sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Margaret Thatcher

Foi ontem a estreia no Reino Unido de "A dama de ferro", o filme em que Meryl Streep desempenha o papel de Margaret Thatcher, que foi, por mais de uma década, primeira-ministra britânica. Independentemente das críticas que o filme venha a merecer, pelo interesse que a figura política me desperta e pela admiração que tenho pela atriz, tenciono vê-lo, logo que possa.

Thatcher foi uma figura da maior relevância na vida política mundial dos anos 80, quaisquer que sejam as opiniões que a sua orientação ideológica "freemarketeer" possa suscitar. Sucedendo no poder à liderança trabalhista pouco hábil de James Callaghan, soube impor um estilo de governação bastante afirmativo, contrariando alguns poderes sindicais tradicionais, defendeu o Reino Unido em cenários tão extremos como o da guerra das Falkland, assumiu um constante euroceticismo que isolou Londres no contexto comunitário e levou a "special relationship" com os EUA a um tempo de glória para a projeção de Londres.

Adulada pelos conservadores e diabolizada pelos progressistas, entrou em declínio por evidente cansaço público do seu intenso e inflexível estilo, por algumas más decisões políticas e pelo facto de, a partir de certa altura, não ter medido bem a própria dinâmica interna que, contra si, se estava a gerar no seio do Partido Conservador. A sua substituição por John Major resultou de um golpe "palaciano" digno do melhor "thriller", que vária bibliografia descreve com pormenor.

(Sobre a ação de Margaret Thatcher, leia-se, com vantagem, o magnífico "One of us", de Hugo Young, e "Mrs. Thatcher Revolution", de Peter Jenkins. A seu favor, há as memórias de Nicolas Ridley, Norman Tebbit e Cecil Parkinson; contra, as de Michael Heseltine; explicando porque a "deixaram cair", as de John Major e Geoffrey Howe. Sobretudo, não se leiam as desinteressantes memórias da própria Thatcher.)

Fui colocado na nossa embaixada em Londres nos últimos meses do governo de Margaret Thatcher. Tive a inaudita sorte de poder assistir, da bancada dos visitantes da Câmara dos Comuns, na tarde de 22 de novembro de 1990, à sua última e histórica prestação. Recordarei, para sempre, o ambiente barulhento, simultaneamente divertido e tenso, interrompido pelos "order!" do "speaker", desse grande momento da história parlamentar britânica.

Num discurso anti-europeu quase de antologia, marcado por uma sectária identificação da ideia comunitária com o "socialismo", denunciou a "federal Europe through the backdoor" que chegaria com a moeda única (citando um Nigel Lawson, um tanto encurralado no "backbench", obrigado a anuir com a cabeça), demonstrando um ostensivo desprezo pelo líder trabalhista Niel Kinnock (que disfarçava, em conciliábulos com Roy Hattersley, quando Thatcher o acusava de querer "to run, or is it to ruin?, this country" ou quase o insultava abertamente, a propósito da moeda única: "the right honourable gentleman doesn't even know what it means").

Do lado conservador, já conquistado internamente para a queda de Thatcher, o "body language" não enganava: a cara impávida de Kenneth Baker, o esfíngico sorriso de John Major, o esgar afilado de Malcom Rifkind e a face hostil do antigo PM Edward Heath diziam já tudo.

Uma interrupção do seu discurso abriu o momento mais divertido da sessão. Ao ser perguntada se tencionava continuar a lutar contra um "independent central bank" europeu, depois de sair do poder, ouviu-se um sonoro "no, she's gonna be the governor!", dito pelo "maverick" radical trabalhista Dennis Skinner, com o seu blazer espinhado e cabelo à Tony de Matos. Toda a câmara caiu em gargalhadas, Thatcher reagiu com um galhofeiro "what a good idea!" e, na passada, repetiu uma frase que ficou famosa nesta sua derradeira "performance": "I'm enjoying this!". Quem quiser ver a memorável cena, pode consultar aqui.

A senhora Thatcher está hoje incapacitada e não verá, com certeza, o filme que motivou. Mas já faz parte da História. Como disse, pensemos o que pensemos sobre ela, foi uma figura que marcou fortemente uma época.

33 comentários:

Teresa disse...

Vi o filme deliciada. Que momentos de antologia!
E uma saída de cena verdadeiramente majestosa.

I enjoyed this a lot! :)

Julia Macias-Valet disse...

Em Paris, podera vê-lo no dia 15 de fevereiro (se as costas permitirem...)

