quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Fatura

Não consigo encontrar um mínimo de racionalidade na decisão, hoje anunciada na comunicação social, de vir a punir com coimas quem não pedir recibo numa qualquer transação comercial e, ao mesmo tempo, instituir uma outra coima para quem não quiser emitir essa fatura.

Não seria muito mais simples determinar que toda e qualquer transação comercial deveria dar origem automática à emissão de uma fatura/recibo, sem que nunca houvesse necessidade de pedir esse documento? Em vários países onde vivi existe essa regra, pelos vistos inaplicável em Portugal.

Mas, com certeza, devo ser eu quem está a ver mal as coisas.

17 comentários:

Anónimo disse...

O Sr. Embaixador vê bem, eles é que não...

Anónimo disse...

Abriu a caça Às bruxas!!!

O Sr embaixador vê bem e nós também. Todos nós sabemos e vemos que a fuga aos impostos não é feita ao balcão de uma cafetaria nem na cadeira do barbeiro!!!
A fuga aos impostos é feita nos grande contribuintes e não nos pequenos !

E quando os grandes contribuintes não podem fugir mudam-se para outras paragens !

Mas a explicação desta lei é trazer para a praça publica a discussão do medo e da punição tão ao gosto da Igreja Catolica! Os contribuintes que arrecadam os impostos para o estado são os penitentes que tem que ir para o purgatório !
O Louçã Gaspar conhece todos os mandamentos e vai fechar metade dos negócios de Portugal e mandar para outras paragens os trabalhadores que estão no activo !

A emigração é massiva e em Portugal só ficam os velhinhos reformados que passam o dia nos cafés( com aquecimento) a ver o Goucha a Fatima Lopes e a Julia Pinheiro !

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Eu não gosto de Anónimos já aqui o disse, repeti, repito e tripitarei.

Mas, desta feita, concordo com o das 23:02, o da caça às bruxas; e aplaudo. O que quer dizer que também concordo e aplaudo o meu caríssimo Amigo Francisco.

Anónimo disse...

"massiva" ou "maciça" ?

Anónimo disse...

Caro Henrique,

A questão do anónimato já foi discutida aqui ! Todos nós temos o numero do IP registado e o meu caro Henrique é tão anónimo para mim como eu sou para si. Não é por aparecer o seu nome que deixa de ser anónimo para as pessoas que não o conhecem de lado nenhum como eu . Como sabe o culto de imagens é pecado à luz da Biblia , coisa que a Igreja Católica viola permanentemente na sua liturgia.

A minha intervenção no Blogue é por ideias e não por pessoas e qunado concordo, concordo com a ideia e não com a pessoa. O culto de personalidade é pecado !

OGman

Anónimo disse...

Tenho a experiência de comprar alguns materiais em Portugal e uma vez sim uma vez não o vendedor propõe logo ao fazer o negócio que com fatura custa x e sem fatura economiza-se o iva! Isto em somas que ultrapassam os miles... e
mesmo por telefone estes negócios podem ser discutidos com palavras audiveis e descomplexadas.
Para compras de menor importâcia "esquecem-se" sempre da fatura ou recibo.
Mas também não vi muita gente de entre os compradores com a "cultura" de pedir faturas... porque "não têm de prestar contas a ninguem...
José Barros

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Caro «OGman»

Também não tenho o prazer e o conhecer - o que não quer dizer que o tivesse se o conhecesse... - mas não procuro notoriedade, porque o culto da personalidade já deu o que tinha a dar, exceptuado o que se passa na Coreia do Norte. E ainda assim.

Visibilidade, essa sim, já a tive e talvez demasiada. Mas, é a vida e jornalista, globetrotter e... casado com uma Senhora da TAP, hoje reformada como eu, é lixada. Particularmente nesse sentido da visibilidade... em excesso.

