sábado, 10 de julho de 2010

Voos

A história vem hoje no Le Figaro. Um casal de italianos comprou uma viagem de sonho para a Austrália, onde iriam começar as férias pelas praias de Sydney. A aproximação, pelas janelas do avião, a um cenário de casas de madeira e motos-de-neve levou-os a comentar como eram bizarras as escalas escolhidas pela agência, para tornar o voo mais barato. Mas não, esse era mesmo o destino: Sidney, no Canadá, na província da Nova Escócia. Segundo os locais, já não será a primeira vez que um equívoco destes tem lugar.

Menos longe foi, há anos, uma conhecida figura da nossa televisão, quando noticiou a abertura do festival musical de Bayreuth, acrescentando, num daqueles comentários meio soltos e pessoais com que essas figuras às vezes nos brindam ao fechar do telejornal, que era impressionante que a capital do Líbano, se bem que em guerra civil, continuasse a insistir em manter uma vida cultural intensa...

7 comentários:

Nuno Sotto Mayor Ferrao disse...

Caríssimo Senhor Embaixador Francisco Seixas da Costa,

Há, na verdade, equívocos a evitar, como é o caso da viagem desse casal italiano, como é também o caso de comentários espontâneos por parte de figuras mediáticas. Calculo a frustração sentida por esses latinos como o embaraço sentido por esse jornalista após saber que "enfiou o pé na argola".

Saudações cordiais, Nuno Sotto Mayor Ferrão
www.cronicasdoprofessorferrao.blogs.sapo.pt

Helena Oneto disse...

Ah!!:)! a minha gargalhada deve ter ecoado em Sydney! imagino a decepção à chegada...
Esta história faz-me lembrar o "fou rire" que tive quando, um dia, uma francesa me disse que queria ir à Madeira de comboio pois tinha medo de andar de avião...

Francisco Seixas da Costa disse...

Cara Helena: serão os "Cinco minutos de jazz" ("um, dois, três, quatro - cinco minutos de jazz") de José Duarte ?

Helena Sacadura Cabral disse...

Só o Senhor Embaixador para me fazer soltar uma imensa gargalhada. É que eu vi e ouvi essa conhecida figura televisiva -jovem de cultura, como diria meu Pai e o seu percurso viria a confirmar - soltar essas notas pessoais!
A minha gargalhada, nessa altura bem sonora, deve ter-se ouvido em Beirute, já que em Bayreuth, só se ouvia música.

Helena Oneto disse...

SIM! adorava esses cinco minutos anunciados pela belíssima voz do José Duarte! A sua excelentíssima memória é um prodigio!
Muito obrigada por esta viagem ao passado!

Anónimo disse...

Apraz-me dizer...

Muito obrigada...
A quem denuncia e enfrenta os seus percalços para evitar/prevenir que se repitam, a evição de erros sistemáticos também passa por assumir a nossa probabilidade de ser enganado... Pelos seus próprios sentidos ...
Isabel Seixas

O que não tem remédio...

Adelo disse...

O Canadá tem mais coisas dessas que induzem em erro. Há unos, um distinto "chefe da sua carreira" nomeou um cônsul honorário para "Londres/Canadá´" e fez publicar isso no Diário da República, só porque há por lá um lugar que se chama London.