A familia Tatcher nao parece deliciada com a idéia do filme e declinou o convite feito pela realizadora para o ver desde que este ficou acabado. Talvez nao fosse necessario que a senhora falecesse para se fazer um filme flahsback sobre a vida da 1° Ministro, mas compreendo que seja embaraçoso para a familia tendo em conta o estado de saude de M. Tatcher.
Giulio Andreotti também teve direito a um filme em 2008 que gerou controvérsia : "Il Divo".

Ao que consta Meryl Streep esta Divina no papel : )

Teresa disse...

Julia, Meryl Streep só pode estar divina no papel. Meryl Streep seria capaz de fazer de gafanhoto melhor do que um gafanhoto.

Veja aqui o trailer do filme, para ter um cheirinho:

http://www.youtube.com/watch?v=lU4QXcxs4_s&feature=fvst

Julia Macias-Valet disse...

Talvez este post seja o momento de recordarmos que Maria de Lurdes Pintassilgo foi a unica PM que Portugal teve. Foi eleita dois meses depois de M. Tatcher. Soprava uma brisa feminina na politica europeia nos anos 80 do século XX.
Nao esqueçamos também, neste pais que nos acollhe, que a mais breve passagem por Matignon se ficou a dever a Edith Cresson unica mulher a ocupar o lugar até hoje.

Catinga disse...

Porque razão os deputados ingleses não precisam de secretária, computador e sistema informático de voto?

Anónimo disse...

Não nutro a menor simpatia pela Senhora, nem antes, nem hoje. E o filme só deverá relevar a personagem. Nesse sentido, nao vou gastar um cêntimo a ver a coisa.
Thatcher fez as delícias do mais arrogante reaccionarismo, à época, incluindo por cá.
Que morra, um dia, em paz!

António Azevedo disse...

As mulheres (inteligentes) têm saídas realmente fabulosas.
Esta da senhora Thatcher fez-me recordar a da Steffi Graf quando, no decorrer de um set, se ouviu na bancada: Steffi do you marry me? E Steffi: How much money do you have?
Dada a polémica nacional doméstica atual, quão interessante seria saber se Thatcher pertence ou pertenceu a alguma “loja”…

patricio branco disse...

esplendida entrada sobre uma figura de peso da politica britânica e europeia recente. Há forças da natureza (politica) e m t era uma de elas. Tenciono ver o filme, que vem aliás na linha doutros (informativos, pedgógicos) sobre instituições e figuras historico-politicas inglesas, the queen, o discurso do rei. País que retrata com vigor e afirmação em livros, televisão e cinema a sua história e figuras é um país com inegavel consciencia patriotica, no sentido limpo de amor dos cidadãos pela nação que é a sua. é portanto um país respeitavel e consciente, cioso da sua independencia e valores, que sabe o que é e não esquece o que foi, seja o bom ou o menos bom.
Vou ver a pelicula e explorar a informação dada na entrada.

Isabel Seixas disse...

Agradável também é auferir de aulas magistrais como aluno aprendente, em que nos rendemos cómodamente confiantes a uma leitura que ecoa em saberes constituidos por vivências.

Mas a sugestão para se ver o filme é desde logo uma certeza a seu tempo.Também acho a Meryl Streep uma atriz fabulosa.

Jose Martins disse...

Senhor embaixador,
Avivou-me a memória! Atrás de uma Rainha há também uma grande mulher...
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Foi uma mulher política enorme e de grandes negócios para o Reino Unido nos países árabes por onde nesta altura, no petróleo, ganhava bem a minha vida...
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Tinha colegas de trabalho, ingleses, que se divertiam muito com o marido Denis que a acompanhava nas suas visitas ao estrangeiros. As revistas de humor do Reino Unido, tomavam, igualmente, o Denis como figura principal para o riso sarcástico.
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O Mark Tatcher, filho, era o "playboy" para a rapaziada, inglesa do seu tempo e chegou a ser criticado, fortemente, por fazer publicidade a calças jeans.
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Houve um escandalozito de quando foi colocado presidente de uma companhia inglesa para construir um pipe-line no emirato de Oman.
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Parece que o Mark nunca vergou a mola na vida.
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A filha Carol Tacher uma jornalista, bastante divertida, vinha várias vezes à Tailândia e nunca deixava de passar uma noite nos copos e na folia na Travessa da Patpong.
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Ela mesmo o escrevia em editorial no jornal londrino que não me lembro.
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Margareth Tacher foi uma grande mulher... Depois da Rainha Vitória, no Reino UNido foi ela!
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Saudações de Bangkok e um Feliz 2012.
José Martins

Anónimo disse...

Nem a Meryl Streep, de quem tenho visto quase tudo (filmes entenda-se), me leva a ver este filme.