Mas, cometendo o pecado, esse sim, de roubar o espaço deste blogue e abusando da paciência jobiana do dono e patrão dele, aproveito para esclarecer as coisas. Assim,

1) Não sou tão anónimo como Vossa Insolência. Naturalmente que há biliões de pessoas que não me reconhecem, muito menos conhecem.

Mas, como o meu nome é Henrique Armando Antunes Ferreira, tal como consta do BI (que ainda mantenho) N.º 13697 [2] passado pelo s Serviços de identificação Civil e válido até 2017/10/28, é fácil saber quem sou.

Mais: se alguém for ao http://aminhatravessadoferreira.blogspot.com facilmente saberá ainda mais alguma coisa de mim, dando de barato que o que lá consta não é inventado, muito menos falso. Com IP ou sem IP, coisa que, confesso humildemente nem sei o que é.

Tanto quanto me dizem, também será possível saber de mim através do Google ou, até, da Wikipédia.É, pouco, mas é o que pode arranjar.

Bem tentei encontrar algum dado, minúsculo que fosse, sobre um Senhor OGman que assina uns comentários sob o cabeçalho de Anónimo aqui neste blogue. Debalde, mesmo que de balde. Nada, niente, rien du tout, nichts, intet,ei mitään, semmi, nimic, ничего, ఏమీ, τίποτα, ไม่มีอะไร, 沒有, nothing, nadinha mesmo.

A diferença está no algodão e o algodão não engana. Por isso, e sem me pôr em bicos dos pés - um elefante como eu não o consegue fazer... - mantenho o que escrevi: não sou particularmente apreciador de anónimos; para ser mais claro: não gosto. Mas, tenho uma alternativa: se não gosto, ponho na beirinha do prato.

Uf!... A espada do Dom Afonso Henriques... Ite, missa est.

Felipa disse...

Não me apetece que o governo saiba tudo acerca de mim, onde tomo café ou que tipo de gelados como, qual o peixe que como mais vezes ou em que loja compro a roupa, se como farturas nas romarias ou se sou mais de pipocas, qual o preço dos sapatos que uso ou quanto gasto no ginásio.
São questões que eu considero pessoais e que não interessam a ninguém, o tempo da dita senhora já acabou há muito tempo e desse bocadinho de privacidade não abdico. Por isso não peço nem pedirei fatura, a não ser em casos que realmente interessem.

Francisco Seixas da Costa disse...

Pessoa amiga, conhecedora destas coisas, diz-me que a medida se destina a criar um ambiente de "pressão" sobre as duas entidades, que impeça um conluio em que o consumidor, em troca de um desconto, não peça recibo ao comerciante e este, em contrapartida, não se sinta desobrigado de passar fatura. "Às tantas" será isso...

Anónimo disse...

Por mim, desde o Orçamento de Estado para 2011 e sobretudo agora com este, assumo, sem qualquer rebuço, a fuga á factura. Ou seja, agora sou eu que digo: se possível sem factura, ok? E poupo aos meus bolsos o roubo dos tais 23% de IVA. Digamos que é a minha forma de me vingar de me terem tirado o 13º e 14º mês. Pasmo com este tipo de preconceitos, como o do autor do Blogue e outros, num país como o nosso, onde a banca paga trocos de IRC, os bónus chorudos dos gestores privados e público-privados são taxados com parcimónia, os clubes de futebol com dívidas ao fisco são tratados com pinças, etc e tal.
Meus caros, a palavra e ordem deve ser: Factura não, poupar sim! E com este tipo de atitudes ainda vou conseguir amealhar o suficiente para pagar o IMI que dantes pagava com recurso aos tais 13º e 14º mêses e agora, como me os roubaram, não posso.
Quanto a Ogman, deixem-no em paz, pois tem irreverência q.b o que não deixa de ser saudável, neste país macambúzuio.
Tenham uma boa tarde!
Anónimo das 14.50
PS: qual o problema de se ser anónimo, desde que não se falte ao respeito a ninguém, a começar pelo autor do Blogue?
Imaginem que me identificava depois do que aqui disse e defendi? Tinha o Fisco em casa! Irra, longe vá o agoiro!

