segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Vieira

Nós somos o que fazemos. O que não se faz não existe. Portanto, só existimos nos dias em que fazemos. Nos dias em que não fazemos, apenas duramos.

Padre António Vieira

11 comentários:

patricio branco disse...

vi esse quadro há tempos talvez no ano passado não sei se no 2 ou 3 coisas se noutro blogue.
o dito do padre antonio vieira é sábio e bom ter sido transcrito.
p pe antónio vieira não foi só um teólogo, pregador, historiador, defensor dos indios do brasil, filósofo politico, teve tambem importantissimo papel como embaixador enviado de d. joão iv à santa sé e outros estados europeus depois da restauração. Haverá alguma boa obra sobre o p a v embaixador e suas missões.
sábia maxima esta dele, dá que pensar pela verdade que contem. quando nada fazemos, só duramos, tempo perdido portanto.

Anónimo disse...

caro patricio branco

com o seu comentário e eu com este meu, damos toda a razão a vieira: não dizemos nem fazemos nada, duramos. QED.

a) franquelino da motta

Helena Sacadura Cabral disse...

Ai! Meu amigo e há uns que não fazem nada e duram uma eternidade.
Se o Padre António Vieira voltasse, teria que discursar aos tubarões...

Helena Sacadura Cabral disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

A Arte de Furtar teria sido escrita por António Vieira, que estava convencido que havia recurso, para alertar o rei sobre os roubos à coroa e a Portugal. Com a Republica a inaugurar uma nova era, estas obras deveriam perder atualidade. Uma ova! Nem com o 25 de Abril!
Também os seus sermōes se podem repetir. Transcrevo (e subscrevo) aqui um extrato do "bom Ladrão ":
"O ladrão que furta para comer, não vai nem leva ao inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões de maior calibre e de mais alta esfera; os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento distingue muito bem São Basílio Magno. Não só são ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas, ou espreitam os que se vão banhar para lhes colher a roupa; os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com mancha, já com forças roubam cidades e reinos: os outros furtam debaixo do seu risco, estes sem temor nem perigo: os outros se furtam, são enforcados, estes furtam e enforcam". Padre António Vieira.
José Barros

Cunha Ribeiro disse...


"Somos o que fazemos" - profunda verdade da nossa vida (que é existência). Mas há quem seja "o que não faz, ou o que desfaz..."

Anónimo disse...

Patrício Branco dixit!

Anónimo disse...

Também há quem diga:
Ai que prazer não cumprir um dever… (provavelmente de forma irónica)
Ou (sem ironia):
20 years from now you will be more disappointed by the things that you didn`t do than by the ones you did do!
Apetece perguntar, se na “praia” “só” “duramos”, porque será que costumamos dizer que “durou” tão pouco, quando temos que “fazer”?…teremos tendência para não “existir”, ou subconscientemente sabemos que vamos ficar desapontados?

Angie disse...



muito admiro os textos do padre António Vieira
escreve-se que a Inquisição vigiava-o de perto, então mais coragem tinha de ter

EGR disse...

Senhor Embaixador: suponho que o post de hoje,atenta a data, tem um siginificado particular.
Creio bem que a ultima frase não será aplicavel a sua pessoa.

Helena Oneto disse...

Fazendo bem o balanço, e sem qualquer espécie de modestia, chego à conclusão que existo muito mais do que duro:)!