segunda-feira, 10 de setembro de 2012

... encore un effort!

Não era bem uma livraria, era uma daquelas lojas de terra pequena, onde se vende tudo, desde lotaria a jornais, de tabaco a coisas de papelaria. E até livros. Foi ontem à tarde, em Tarascon (exatamente!, a terra do Tartarin que Daudet colocou a caçar leões no Norte de África). O título do livro de Sade (não, não é a cantora, é o marquês) chamou a minha atenção. Sinal dos tempos?

Num impulso súbito, embora soubesse que, em qualquer estante, em qualquer sítio, tenho um exemplar, tive a tentação de comprar o "Français, encore un effort...". Mas logo cheguei a uma conclusão: se achamos quase natural que alguns pareçam ter elegido Sade como seu clássico, então, definitivamente, só merecemos Sacher-Masoch.

12 comentários:

Teófilo M. disse...

Elegante, como sempre.

Teo Dias disse...

por favor, senhor Embaixador!

todas as referências aos autores, menos a esse que tanto me fez sofrer em Francês, na colectânea do quinto ano.
o das cartas do moínho (já nem me lembro se era a água ou a vento, felizmente) ... nem ele nem o filho de tão triste memória

Teo Dias disse...

por favor, senhor Embaixador!

todas as referências aos autores, menos a esse que tanto me fez sofrer em Francês, na colectânea do quinto ano.
o das cartas do moínho (já nem me lembro se era a água ou a vento, felizmente) ... nem ele nem o filho de tão triste memória

Anónimo disse...

Se o fez sofrer, era um bom autor!

a) Sade

patricio branco disse...

sade tem direito a figurar na bibliotheque pleiade de acordo com os donos da colecção.
mas terá mesmo as qualidades para lá figurar? na minha opinião não tem.
na verdade não o consiguiria ler, para alem de ter folheado e espreitado alguma vez os seus livros.
mas talvez o defeito seja meu.

patricio branco disse...

quanto a daudet, é um bom escritor e até tenho, e leio-o com prazer, um dos volumes da pleiade com as suas obras. Não os 4, basta um.

Helena Sacadura Cabral disse...

Mas, Senhor Embaixador, de Masoch's anda o mundo cheio.
Não será com os tradicionais objectos de "gostosa tortura", mas com ferramentas mais originais e que não dão qualquer prazer. As quais impõem a qualquer de nós...mesmo que não apreciemos o género. É a democracia do sofrimento!

Anónimo disse...

A Europa está de apetite!

a) Sacher Masoch

Anónimo disse...

Democracia do sofrimento!

Raras vezes uma situação tão crítica foi definida de uma forma tão eloquente...

De qualquer forma o livro - que o Hollande recentemente se tornou co-autor - deveria ser, pela primeira vez neste milénio, ter como sujeito o "alemão".

Nuno 361111

Helena Oneto disse...

(...) "definitivamente!?, só merecemos?! Sacher-Masoch"!?, credo, meu caro Embaixador!

Eu, como Venus, cito:
“The struggle of the spirit against the senses is the gospel of modern man. I do not wish to have any part in it.” Leopold von Sacher-Masoch in (Venus in Furs)

Anónimo disse...

Eufemismos, eufemismos... quando o masoquismo é outro...

Isabel Seixas disse...

Na,nem pensar ...Pelo contrário
Sade e Sacher-Masoch estão é abesbílicos com a refinaria velada das suas perversões disfarçadas e insidiosamente plagiadas com requintes de malvadez...

Que o digam os segmentos de população vulneráveis, por exemplo, a quem ensinaram o direito à saúde e o dever de a promover e lhe infligem listas de espera para consultas de especialidade de seis a nove meses além das taxas moderadoras que de moderadoras já têm pouco ou nada.

Isto falando numa conta de um longo rosário...