segunda-feira, 21 de março de 2011

Vinha & vinho

A "Organização Internacional da Vinha e do Vinho", com sede em França ("et pour cause"...), vai organizar no Porto, no próximo mês de Junho, o seu congresso anual.

Na passada sexta-feira, aproveitámos a presença em Paris de mais de uma centena de delegados da organização para lhes oferecer, na Embaixada, um modesto "preview" do acolhimento de que irão ser objeto em Portugal, com vinhos e comidas portuguesas. Para além do imparável êxito que hoje constitui o vinho do Porto no mercado francês (que é o primeiro importador mundial de vinho do Porto, para quem o não saiba ou seja do tempo em que "os ingleses é que bebem Porto"), cada vez fica mais evidente que os nossos vinhos de mesa, quando de qualidade, podem e devem aparecer a terreiro comercial neste país, sem temor de comparações. Contrariamente ao que muita gente pensa, não se trata de mandar "bananas para a Madeira". Aliás, dentro de meses, iremos provar isso mesmo na Vinexpo, em Bordéus.

Pelo entusiasmo que detetei nos presentes ao convívio, onde procurámos limitar ao mínimo os discursos, fiquei com a sensação de que iremos ter no Porto uma muito luzida representação do mundo vinícola internacional, por essa época do S. João. Isso não deixará de ter as necessárias consequências na consolidação do prestígio dos nossos vinhos no mercado internacional, com todos os efeitos que daí advêm para a nossa economia.

4 comentários:

Margarida disse...

Aproveito o ensejo para referir a excelente edição da revista ‘Wine’ deste mês (#56) que, referindo-se em particular ao evento que foi a oitava edição do Essência do Vinho – Porto, destaca em capítulo especial um excelente guia de restaurantes, bares e wine bares do Porto e arredores, verdadeiramente imperdível, com fotos glamourosas e menus tentadores. Para espreitarem:
http://www.essenciadovinho.com/revistawine/php/primeira.php
http://www.essenciadovinho.com/revistawine/img/topo/revistas/sumario.pdf
E com que então, mais um delicioso e produtivo evento na área do enoturismo a ter lugar nesta minha cidade que, contra ventos e marés lá vai rumando directo ao almejado bom futuro?
E logo em Junho?
Que boooooooom!

Anónimo disse...

vinha vinha uma boa poesia à desgarrada com o vinho...

E os homens ébrios de poder
Capturam a maior liberdade

A de se ver

Isabel Seixas

Basicamente porque hoje é o dia mundial da poesia.

patricio branco disse...

Bom que a proxima reunião da oivv seja no porto, nobre cidade e região de vinhos. Merece.

A propósito dos ingleses e do vinho, sempre apreciei o papel deles ao longo de séculos para identificar e promover regiões vinicolas, consumir bons vinhos e mesmo produzi-los e comercializá-los.
Não duvido que se o douro foi disciplinado e controlado para produzir bons vinhos e caracteristicos, nos secs 17 e 18, foi devido à acção dos nossos aliados e com a compreensão e concordancia do marquês de pombal.
E eles próprios, em familias, ali se estabeleceram para produzir o porto, exportar e beber o vinho.
O mesmo na madeira, pouco mais de 100 anos sobre o povoamento da ilha já o vinho de lá se exportava e bebia na inglaterra e shakespeare põe alguns personagens amantes da bebida (falstaff) a beber a malvasia ali produzida. Não sei se gil vicente ou camões falam do vinho da madeira.
Digna de se visitar, é a vinha blandy's, quase no centro do funchal (1,5ha), onde em diferentes talhões estão plantadas as diferentes castas usadas cuja uva continua a ser aproveitada. Uma familia inglesa que ali se estabeleceu há seculo e meio.
(houve ultimamente algumas investidas de ajj contra essas antigas familias estrangeiras estabelecidas na ilha).
E indo para outros sítios, o claret, produzido no outro lado do canal? um regalo para os ingleses já no tempo da guerra dos 100 anos. E o sherry andaluz, tambem bem bebido nas peças de shakespeare, alem dos vinhos de chipre e creta?
Sim, sinto reconhecimento pelos papel dos ingleses acarinhando o vinho, não só bebendo, mas produzindo-o e comercializando-o.

E os portugueses, em que lugar estão no consumo de vinhos do porto e madeira. Um trabalho permanente de promoção e publicidade interna desses vinhos poderia ser feito, a nivel de estado, regiões e organizações de produtores.

Jose Tomaz Mello Breyner disse...

Só espero que não aconteça o mesmo que aconteceu aqui :

http://www.thewinehub.com/my-wine-studies/03/21/2011/what-were-you-thinking-maria-joao-de-almeida