terça-feira, 8 de novembro de 2011

Construção

Impressiona observar a serena determinação dos industriais portugueses que ontem visitei no "Batimat", a mais importante exposição de materiais de construção de França e uma das maiores da Europa. Nos 66 stands ocupados por empresas de capitais portugueses - Portugal é o quatro país com mais expositores - fui confrontado com produtos de um nível que pede meças aos seus congéneres internacionais e que, cada vez mais, conseguem ser altamente competitivos num mercado europeu cada vez mais rigoroso. E em todos eles pude testemunhar uma vontade firme e uma combatividade para lutar pelo futuro das suas empresas, na consciência de com isso estarem a contribuir para um melhor futuro do país, não obstante a plena perceção das dificuldades que atravessamos.

A imagem profissional dos portugueses em França continua muito ligada à construção civil, desde os tempos heróicos do "bâtiment", que a partir do século passado empregou muitos milhares dos nossos compatriotas aqui imigrados, até aos dias de hoje, em que uma imensidão de empresas de construção civil de propriedade portuguesa progridem no tecido económico francês, sempre rodeadas de uma aura de grande prestígio e rigor. Nesta feira, pude constatar a ligação que crescente entre empresários vindos de Portugal e firmas de capital português ou não que já operam em França, em áreas muito diversas, desde os materiais de construção mais simples a muito sofisticadas tecnologias e design. Outras empresas nacionais, cientes da realidade atual do nosso mercado, voltam-se elas próprias autonomamente para o espaço económico francês, criando ou adquirindo marcas locais.

A visita que ontem fiz à "Batimat", acompanhado de associados da CCIFP (Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa), serviu para potenciar esta ligação entre operadores do setor sediados em ambos os países, os quais, no seu todo, como bem salientou o presidente da CCIFP, Carlos Vinhas Pereira, ajudam a demonstrar que "construtor português" é já um símbolo consagrado de trabalho de qualidade. 

5 comentários:

Mônica disse...

O senhor fez um belo texto. Eu queria que meu irmão lesse pois ele é engenmhiro civil e quando foi na REuropa ficou admirado com as construçoes.
com amizade e carinho de Monica

Luís Bonifácio disse...

Com preserverança e trabalho não há barreiras.
Na empresa onde trabalho temos actualmente 4 grandes obras em França.

Isto só tem um senão. Já estou farto de viajar na Ryanair

Jose Tomaz Mello Breyner disse...

Senhor Embaixador,

Eu sei que estamos mal, mas por favor corrija "Fraco-Portuguesa" para Franco-Portuguesa.

Desculpe a impertinência e a chamada de atenção

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro José Tomaz Mello Breyner: nps "fracos" não reza p blogue. Este tipo de escrita imediatista, ao correr do teclado, sem grande tempo para revisão, dá nestas coisas.Obrigado pela nota.

Anónimo disse...

Eu estou na Cosntrução há 16 anos e começei por ir à Batimat.
Na altura empresas portuguesas, existiam as de ferragens( Zona de Agueda ). Lembro-me da Cifial que penso que está para fechar e pouco mais !

Hoje a presença de empresas de construcção Portuguesas em França deve-se ao fenómeno dos preços da Mão de Obra e à presença de Emigrantes Portugueses que depois de trabalharem por conta de outrém durante anos lançaram-se por conta própria a seguir a serem despedidos pelos patrões Franceses!

Não pense o Sr Embaixador que que Portugal está a conquistar a França!
Infelismente, de vez em quando morrem trabalhadores portugueses no trajecto França Portugal que fazem todas as semanas! Trabalham barato para o nivel dos vencimentos franceses e às vezes ficam caçados na estrada!

Há fábricas de caixilharia e ferragens que não fecharam graças Às obras que algumas empresas portuguesas estão a fazer, mas é por pouco tempo!
Mas também lhe digo, com a miséria que há em portugal, muita gente vai para França fazer seja o que for e a qualquer preço!

No Algarve também há muito Romenos a trabalhar com empresas de cosntrucção, e o fenómeno é o mesmo !

Apesar do cenário ser desolador, o Sr Embaixador pode ajudar esses portugueses que têm experiência de França e que estão a lançar-se com empresas no mercado. Pode ajudar nas papeladas e burocracias, que não penso que sejam tão complicadas como em Portugal. E em Portugal há engº Civis aos pontapés que estão desempregados!

Ai pode ajudar a reduzir o deficit, o desemprego e a divida publica, só com uma tacada!

Vá por ai que vai bem Sr Embaixador!

Ogam