segunda-feira, 11 de julho de 2011

Cortiça

3,3 biliões de rolhas de cortiça - isto é, uma para cada seis garrafas de vinho em todo o planeta - são vendidos anualmente pelo grupo Amorim, que tem em França, perto de Bordéus, uma filial, que tive oportunidade de visitar, em 2009.

O administrador do grupo, António Rios Amorim - que, por coincidência, é meu colega no Conselho Geral da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro -, deu uma entrevista ao importante diário Sudoeste onde também revela que, depois de um crescimento de concorrentes plásticos, "a rolha de cortiça está de volta". Boas notícias.

17 comentários:

Anónimo disse...

Estamos a falar de um bilião enquanto "mil milhões" (à americana) ou enquanto "um milhão de milhões"?

Alturense disse...

É uma boa notícia para os gestores da Corticeira Amorim. Será excelente se o for também para os seus trabalhadores.

Carlos Fonseca

Anónimo disse...

"a rolha de cortiça está de volta". Boas notícias.In FSC

Que bom.
E as medalhas?
Isabel Seixas

patricio branco disse...

tão importante como a quantidade é a qualidade (das rolhas)esta nem sempre cuidada.

Francisco Seixas da Costa disse...

Em francês, na entrevista, é "milliard", o que significa mil milhões. Atendendo ao bom-senso em matéria de garrafas de vinho, deve ser isso. Acho eu...

Helena Sacadura Cabral disse...

Claro que sim, acho eu de que... como diria o Senhor Pinto da Costa!
:))
Agora a sério é uma boa notícia para o grupo, para o país e, espero, como Carlos da Fonseca, para os seus trabalhadores.

J. Silva disse...

Olá Patrício Branco,

As rolhas não têm qualidade, têm qualidades (mais conhecidas por classes). Assim, sendo umm produto natural há rolhas muito boas (por exemplo calsse "Extra" e rolhas muito má (vamos chamar classe 5ª/6ª). Há ainda qualidades intermédias, rolhas técnicas, etc.
Como se dizia, cada cor seu paladar, que é como quem diz cada rolha tem o seu valor (pode dizer-se preço?)

catinga disse...

Nesse caso, não seria de repor o bom senso no texto do "posto"?

zamotanaiv disse...

No Guardian há dias saiu esta mesma notícia e com muito pouco a acrescentar.
Deu-se uma enorme discussão nos comentários havendo muita gente a achar que era mais propaganda que notícia.
Eu gostei de lêr, não tanto pelo grupo Amorim mas pelo cumprimento da função que a cortiça proporciona que eu acho incomparável e principalmente pelos sobreiros e pela paisagem.

Se a notícia fosse sobre a nossa produção de papel que penso também ter bastante relevo, aí já não ficaria contente. Que feios são os eucaliptais.

patricio branco disse...

caro j silva, obrigado pelos seus esclarecimentos.
A minha observação é baseada na pratica, na abertura de garrafas de vinho com o sacarolhas e no exame delas. Tambem em conversas (não especializadas, amadoras)com outras pessoas, membros de confrarias, etc.
Não falo já das rolhas que estão doentes e estragam o vinho, falo da qualidade média usada, rolhas pouco compactas, com buracos, rolhas que se esfarelam ou partem ao tentar sacar, rolhas muito humidas ou muito secas, pouco elasticas, rolhas com mau aspecto.
aproveitando o seu ensinamento, direi que muitos produtores e engarrafadores de vinho escolhem rolhas classe 5 ou 6 que, baratas, que não deveriam ser usadas para a finalidade.
há tambem diversos tipos de qualidade de cortiça, por isso os seus preços são diferentes, e há cortiças que não deveriam ser usadas para rolhas.
Aceito que existam tambem rolhas de cortiça artificial, rolhas de cortiça moida e compactada (como se chamam?) e garrafas com capsula de desenroscar (melhor solução que rolhas de má qualidade).

Anónimo disse...

caros rolheiros todos,
aproveitando-se do 'a latere' de xg, a velha senhora minha rimalhadeira pede-me que publicite um velho lamento seu de ts em desespero :

garrafa perdi a rolha
vogo nas vagas vazia
que nem de água me entra bolha
rimalho sem poesia
que porra de fantasia
não f… como soía
não morro como queria

q não há já quem me escolha
pra me encher de companhia.

Anónimo disse...

ó como admiro o seu estado
de cortiça
encarado como um fardo
hum, a fazer-se de velha(...)
Bem noviça.
Isabel Seixas

Julia Macias-Valet disse...

So para contrariar o comentario\pergunta de Catinga nos post "Tour de France"...o jornalista do SudOuest que entrevistou Antonio Amorim chama-se César Compadre, ou muito me engano ou estamos um pouco por todo o lado ; )
Ora aqui esta para que nos serve a nossa abertura e capacidade linguistica...Divulgar o nosso país !

catinga disse...

Oh Júlia, eu parece-me que há vários povos que estão por todo o lado. Os Chineses, por exemplo.

(Espere aí... os Chineses não são conhecidos pelo seu jeito para línguas. Mmm...)

Julia Macias-Valet disse...

Catinga, os chineses são conhecidos por venderem tarecos : ))
...de péssima qualidade !

Nunca percebi porque é que é que em França insistem que a lingua do futuro é o chinês !??? Será que ninguém consegue perceber que nao somos nós que lhes vamos vender o que quer que seja...e que muito pelo contrario sao eles que nos vão inundar de "polyester" !

J. Silva disse...

Meu caro Patrício Branco,

Aconselho uma visita a:
http://www.apcor.pt/inicio/
e aí tem muita informação para um amador.
Cump.

catinga disse...

O "Chinês" não existe. Existe o Mandarim e o Cantonense. Feita esta correção, o que eu lhe quis dizer foi que, mantendo uma arrogante ignorância de línguas que partilham com os hispânicos, eles não têm, por isso, qualquer problema em se instalarem e prosperarem onde quer que seja.

Quanto ao futuro da língua: se eles não quiserem aprender as nossas línguas, é claro que teremos nós de aprender as deles para lá negociarmos. Caso contrário...