sábado, 7 de julho de 2012

Tanto mar?

Leio no "Expresso" de hoje:

"Pedro Adão e Silva e João Catarino lançaram o livro "Tanto Mar", que partiu de um conjunto de textos publicados no Expresso".

Vou ler este livro com atenção, até porque, sei lá bem porquê!, o título diz-me, de forma interrogativa, qualquer coisa:



22 comentários:

margarida disse...

...e um exemplarzito autografado, arranja-se?

Anónimo disse...

Vossa Excelência poderia solicitar à Sociedade Portuguesa de Autores um parecer, mas o ponto de interrogação muda tudo, pelo que se não pode dizer que o título seja o mesmo.

a) Feliciano da Mata, autor virtual

margarida disse...

Oops... ;as leituras vertiginosas produzem comentários infelizes.
Mas a ideia permanece.
Nem que seja para as calendas... :)

Anónimo disse...

Sr. Embaixador não faça muito chinfrim...senão, vocês todos vão ter que pagar direitos de autor ao Chico Buarque, né?

Isabel Seixas disse...

Depois também os plágios criativos são sempre uma homenagem de consideração ao primeiro autor e ao Colombo...

Agora tenho uma fezada que mais vendável é o ponto de admiração ou as reticências, mas vale o que vale.

Estou com a Maggie.
(Oh Margarida, como são as coisas, eu achei o seu comentário tão feliz mas tanto mar sempre me deu sindromes vertiginosos)

Helena Sacadura Cabral disse...

Senhor Embaixador
Isso hoje é comum. Tenho no mercado, há mais de cinco anos, um livro "A MINHA COZINHA" editado pela Oficina do Livro, agora do Grupo Leya. Pois este Grupo editou, no Natal, outro com o mesmo nome, da autoria da Clara de Sousa. No site da editora estão ambos e embora eu reclamasse junto do Director Geral, João Amaral, até agora nada foi feito e há reedições.
Se não fosse amiga da Clara já os teria processado. Assim...

Isabel Seixas disse...

Por cá as calendas são mais dia de são nunca á tarde...

Isabel Seixas disse...

Por falar em criatividade não tardarão os auspiciosos inteligentes e profetas da desgraça de que o Sr. fala obejetiva e subjetivamente, por associação de ideias, a passar para o papel:

Tanta terra
Tanta terra?
Tanta terra...
Tanta terra!
Tanta terra,
Tanta terra;
Tanta terra.

Irra, ainda bem que é pelas capitais, senão por aqueles motivos de força maior ainda nos veriamos obrigados por protocolo a ir á apresentação...

Oh, tenho mas é saudades da minha Velha Amiga.
Será que fez algum AVC
(Afogamento por ser Virtuosa e Casta).

domingos disse...

Não sei se há plágios ou não porque, na verdade, tudo na vida acaba por ser um plágio. Mas certos autores nem as pensam; atiram-se de cabeça e batem com a tola no fundo da piscina vazia.

Anónimo disse...

Já fomos marinheiros.Agora,só de água doce e,cada vez há mais.

Anónimo disse...

..."Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto de jardim"...

zamotanaiv disse...

Gosto muito dos desenhos do João Catarino! E naquela carrinha amarela já percorri muitas praias e muito mar apesar de nunca me afastar mais de 100m da costa num vai e vem de ondas, se esticasse toda a distância percorrida era bem capaz de ir dar ao meio do mar. Quem sabe ao outro lado.

Anónimo disse...

Deixe lá, publicações há muitas...
Deixo-lhe um verso de Vitorino Nemésio carregado de esperança, horizontes e futuro:
"Mar manhã".

Luis Miguel Correia disse...

A propósito de tanto mar, existiu uma empresa de navegação com sede em Lisboa denominada TANTOMAR. Foram donos de dois navios, o último dos quais era o ALMAR.
Quanto a coincidências, dedico-me a fazer investigação histórica ligada aos navios e ao mar. Já publiquei 19 livros desde 1989, sempre com o nome LUÍS MIGUEL CORREIA. Há tempos telefonaram-me a perguntar se ainda tinha o livro dos castelos; como nunca publiquei nada sobre castelos terrestres, fui averiguar e há efectivamente um autor homónimo que publicou o livro CASTELOS DE PORTUGAL...

Francisco Seixas da Costa disse...

A velha amiga, em resposta a IS, regressou com um comentário que, por virtude da linguagem utilizada, não publicarei. Congratulo-me com o seu retorno e felicito-a pela frescura de espírito. E mais não digo.

Isabel Seixas disse...

Oh Senhor embaixador que pena...

Também gosto tanto da frescura do espírito da Nossa Velha Amiga, mas entendo até por analogia com tantos dissensos ao AO se pode predizer falta de compreensão pela diversidade que o Português pode assumir, estava a pensar em vernáculo...

Cara VELHA AMIGA

Da leitura das Palavras só importa mesmo ler as emoções... E essas...Todas são eruditas

Anónimo disse...

Eufemisei para ver se passa. 'e se eu citar gil vicente / o autor já me consente?' - lamenta a velha senhora.