Carlos Fonseca

Anónimo disse...

Isabel,

Não sei se foi por falta de "aprendência" ou "estudância" mas os advérbios de modo não levam acento.

Tenha isso em conta da próxima vez que aqui prosar.

Isabel Seixas disse...

Caro anónimo

Eventualmente por causa das duas,mais a falta do seu cuidado que desde logo agradeço, esforçar-me-ei por não ferir a Sua suscetibilidade.

Anónimo disse...

@ José de Barros: Oman é Sultanato e não Emirato.
xg

Anónimo disse...

Foram bons tempos para os Ingleses que vinham para o Algarve gastar à tromba estendida. Anos muito bons ! Lembro-me que a Tatcher acabou com a mama das empresas de transportes publicos. Antes dela aquilo era a mesma vergonha que a CP, MEtro , refer etc

As suas ideias eram mesmo patrioticas e conheci uma pessoa que trabalhou no seu gabinete e me disse que com ela não havia subsideos para ficar em casa a ver televisão !! Também era contra a imigração !
Tudo o que ela receava veio a acontecer contra os interesses do povo Inglês que hoje falido. Penso que os ingleses ainda perderam mais poder de compra que nós , nos ultimos anos !

OGman

Teresa disse...

Se me permitem a correcção, é emirado, não emirato.

Jose Martins disse...

Anônimo disse...

@ José de Barros: Oman é Sultanato e não Emirato.
xg

Respondo ao anónimo que disse ao José de Barros (sou Martins desde 8 Janeiro de 1935 até a 8 de Janeiro (hoje) de 2012)
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Oman é Sultanato e não Emirato.
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Sabia disso e até estive junto à fronteira. Tb conheço a história e, ainda, vestígios portugueses lá de quando o Grande Albuquerque era senhor da costa dos mares desde o Corno de África até Malaca.
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Passou-me, coisas de pressas e fácil se tivesse tido menos pressa.
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Bom ano e descobra-se seja senhora ou senhor.

gherkin disse...

Margaret Thatcher, “uma figura que marcou fortementeuma época”, sem dúvida caro Embaixador e amigo! Para quem, durante 46 anos de vivência no Reino Unido, conviveu com oito primeiros-ministros e entrevistou sete, Margaret Thatcher foi uma figura excecional. Vejamos os principais – positivos e negativos. POSITIVO: 1. A primeira mulher primeira-ministra que teve a ousadia de destronar a supremacia masculina Tory!; 2. Pioneira da democracia bolsista; 3. Pioneira das privatizações; 4. Transformou, mas mal, a dependência de uma indústria pesada, num setor de serviços, provocando uma gradual e desnecessariamente elevada taxa de desemprego; 5. Pôs cobro ao sindicalismo desregrado e à predominância dos barões sindicais (Isto reconhecido por um dirigente sindical da época, o primeiro estrangeiro a ocupar semelhante cargo, durante sete anos, como foi o meu caso, à frente do Sindicato da Radiodifusão!). NEGATIVO: 1. Xenófoba – quando os dois filhos gémeos eram ainda bebés e tinha uma “au pére” sueca, dizia na sua intimidade que tinha de correr para casa a fim de evitar que os filhos não aprendessem mau inglês; 2 Desmoronou o Estado Social, começando quando era ministra da educação ao retirar o direito ao leite às crianças das escolas primárias, de que lhe valeu o título infantil de “Thatcher, a snatcher” (Thatcher, a ladra!”; 3. Provocou as mais elevadas taxas de inflação jamais vistas no país; 4. Iniciou o aumento da pobreza, principalmente a infantil, e que nenhum governo até agora conseguiu reparar; 5. Provocou e alargou o fosso entre o rico e o pobre; 6. Provocou desnecessariamente a morte a milhares de marinheiros argentinos com o afundamento do navio General Belgrano e, 7, a nível pessoal, quando o seu ministro da Defesa, e atual Lorde Hurd, apregoava, alto e bom som, que o seu país era campeão da democracia e da livre expressão, com a privatização da British Telecom (BT), que imediatamente quis encerrar O ÚNICO SERVIÇO PÚBLICO DE TELEX, usado pela maioria dos jornalistas em Londres – o único meio de enviarem os seus despachos para os seus jornais, SILENCIANDO-OS COMPLETAMENTE, dando origem a uma intensa campanha contra, à qual, designado pelos meus colegas, presidi, em que mereci o honroso título dado pelo The Times do “inimigo jornalista independente!” Felizmente que isso não aconteceu, pelo que, quando fui convidado pelo então Presidente da BT para um almoço com seus colegas superiores na atual sede, ao fazer questão de me sentar ao seu lago, apresentou-me como “o homem que mais lhe criou dores de cabeça (can of worms) – a melhor tradução para um inexistente termo em português! Ah, uma palavra final (DESCULPE-ME O ABUSO DESTE SEU ESPAÇO!). Meryl Streep – uma excelente, humana, modesta e bela atriz, qualidades que eu próprio tive a ventura de observar, entrevistando-a em Londres. CUMPRIMENTOS do Gilberto Ferraz

Mônica disse...

