sábado, 15 de maio de 2010

O Papa e a República

Não vi sublinhado como devia o facto do Papa ter simpaticamente referido, aquando do seu primeiro discurso em Portugal, as comemorações do Centenário da República Portuguesa.

Se pensarmos que um seu antecessor, Pio XII, foi padrinho de nascimento do atual pretendente à coroa portuguesa - faz hoje precisamente 65 anos (parabéns!) - sou levado a concluir que alguma água pode ter corrido, desde então, sob as inexistentes pontes do Vaticano.

10 comentários:

Margarida disse...

...L'agent provocateur...

FT17 disse...

Sr Embaixador
Entao há alguem que pretende a quinta parte da velha moeda de 25 tostoes?
Lembra-se que era mais conhecida por 5 “croas”? Outra coroa em Portugal, felizmente, nao há! Perdao que até há:- Há a da Nª.Srª.de Fátima. Mas essa pretensao nao constituirá pecado?
Francisco F. Teixeira

Anónimo disse...

"Tecnicamente é uma Monarquia eletiva, não hereditária.
Pode-se considerar o Vaticano como uma autocracia, porque todos os poderes (executivo, legislativo e judiciário) estão concentrados na figura do Papa"

Menos o poder paternal que deve ser professado , mas não é aconselhável protagonizá-lo.

Um reinado sem rainha, a não ser a Mãe... Nossa Senhora, aparecida e omnipresente linda e perpetuamente angelical.

Dou comigo a pensar que seria equitativo haver uma figura feminina assim mais...Para ... companheira...Não?! Nem me passa pela cabeça falar de quotas.

Pronto... Está bem.
A empada ficou divinal...
Qualquer dia deixo a receita
Isabel Seixas

Helena Oneto disse...

Esta magnífica República pareçe ter iluminado o Papa!

Infelizmente santos da casa não fazem milagres...

Helena Sacadura Cabral disse...

Ai Senhor Embaixador esse seu humor tão afiadinho... Não perde nem pitada.
Louvado seja!

Nuno Sotto Mayor Ferrao disse...

Caríssimo Embaixador Francisco Seixas da Costa,

É verdade que sido pouco salientado o facto da mensagem deixada pelo Papa a propósito do Centenário da República, no livro de honra do Palácio de Belém, ter passado bastante despercebida, não obstante algumas referências da jornalista Aura Miguel. No entanto, o Presidente da República manteve um acompanhamento muito próximo da deambulação/peregrinação do Papa. Aliás, os diálogos interculturais continuam a fazer-se na Igreja Católica como o Cardeal José Policarpo fez com o saudoso Eduardo Prado Coelho nos anos de 2003 e 2004.

A ponte do Castelo de Santo Ângelo está efectivamente a servir para outros fins...

Saudações cordiais, Nuno Sotto Mayor Ferrão
www.cronicasdoprofessorferrao.blogs.sapo.pt

Anónimo disse...

No mesmo discurso citou igualmente o Cardeal Cerejeira...

Francisco disse...

Apesar do Vaticano ser tecnicamente uma Monarquia, não me parece, por aquilo que dele tenho lido (e o problema é que muitos falam sem ler), que o Papa corresponda minimamente ao estereótipo do "monárquico" português.

Anónimo disse...

Nunca perco uma oportunidade para dar um viva à República.
A este propósito, da visita do Papa cá, vi nalguns Blogues um reaccionarismo que, nos tempos de hoje, me fazem alguma confusão. Um misto de proto-fascismo, religião em excesso, saudosismo monárquico ridiculo-salazarista, enfim, a merecer piedade. No mínimo.
P.Rufino

Fenêtre du Portugal disse...

Bom dia

O simples facto de o meu nome ter uma evidente (e incontestável) ligação com o referido, não me confere - claro - qualquer direito. :-)

Porem isso não me impede de afirmar que "as pontes" mantêm-se bem presentes. Só que não são o mesmo tipo de "pontes"; que as ditas têm menos coerência e são aliás muito mais "discretas", (para não empregar o termo mais adequado de "disfarçadas"). :-)


Mario Pontifice