sábado, 22 de dezembro de 2012

Continuação...

Nos apertos, é sempre muito cómodo haver soluções fáceis, à mão de semear. 

Neste caso, uma vez mais e para não variar, elas saem desse cordeiro eterno para todas as missas - os funcionários públicos. Ou, como se diz na minha terra, nesta época, "continuação"...

Como se vê aqui e aqui.

14 comentários:

Anónimo disse...

Inqualificável e repulsivo. Até quando, esta gente incapaz continuará no poder?
Biscaia

Anónimo disse...

... E para não variar mesmo! É a solução mais fácil, mas também a menos inteligente porque basta dar uma volta nas superfícies comerciais para constatar o quanto o corte dos rendimentos dos funcionários públicos tem reflexo na redução exponencial das vendas.

Isabel BP

Anónimo disse...


Cara Isabel BP

Eu que nunca fui , não sou nem alguma vez tive funcionários públicos na família , nem a montante nem a juzante , sou agora "apanhado" pelos cortes nas pensões dos privados e tenho 2 dos 3 filhos já quarentões meio "entalados" na vida profissional , gostaria muito de saber se o resto do país (a grande maioria das pessoas , a que fica vai não volta desempregada)não consome em espaços comerciais ou outros .

É que assim como está é um comentário que se vira contra .
"Faut faire attention à ce qu'on dit...".

RMG

Anónimo disse...

Caro RMG,

Claro que não são apenas os funcionários públicos a consumir nos espaços comerciais ou outros, mas tendo em conta que estão concentrados nos centros urbanos acaba por se reflectir mais nas vendas (e, consequentemente, na economia!)

Senti no seu comentário que dá graças a Deus por não ter funcionários públicos na família "nem a montante nem a juzante"... Olhe que, infelizmente, temos a fama mas não temos o proveito.

Quanto a mim, nem sei se vou ter direito a "pensão" quanto mais a corte na mesma... Já leva vantagem!!!

Isabel BP

patricio branco disse...

levado às ultimas consequencias, e o caminho aponta para lá, os funcionários publicos no activo ou aposentados ficarão um dia com abonos zero e o governo sem nada mais onde cortar, porque a lei do equilibrio ou vasos comunicantes aqui não funciona, quanto mais tiram dum lado, menos vem do outro, etc.

São disse...

Como compreendo que não pode (dado o cargo que desempenha)publicar o que eu penso do presente Governo , abstenho-me de comentar.

Limito-me assim , já que era o objectivo principal da minha vinda, a desejar-lhe e aos seus um Natal com paz e amor e um 2013 que não seja tão mau como aquele que nos preparam!

Helena Sacadura Cabral disse...

Pois eu ando tão indignada, que já me não calo. Talvez devesse. Mas não consigo. Estou cansada de tanta azelhice.
Julguei que tinha ficado farta com certos governos socialistas. Faltava-me esta experiência...

Anónimo disse...


Cara Isabel BP

Está muito enganada , muito mesmo.
Lamento profundamente não ter FPs na família nem eu próprio ter sido FP , foi mesmo um erro nas opções.
Eu pelo menos não teria tido que recomeçar a vida do zero aos 55 anos só para ter um vencimento qualquer ao fim do mês , é uma altura da vida que já não apetece nada recomeçar seja o que fôr ...

Claro que já levo vantagem porque sou já suficientemente velho para estar reformado , parece óbvio .
Em compensação já não tenho idade nem para mudar de vida nem para emigrar , aí é a minha cara que leva vantagem .

Vejo que não se deu conta que tenho 3 filhos que provávelmente ainda irão ter menos pensão que V., pormenor de sómenos para si , esse é o meu problema e não o seu , como é evidente cada um olha para o seu umbigo .

Quanto à economia ... deve ser mesmo a única coisa de que percebo (macro, micro e assim-assim).
Mas não é bem do comércio que ela vive , é da produção , o comércio de bens "Made in China ou algures" o que é que nos adianta ?
E a produção não está lá nem vai estar , o mundo mudou e nós ficámos todos a olhar aqui na Europa (e em parte nos EUA) , todos numa de talvez não seja assim tão mau , o habitual .

Muito agradeço a atenção que me deu

RMG

P.S.Toda a gente está concentrada nos centros urbanos portanto não estou bem a ver onde quis chegar.




Anónimo disse...


A propósito de uma conversa tida hoje aqui .

Disclaimer : "Estou totalmente de acordo com o post de hoje e em nenhum sítio disse o contrário" .

Mas como sabe o nosso anfitrião melhor que eu porque luta diariamente por isso em terras de França (e não só) , há todo um enorme esforço a fazer em Portugal para sairmos deste buracão e que passa em muito (quase tudo) pelo aumento das exportações e pela substituição de importações .
Sem isso não vai haver dinheiro para nada , o resto é conversa de quem só quer ír sobrevivendo ano após ano .

Assim só venho aqui lembrar vai não volta que não são só os FPs que sofrem cortes .
Há umas centenas de milhares de outras pessoas que já os sofreram (e de que maneira !) por virtude de crises variadas e erros sem fim .
Cortes totais e definitivos em muitos casos porque metade dos empregos entretanto perdidos na Europa dificilmente serão recuperados .