Sr Embaixador
Vou ficar aqui no Brasil observando quando estiver em cartaz nao perderei.
Minha mae adora histórias sobre a Inglaterra, sobre os ministros e sobre a rainha Elizabeth.
Eu vi o filme sobre o pai dela e fiquei encantada!
com amizade e carinho de Monica

Julia Macias-Valet disse...

Thank you Teresa for this appetizer : )

Ela (M.T.) diz que nao quer ser esse estilo de mulheres que ficam por detrás do marido...mas nos sabemos que muitos maridos chegam onde estao graças à mulher que os acompanha ao longo da vida : ) Entao acaba por ser um por detrás que puxa para a frente !

Isn't it ?

Teresa disse...

Um bocadinho à margem: alguém se lembra deste bizarro faux pas de Barbara Bush, então primeira-dama dos Estados Unidos, ao beijar a mão de Denis Thatcher?

http://news.google.com/newspapers?nid=1144&dat=19890601&id=0ZMcAAAAIBAJ&sjid=h2MEAAAAIBAJ&pg=3517,9442

patricio branco disse...

desculpe-se me a franqueza mas, e digo-o apenas com cordialidade, acontece que não apreciei o comentário de gherkin.
é que não consegui perceber a distinção entre os factos positivos e negativos da tatcher.
por outro lado, ao ler, senti curiosidade em saber qual foi o primeiro ministro que não entrevistou, mas não estou a perguntar.

Anónimo disse...

1- Os meus parabéns ao José Martins. Parece-me que hoje é o seu aniversário. "Que lo cumpla feliz"!
2- As minhas sinceras desculpas pela estouvada troca de nomes.
3- Imagine que eu passei as fronteiras do Sultanato e vi os vestígios (grandes, por sinal) da passagem dos portugueses por lá.
4- Descobrir-me? Tirando o chapéu? A roupa? Com este frio, nem pensar!
xg

domingo disse...

Teresa, o beija-mão que refere não foi propriamente uma gaffe. Ocorreu num contexto em que a senhora pretendeu ridicularizar o habito de certos europeus de beijarem a mão às senhoras casadas.

Anónimo disse...

gherkin,

Na guerra, mata-se. "Fazer o quê?"

gherkin disse...

Resposta (com a devida vénia do distinto autor deste blogue) ao comentador Patricio Branco, já que, por princípio, não respondo a outro que preferiu ocultar-se com a capa de “anónimo”.
Caro Senhor Patrício Branco, que não tenho o prazer de conhecer, mas quem parabenizo pelos seus lúcidos e instrutivos comentários: 1. Não obstante, julgo, a clareza da minha distinção, lamento não ter compreendido (ou, a meu ver, querido compreendê-la!). Aliás, faltou-me uma NEGATIVA muito importante, que lhe atribuo o mérito de incluír! - ao promover o capitalismo e individualismo selvático, destruíu a ténue solidariedade social criada e solidificada durance e no após guerra!; 2. Satisfazendo a sua compreensível curiosidade, tenho o prazer de informá-lo que o único PM por mim não entrevistado foi Harold Wilson (não porque não tivesse tentado, mas se ele já não era muito predisposto a dar entrevistas a jornalistas britânicos, creio, muito menos, a estrangeiros, como eu, pois nunca traí a minha nacionalidade) ! Esclareço, ainda, que houve alguns Pms que me deram a honra de os entrevistar mais do que uma vez. Cumprimentos.

Helena Sacadura Cabral disse...

Julia muito obrigada !
Gosto de biografias. E esta não quero perder seja qual for a orientação dada ao filme. Costumo orientar-me pela minha própria cabeça. Tenho uma ideia de MT como tenho de MLPintassilgo. Mas gosto de ver como pensam os outros e aprendo sempre alguma coisa. Nem que seja a confirmar o que já pensava...

Teresa disse...

Se me permitem mais uma correcção, a grafia correcta do nome da nossa antiga primeira-ministra é Pintasilgo, com um único s.

Já M. de Guimaran, o Guimarães, dizia nos Maias: «Embirro que me estropiem o nome.»

