sexta-feira, 18 de março de 2011

Conselho de Segurança

Ontem, no Conselho de Segurança da ONU, a propósito da resolução sobre uma zona de exclusão aérea na Líbia, a França e o Reino Unido (e Portugal) votaram a favor, tendo a Alemanha seguido uma linha diferente, abstendo-se.

Não está em causa a substância da resolução, mas ver países centrais do projeto europeu seguirem linhas diferenciadas sobre um tema de política externa e segurança tão próximo dos interesses do continente, bem como do cerne das suas políticas de vizinhança, leva a perguntar se ainda haverá razões para manter uma ilusão sobre a univocidade futura da vontade europeia no quadro internacional.

10 comentários:

patricio branco disse...

a alemanha terá as suas razões, de politica interna, de traumas que vêm ainda da guerra, económicas, sei lá.
De qualquer modo deu um sinal claro de que não se opunha à intervenção militar, embora não participasse nela.

Helena Sacadura Cabral disse...

Ora aí está uma ilusão que eu nunca tive!

Alcipe disse...

Mas nunca houve uma política externa europeia! Se não estamos a ir para a frente, também francamente nem por isso estamos a andar para trás. Já se esqueceram do grande cisma de 2003?

Francisco Seixas da Costa disse...

Tem razão, Alcipe. Ainda continuo a cismar nisso.

Helena Sacadura Cabral disse...

Ai caro Alcipe agora é que me deixou a cismar, logo eu, que não sou nada dada a cismas!

Mário Machado disse...

Num aspecto mais amplo foi interessante notar que todos os virtuais candidatos a ampliação dos assentos permanentes no CSNU se abstiveram nessa votação.

Outro ponto é que todos os BRIC também o fizeram.

patricio branco disse...

Será esta noite que começa o concerto? Ou amanhã? Normalmente é pelas 2 da manhã.
Desta vez não há cisma e os açores não serviram de palco.

Anónimo disse...

O ano de 2011 não parece querer dar tréguas - fenómenos políticos e naturais em catadupa.

Isabel BP

patricio branco disse...

o brasil pretende, desde lula, ter uma politica internacional aparentemente pouco pró eua. Alinha assim com a venezuela, bolivia, equador, mas tambem com irão, libia.
Toca em varias teclas, dá no cravo e na ferradura. Mas clinton e obama estão lá.
A india não sei, talvez seja a china que a influencie

Anónimo disse...

Como dizia o Notas Verbais: "if the answer is Ashton, what's the question?"