domingo, 8 de agosto de 2010

Tony Judt (1948-2010)

Ler "Postwar - a history of Europe since 1945" (livro que está traduzido em português) é a garantia de se ficar a entender muito do que são os equilíbrios permanentes em que assentam as sociedades europeias. O seu autor, Tony Judt, o historiador britânico que agora desapareceu, era um pensador extremamente original da questão europeia, tendo ainda produzido excelentes trabalhos sobre a intelectualidade francesa - escrevendo sobre ela com uma distância crítica muito difícil de encontrar.

Em 1997, a convite de João Carlos Espada, acompanhei Tony Judt num painel de discussão sobre a Europa, na Fundação de Serralves (as nossas intervenções estão publicadas em "O Desafio Europeu - passado, presente e futuro", Principia, Cascais, 1998). 

Anos mais tarde, em Nova Iorque, num serão em casa de um amigo alemão, ouvi Judt dissertar, de forma brilhante, sobre alguns novos problemas políticos que o alargamento da União Europeia, que estava para acontecer, iria colocar. Nunca mais o voltei a encontrar, embora me tivesse então desafiado para assistir a uns debates na sua New York University. Apenas o fui lendo, irregularmente, no "New York Review of Books", em lúcidos textos sobre temáticas internacionais, dos quais transparecia uma desilusão crescente com certas posições da esquerda "ideológica", de par com uma denúncia aberta das políticas da administração Bush.

3 comentários:

Helena Sacadura Cabral disse...

Mais uma vez o seu imenso saber. Tony Judt, que conheci através de um dos meus filhos, era mesmo muito bom. Vale mesmo a pena ser lido e pensado!

Anónimo disse...

O peso da história no olhar, de uma severidade e enigmatismo pungente...
Gosto mais do sorriso.
Isabel Seixas

Anónimo disse...

Olá Pai

Vésperas
De mais um dia dez
Que decidiste
Fazer paragem cardiorespiratória

Procuro-te no Céu
E o Amieiro
Fez-me sinal
Que estavas lá
Na brisa do vento

Nas folhas inertes de atentas
Às irrequietas
São os miúdos que velas
E não hesitas em dar a palmada
De chamada de correção
Para prosseguirem em segurança

Nós...
Cá estamos
Deixaste o amparo do teu exemplo
Da Tua presença
Ainda não consegui escrever
Na tua lápide

Também...
Tudo converge em Amo-te
Fazes-me falta
Isabel Seixas