Como ocupei funções de gestão ao longo da vida em várias empresas sei como é difícil “descobrir” todos os meses o dinheiro necessário para pagar aos trabalhadores , aos fornecedores , à Segurança Social e às Finanças e continuar a dormir de boa consciência.

Eu sei que há uma grande maioria de comentadores aqui mais ligados à Administração Pública que ao sector privado e portanto com outra visão das coisas , nem melhor nem pior , diferente e complementar .

E se tenho participado é porque acho que temos a aprender uns com os outros .
Assim nos ouvíssemos (neste caso lêssemos) .

RMG

Anónimo disse...

Caro RMG,

Acredite que respeito, e muito tudo, o que refere – recomeçar a "vida do zero" aos 55 anos e a situação dos seus filhos.

Tenho, certamente, mais ou menos a idade deles e penso que ser funcionário público também não dá garantia e segurança a ninguém nos tempos que correm. No entanto, tornou-se "moda" os funcionários públicos serem o "bode expiatório" da crise quando foram dadas tantas benesses a uma boa parte do sector privado.

Claro que nem "toda a gente está concentrada nos centros urbanos", mas, obviamente, a maioria dos funcionários públicos estão dado que os ministérios estão aí sedeados... Os meus comentários dirigiam-se apenas a estes por causa dos cortes salariais.

Concordo que mal vai a economia de um país que sobreviva apenas do comércio… No entanto, no dia-a-dia, é aquilo que se constata com mais facilidade – espaços comerciais vazios, prateleiras cheias de artigos e promoções a 50% e 60% numa época dita alta para os lojistas.

Desejo-lhe um Bom Ano de 2013,

Isabel BP

P.S. Também já não tenho idade suficiente para emigrar e também já não tenho idade suficiente que me permita ter uma reforma a condizer com os meus descontos...

Anónimo disse...


Cara Isabel BP

Muito agradeço as suas palavras .
É relativamente raro nestes "espaços" as pessoas chegarem a consensos , estribam-se de onde partiram e dali não saem .
Ou então não voltam a aparecer .

Nunca me queixei nem me queixo , tomei as opções que tomei com a melhor informação que tinha à época (e a "época" era 1971...).
Hoje posso dizer assim a modos de palpite que antes tivessem sido outras mas não o sinto deveras : na altura foram as que pareciam melhores e porventura eram .
A vida dá muitas voltas , só isso .
A minha não foi excepção , antes pelo contrário .

Não sei bem que benesses terão sido dadas no sector privado em geral , há por aí muita generalização "no ar" , as generalizações são sempre perigosas porque mostram a árvore e depois não vemos a floresta .
Nos meios de comunicação social só se fala de tudo o que dá nas vistas e , como bem sabe , isso é injusto para a enorme maioria .
Como a maior parte dos meus amigos são funcionários públicos (reformados , claro está) bem sei que muito do que se diz do "outro lado" também é atoarda .

Um excelente Ano de 2013 para si

RMG

P.S. - Quando falei em "toda a gente" referia-me aos FPs mas também aos outros todos que o não são , com isto querendo dizer que os efeitos sobre o comércio vêem dos dois lados como sempre vieram .
Mas as lojas estão vazias decerto por isso mas não só , em épocas como esta de instabilidade global as pessoas retraem-se normalmente , é dos livros , o mesmo se passa noutras latitudes.

Anónimo disse...

O problema da administração pública são “as primas e os primos” que os políticos, há décadas, andam lá a meter e continuam.
Experimentem perguntar qual é a história de um qualquer funcionário novo! Seja na administração pública e então, em empresas públicas, vão encontrar árvores genealógicas interessantíssimas.
São instruídos, pelos “padrinhos”, de que os serviços devem ser geridos por objetivos e para os resultados para satisfação dos “clientes”. Como se o Povo não fosse o patrão!
Os funcionários mais antigos? Esses coitados, não percebem nada de investigação operacional!
Com esta inversão, propositada ou de pura ignorância (por isso também atrevida), chegam à conclusão que os patrões são eles e, portanto, os objetivos são os que lhes convêm e os prejuízos nem imaginam que os há. Até recebem tão pouco para a grande trabalheira que têm!
Penso que, grosso modo, com metade da gente, se faria o mesmo trabalho.
Como sou funcionário público, dos velhos, percebem que tenho que ter algum recato, porque já não tenho paciência para “chatices”.
Já agora aproveito para desejar muito boas festas e bom Ano Novo!

Anónimo disse...

O maior acto de empreendedorismo de que são capazes os portugueses é abrir uma conta na Suíça ou, para os ainda mais empreendedores, nas Ilhas Caimão...

Emigrem, como eu fiz, e deixem-se dessa inutilidade de servir o Estado, que a gente está neste mundo para tratar da vidinha e o resto são conversas. Bom Natal!

a) Feliciano da Mata, emigrante de sucesso, Golungo Alto

Anónimo disse...

Isto vai do "approach" que está errado desde o início. Não se podem impor sacrifícios sem stick and carrot ao mesmo tempo. Recordo-me, com alguma saudade, de Soares PM vir à televisão a explicar porque tínhamos que apertar o cinto. É que aqui não se explica. É só apertar. E há um problema real de liderança, com uma sociedade civil frágil à mistura. A História fará ressuscitar em breve heróis acossados ainda há pouco menos de dois anos.