Julia Macias-Valet disse...

Tem toda a razao cara Teresa ! : ) E a verdade é que hesitei...e acabei por escrever mal, tal como o apelido da Margareth onde "comi" o "h" , na leitura "h" nao ha mas o mesmo nao se passa na escrita : ))

Almeida Garett a proposito do seu apelido, quando as pessoas nao pronunciavam o "t" costumava corrigir dizendo : - O meu apelido tem dois "tês" leiam pelo menos um.

Ja agora, a mim também me estropiaram o apelido Macias que em espanhol leva acento agudo no 'i" mas como em Portugal no registo civil devem ter achado isso bizarro decidiram aportuguesar. Os portugueses dizem Macias para ser correcto deveriam pronunciar Mácias. No problem !
Quanto ao meu Valet também perdeu um 'L" um dia num état civil. No problem 2!

Jose Martins disse...

Anônimo Anônimo disse...

1- Os meus parabéns ao José Martins. Parece-me que hoje é o seu aniversário. "Que lo cumpla feliz"!
2- As minhas sinceras desculpas pela estouvada troca de nomes.
3- Imagine que eu passei as fronteiras do Sultanato e vi os vestígios (grandes, por sinal) da passagem dos portugueses por lá.
4- Descobrir-me? Tirando o chapéu? A roupa? Com este frio, nem pensar!
xg

8 de janeiro de 2012 04:29


Que chatice!
Um tipo fazer 77 anos...
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Mas o meu aniversário virtual é no dia 26 de Janeiro...
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Já em em 1935 havia registos virtuais!!!
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Ora, ora eu nasci no mês mais frio da Serra da Estrela e para se registar a canalha nascida na aldeia, teria o pai se deslocar à Vila de Gouveia (assim aconteceu, como a mim, a Vergilio Ferreira), sem levar a criança.
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Lá teria, o pai, que arranjar duas testemunhas,junto ao registo cívil que testemunhavam o nascimento e depois pai e os dois jurados iam festejar, o acontecimento, bebendo uns copos na primeira tasca.
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Mas, por vezes a demora não era pelo facto do atalho, de carros de bois, se encontrar o piso coberto de neve ou geada, era que nessa altura morriam muita canalha à nascença e espera o pai, uns dias, se o miúdo/a arribava...
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Outros tempos, outra gente simples da minha querida Serra da Estrela.
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Com 77 aninhos na pele e o meu pai (da mesma idade do Manoel de Oliveira), morreu com 94 anos , como uma árvores em pé.
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Estou a fazer projectos de ultrapassar o Manoel de Oliveira de momento com 103 anos e segue direitinho que nem um pau de lódam!
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Obrigado senhor anónimo e cá espero os parabéns nos 78.
Abraço de Banguecoque

Anónimo disse...

Em Bancoque,certamente , o Jose Martins viverá mais que em Portugal. Eu também gostaria de estar em Bancoque a fazer tai chi logo pela manhã e depois comer uns sumos de fruta natural !!!
Aqui temos que levar com este governos cheios de beatos que fazem votos de pobreza franciscana e depois sacam reformas milionárias e vivem que nem lordes em mansões com propriedades em offshore e carros ( bombas) de matricula de Gibralter. Enfim , só para não ver este regabofe lusitano , preferia de estar em Bankoque!!

Um abraço para Bancoque,

OGman

Anónimo disse...

O "Tai" em Tai Chi não quer dizer que a modalidade seja tailandesa...

Jose Martins disse...

Anônimo Anônimo disse...

Em Bancoque,certamente , o Jose Martins viverá mais que em Portugal.
caro anónimo,
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Absolutamente certo...
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Vivo neste lindo país há mais de 32 anos...
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Maravilha de Reino! Que paz plena! Nunca fui molestado.
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Daqui não saio daqui ninguém me tira!!!
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Frutas tropicais, sorrisos, muito arroz, tenho um quintal onde até tenho bananeiras, mangueiras e boa vizinhança há 21 anos...
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Neste Reino sou um, mais ou menos, Fernão Mendes Pinto... e talvez já o mais velho português residente.
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A mulher que me atura, chinesa/tailandesa já vivemos e dormimos na mesma cama há 3o anos!!!!
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Tivemos uma filha hoje com 25 anos e graduada, em língua inglesa, nas novas tecnologias de comunicação pela conceituada universidade de Chulalongkorn, Rei avô de Sua Majestade o Rei Bhumibol Adulyadej o monarca, vivo, com mais anos sentado no trono.
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Da Taiândia não saio e daqui ninguém me tira... tão-pouco os ossos!!!