Anónimo disse...

Perguntei a um empregado meu - pessoa cordata e conhecedora destes meandros -, qual era o IP que eu usava. Ele disse-me que dependia de onde eu desejava ir mas que, se estava parado a "navegar", então, devia ser o 192.168.0.1.

É uma coisa esquisita esta dos IP. Se é para ir de carro têm números pequenos. Se é para ir de barco, têm números grandes. Uma maçada!


Ass.:

João Teodósio da Nóbrega Passos-Bragança

Anónimo disse...

Este Antunes Ferreira é cansativo com a porcaria dos anónimos e dos ip's e dos seus tiques moralistas do tipo "aqui estou eu de peito feito".

Quero lá saber onde trabalhou, o que fez, se foi antifascista, se escreveu ou escrevinhou, com quem é casado, onde é que a mulher trabalha ou qual a cor das suas cuecas! O que é que isso nos interessa?!

Mais um anónimo!

Anónimo disse...

Voltando à factura, não vou contar-lhes uma veridica história , pois não é por causa da vericidade dela que vocês não acreditam , mas sim pelo actor principal ser a figura que é e ocupar o cargo que ocupa e ocupou e por eu ser um banal anónimo que assino por Ogman que como disse o Henrique , não aparece em lado nenhum.

Mas vou dar-lhes uma pista !
Já lá vão cerca de 15-16 anos e estávamos em pleno cavaquismo e acho que a Manuela Ferreira Leite era ministra da educação !
Vou contar aquilo que é publico, ou seja saiu nos jornais:
Em pleno verão um jornalista do Expresso meteu-se a controlar os materiais que entravam numa casa em ALbufeira que pertencia a grande figura do Estado e seguiu o rasto das carrinhas e junto da empresa fornecedora, o jornalista, recebeu a resposta que o proprietário não quis factura!!!

Passada uma semana era aprovada uma lei na assembleia da republica que considerava crime espiolhar as casas de representantes de orgãos de soberania e nessa mesma semana o jornalista foi despedido !!!

Ao caro Henrique , peço desculpa incomodá-lo com a minha identificação IP ( internet protocol ) e com o meu pseudónimo não aparecer em lado nenhum. Mas não havia necessidade de me ter dado tanto importância, sobretudo quando os anónimos lhe dão tanta azia !

OGman

Anónimo disse...

A velha senhora - que enormidade! - de novo em defesa da anonimidade (Agora até eu rimo! Será que isto se pega?)

henrique antunes ferreira,
meu velho amigo, não há de
gostar, diz, de quem não queira
declinar-lhe a identidade.

velha e só, rimalhadeira
anónima na cidade,
assim me põe, caro, à beira
do seu prato da VERDADE.

henrique preclaro,
não seja cruel
com esta velhinha,

que um dia declaro
à sua raquel
a vidinha minha.

EGR disse...

Senhor Embaiixador: acompanho o raciocinio de V. Exa.e a dúvida que exprime.E.permita-me acrescentar: a aplicação duma coima implica,naturalmente, a instauração de um processo,e sendo assim pergunto: quem o instaura? algum agente do fisco que esteja presenciar o acto? E,como provar a transgressão?
Francamente,parece-me,que uama vez mais se estará perante uma tentação de se criarem normas inexequíveis.
Poderia dar-lhe exemplos noutras areas.

Julia Macias-Valet disse...

"Fatura" ou "O amigo vai qu'rer faturinha ?"

Anónimo disse...

Pois a mim, o anonimato é-me indiferente, desde que me não faltem ao respeito e as facturas também, que só as pedirei quando me apetecer.
Já agora, a título de curiosidade, sabem V. Exas. que dos processos fiscais interpostos pelas finanças e a que os contribuintes se tenham oposto, em 80% deles o estado fica mal visto ?