quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A última morte de Mao

A sugestão adiantada nos últimos dias por alguns analistas económicos internacionais, no sentido da República Popular da China poder "dar uma mão" à crise que o sistema capitalista internacional atravessa, configura uma imensa ironia, histórica e ideológica.

Como se sentiria Mao perante esta salvífica hipótese?

7 comentários:

Anónimo disse...

Não sentiria nada porque a China de hoje não tem nada a ver com a China de Mao!

A China de hoje é apenas uma ditadura orientada pelo capitalismo.

Helena Sacadura Cabral disse...

Diria de certo Mau, Mau, Mao!

Fada do bosque disse...

Sobre a dívida americana,como se sentiriam Hitler ou Estaline, com esta marosca aqui?! Será isto o IV Reich?! Que a Rússia não ficou contente vê-se aqui. Mas porque não saem notícias deste "calibre" nos meios de comunicação social?! Estamos na Era das sombras onde tudo nos é escondido?! Que Mundo este, Sr. Embaixador!
Como se vê, Hitler fez um alarde quando impôs o Conselho dos 13... mas nos EUA foi de mansinho!

jj.amarante disse...

Julgo que estaria satisfeito ao ver a China recuperar o papel de relevo que teve na maior parte da história da humanidade, com este pequeno interregno desde a guerra do ópio no século XIX.

patricio branco disse...

o percurso entre mao e hu jintao,e desde 1949 até agora, mostra que a china não é um pais imovel, mas um que está em permanente mudança. Tambem que os chineses são organizados e trabalhadores e que gostam muito de dinheiro.
Há o outro lado da moeda, o dos direitos humanos, que têm ainda um longo percurso a percorrer.
Macau p ex hoje nada tem a ver com o que era há 12 anos, é uma das cidades mais ricas do mundo e já ultrapassou las vegas no que respeita ao jogo, uma incrivel fonte de dinheiro para a cidade e a china. O mesmo hong kong, mais prospero agora que no tempo dos britanicos, basta ver a importancia e posição da sua bolsa.
Mao teve o seu tempo, um imperador num novo pais em embrião. Mas não deve gostar da evolução que vê e do odor a capitalismo, dinheiro, negócios, propriedade privada, etc, da china de agora.

Fábio Paulos disse...

todos precisamos de todos, e agora é das economias emergentes que precisamos, são elas as detentoras de dinheiro e de crescimentos economicos enormes.

ERA UMA VEZ disse...

Quando por volta de 1992, se introduziu o conceito de Private Banking em Portugal, tive oportunidade de fazer parte da primeira equipa (de 13) a nível nacional,num dos maiores bancos portugueses. Orgulho-me de ter, como aliás noutras ocasiões da vida, ajudado a desbravar caminhos novos. Assim...uma espécie de bandeirante.

Começava então a falar-se insistentemente em Fundos de Investimento e numa grande aposta em Mercados Emergentes.
Recordo-me de ter assistido a uma reunião em que uma equipa estrangeira nos tentou convencer das potencialidades da China para os próximos anos.

Fiquei céptica, confesso e lembro-me de ter pensado mais ou menos isso: E agora MAO,diz lá... o que pensas disto???