Cara isabel Seixas
A sua amiga anda movida a raiva que nem rodízio, sem AVC que lhe chegue e sem pachorra para blogues. Lê politiquices que se farta, de que só descansa para (re)ler Pessoa. (A Isabel já leu os maravilhosos contos recém-publicados?). Fui eu que lhe chamei a atenção para a suas 'saudades' a que a velha senhora ora responde. E dedica-lhe também, se o Autor do blogue permitir a publicação, uma 'autorribaldaria' que há tempos lhe saiu em resposta às suas observações.


há tanto coiso isabelinha há tanta cousa
é tão mau tudo que me afogo é de cansaço
por ver cavacos relvas passos passo a passo
levar nosso país ao fundo em que repousa

e face a esta poda porra o que é que eu faço
pra que não ponham já sobre o país a lousa?

***

autorribaldaria

se poeta é um fingidor    
rimalhadeira essa mente
rimalha amor rancor dor
quer lá saber do que sente
quer só na rima rigor

e alguém que leia o que escreve
nessa porra sinta bem
rima e ritmo que ela obteve
sentido não que o não tem
que sentido a morte em breve?

e assim nas calhas da roda
gira a entreter desrazão
a ribaldaria toda
que se chama reinação
quem não gostar beba soda

Isabel Seixas disse...

Oh Deus como A leio sofro e entendo
sinto genialidade sim, sem apelação
Nem com sátira leve de Gil me rendo
nem me entrego a Pessoa na depressão

Aspiro no bem que me dá lê e ensina
tudo o que abarca a minha compreensão
Dos que Fala já nada esperava,de sina
A mesma escola define-Os desde então

Ambos Buscamos água ardente de Abril
como sonho de liberdade, e é ardil
consome-nos a sós no vai vem do tempo

escreve-se de saudosismo e é alento
em tréguas a novas ideias emergentes
salvação lista de espera das nossas gentes

Isabel Seixas disse...

Cara Velha Amiga

Tenho estado, num estado de transe e fascinio a ler a Sua denúncia e o Seu Brilhante diagnóstico de situação ao atual casamento por procuração e de interesses para "arrumar" o Nosso País em que os maridos já usam um estilo parental que vai do autoritário ao negligente,(http://catarinarivero.com/estilosparentais.php) para forjar filhos...Braços caídos.

"e face a esta poda porra o que é que eu faço
pra que não ponham já sobre o país a lousa?" in ...??(Heterónimos de LFCM)

Eu acho que Sabe a resposta e este Seu renovar de trovas ao vento que passa que despertam de cânticos negros são a nossa esperança em Pais Maduros e atentos,Obrigada.

Francisco Seixas da Costa disse...

A velha amiga reincidiu, uma vez mais, de forma criativa mas sem contenção. Nada feito. Os seus versos, assim, "no passarán".

Anónimo disse...

A velha senhora amarga queixa-se-me:

corta e eufemisa vá meu filho
se alguém os pisa dá sarilho

("escreves só coisas 'enormes'
não cabem e não passarão
conforma-te pá nos conformes
aqui na manifestação"
disse um colega um 'doutor lemos'
na greve agora que fizemos)

Cara Isabel Seixas e caro autor embaixador:
A 'nossa' amiga desmente presunções e desabafa em vernáculo, crendo (à tort?) que passará, por ninguém a ir ler em post antigo. (Ousei, à revelia, pôr-lhe maiúsculas, pontos e vírgulas no texto, para que - talvez! - se entenda):

L--- F----- C----- M----- dá
feliz Alcipe, e lastro tendes lá
dum Ronaldo um Mata e uns tais Vinhais.
Sou eu um heterónimo seu mais
que vós de mim dizeis, Isabel, ora?
Lisonja assim aceito e me penhora,
mas nisso acertais nada, ó boa amiga,
que eu cá não sou cigarra, sou formiga,
trabalho, encalho e falho a rimalhice,
sempre a brincar, porém, já vô-lo disse,
que a sério, agora, só será morrer.
Mas bebo e leio livros com prazer
e vejo f---- (*) tudo à minha volta,
o que, de cada vez, mais me revolta
e fico, cada vez, mais indignada.
E, porra(*), sem poder fazer mais nada,
rimalho e esgalho, em raiva, estes bandalhos(*),
co'o povo, e se ele o quer, vou e retalho-os.

----
* vernáculos (expressos ou sugeridos - e que já aqui passaram) atestados em Gil Vicente. Filinto Elísio, Bocage, Camilo, João de Deus, Junqueiro, Pessoa, Almada, Botto, Cesariny, inter alia.

Isabel Seixas disse...

Caro sr. Embaixador
Desde logo bom proveito,das férias Claro(e do que mais lhe aprouver espero com gosto) e se me permite felicitar a Nossa Velha Amiga rendo-me á Sua Energia criativa e cumprimento-a com admiração. Também com os referenciais e Seus atestados grandes figuras literárias Paternais, sinto só a falta de vinculação/citação de vanguarda das Mães coragem que lhe deram o colo e o coping para se adaptar aos "sensos" atuais(...)


De resto que privilégio poder privar com a Senhora e ao mesmo tempo auferir da cedência deste espaço de oportunidades
(desde que padronizadas como decentes logo extensivas aos outros leitores, está muito bem).
Obrigada Senhor Embaixador