diz-se bem, se não, diz-se mal. Pelos comentários a posts anteriores, o regime de partidos não convém aos comentadores...
Quanto a PPC, quer gerir o País como se tratasse de uma chafarica de vão de escada. E parece-me também que, com a sua gestão, a chafarica não durava muito!
Essa coisa de irem definir o que o Estado deve fazer e quem não for adequado vai ter de se arranjar por outro lado, tudo tratado dentro dos partidinhos, estamos mesmo a ver o que vai acontecer... Ele aí está!...

patricio branco disse...

a cada um, a sua união nacional...

Anónimo disse...

A conotação de União Nacional não é a mesma em Portugal e no Brasil! Não sejamos primários, igualitarizando. Assim se baralham as pessoas, mesmo com humor.

Anónimo disse...

Isto com "Uniões Nacionais" parece-me que já não vai lá. É como nos casamentos... mais vale uma boa desunião para remediar o caso a terminar. Faça-se tudo de novo sem se olhar para trás.

Anónimo disse...

Tem razão o homónimo das 18.59. Não se recorda o Senhor Embaixador de ter estudado com o Professor Eduardo Prado Coelho os conceitos de "conotação" e "denotação"?

a) Feliciano da Mata, semiólogo e semiótico do Golungo

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Feliciano: vejo que você hesita ainda entre a francófona semiologia do Saussure e a semiótica transatlântica. Você também alinhava lá pela António Maria Cardoso? Isto vai confundir muita gente...

EGR disse...

Senhor Embaixador: Já vai sendo quase uma rotina sublinhar a pontaria certeira que V. Exa tem.
Mas quanto ao PM parece-me que as suas afirmações resultam dum misto de deficiente domínio do significado das palavras com algo que lhe dever estar alojado no seu intimo e, de vez em quando, vem a superfície.

Anónimo disse...

O Anónimo das 18h59m era mais dado a frequentar a Morais, que ficava por baixo, no Largo do Picadeiro, onde agora existe um restaurante. Em cima, no Centro Nacional de Cultura,na António Maria Cardoso, algumas vezes me cruzei com o Sr. Embaixador, mas não em nenhum curso. Não me vêm daí a conotação, a denotação, o Saussure, o Lacan, o Greimas, etc., etc.

Anónimo disse...

Na diacronia e na sincronia dos nossos destinos das últimas quatro décadas o Prof. Eduardo Prado Coelho teve o seu espaço. Mais teria se as suas deambulações não o "conotassem" como um: "Maria vai com as outras...". Foi meu professor, amigo, e, por tempos camarada... Ele não gostava lá muito do Barthes, nem até do Saussure, mas tinha que conviver com as modas... Ele, Prado Coelho, era mais um homem do "devir", da história e da continuidade diacrónica... Para bom entendedor, o que acontece agora com o CDS/PP; ora mais CDS, ora mais PP!

Alcipe disse...

Era só o que me faltava ouvir, que o Eduardo Prado Coelho não gostava do Barthes! Pois, e o Marcello Caetano era um democrata, o cardeal Cerejeira um teólogo da libertação e o anónimo das 14.40 um homem da continuidade diacrónica (como será uma continuidade sincrónica?)...

Anónimo disse...

Como já escrevi aqui existiram apenas dois democratas pós 25 de Abril, Sá Carneiro e Salgado Zenha, o "resto" salvo alguns fogos "fátuos" de ocasião, aceitariam uma "união nacional" , de esqquerda ou direita ao bom estilo do século XX.

Actualmente existem "máquinas falantes".

Alexandre