domingo, 20 de março de 2011

Warren Christopher (1925-2011)

Há cerca de 10 anos, por ocasião da saída do seu livro "Chances of a Lifetime", ouvi uma palestra proferida em Nova Iorque por Warren Christopher, que agora desapareceu. Recordo bem a sua imagem, com os longos colarinhos subidos e uma voz rouca muito típica, nessa tarde em que apresentou, no Council on Foreign Relations, a sua leitura da situação internacional, naqueles que eram os primeiros meses da administração George W. Bush, que ele já criticava com muita lucidez.

Não sendo considerado um génio na condução da política externa americana, no período em que serviu como chefe da diplomacia no primeiro mandato de Bill Clinton, Christopher era tido por aquilo a que anglo-saxónicos chamam "a safe pair of hands", de que já tinha dado mostras aquando da condução das negociações para a libertação dos reféns americanos no Irão, no consulado Carter. 

Em 2000, chefiou a equipa de advogados de Al Gore na disputa pelos decisivos votos da Flórida, no que viria a ser derrotado por outro "peso pesado" da política externa americana, James Baker, que defendia as cores republicanas de Bush. Dois anos depois, tive o privilégio de ouvir, da boca do meu amigo Stephan Minikes, embaixador americano junto da OSCE e antigo membro da equipa de advogados chefiada por Baker, algumas histórias curiosas dessa batalha, que todos seguimos pela televisão e que seria ganha por Bush e perdida por Gore - e, na minha opinião pessoal, pelo mundo.

1 comentário:

Anónimo disse...

"(...) perdida por Gore - e, na minha opinião pessoal, pelo mundo."

Quem perdeu mais foi mesmo o MUNDO!

Isabel BP